O Projeto de Lei (4385/94), que torna a Farmácia Estabelecimento de Saúde, está para ser votado na Câmara dos Deputados na quarta-feira, 14/05. A proposta está em tramitação há 20 anos. Mas o que torna essa votação diferente das outras? 


“Desta vez conseguimos fazer importantes contatos para convencimento dos líderes partidários além de realizar bons debates com o Governo”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald Ferreira dos Santos.

O apoio do Governo, sinalizado especialmente pelo Ministério da Saúde, segundo Ronald, vem do fato de as autoridades passarem a entender que a Farmácia pode ser mais um equipamento para atender às demandas de saúde da população. 

Por outro lado, a Lei que regulamenta o setor farmacêutico é de 1973 e precisa ser atualizada para acompanhar o sistema brasileiro de saúde atual. O Sistema Único de Saúde (SUS) completou 25 anos em 2013. 

Além da criação do SUS há 25 anos, importantes ações envolvendo os farmacêuticos e os estabelecimentos aconteceram como a criação do Programa Farmácia Popular, da Política de Assistência Farmacêutica que está em vigor há 10 anos, entre outras.

“Essas mudanças no setor farmacêutico e até mesmo o crescimento do número de ações judiciais (exigindo medicamentos do setor público) fizeram com que a sociedade passasse a ver o papel do medicamento de outra forma”, explica Ronald. Segundo o presidente da Fenafar, toda essa movimentação envolvendo o setor farmacêutico deu lastro político à categoria. 

Em razão disso, a mobilização dos farmacêuticos vem crescendo nos últimos anos e culminou com a criação do Fórum Nacional de Luta pela Valorização Profissional em fevereiro deste ano.

A união de entidades como Conselho Federal de Farmácia e Fenafar vem se revelando estratégica na sensibilização dos deputados, Governo e na revisão do Projeto de Lei que faz da Farmácia um estabelecimento de saúde. 

Logo depois de constituído o Fórum Nacional, seus representantes se organizaram para estudar o PL 4385/1994 e propuseram a Subemenda Aglutinativa que atualiza os itens do projeto que caducaram em 20 anos de tramitação.  

    

Impresa Sinfarmig

As entidades que compõem o Fórum Nacional de Luta pela Valorização Profissional, entre as quais a Fenafar, realizarão no dia 14/05, em Brasília, um ato em defesa da categoria e, em particular, para pressionar a Câmara dos Deputados a colocar em votação a emenda aglutinativa ao PL 4385/94 que dispõe sobre a Farmácia Estabelecimento de Saúde.

 
O ato terá início com uma concentração na Catedral de Brasília, a partir das 9 horas da manhã. Em seguida, os manifestantes seguirão em marcha pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional. Uma comissão percorrerá os gabinetes dos deputados para discutir a importância da aprovação deste projeto.

 
Os sindicatos dos farmacêuticos e conselhos regionais de farmácia estão mobilizando a categoria nos Estados. Ônibus de todos os estados irão para Brasília.
 

Frente Parlamentar em Defesa da AF faz café da manhã
 
No dia 15 de maio, um café da manhã promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica em parceria com a Fenafar e outras entidades do Fórum Nacional pela Valorização Profissional vai mobilizar os parlamentares para apresentar a emenda aglutinativa ao PL 4385/94 e pedir apoio para a sua aprovação. O café será entre 08 e 10 horas da manhã no Restaurante do 10º do anexo IV - da Câmara dos Deputados.
 

O Fórum Nacional de Luta pela Valorização Profissional é formado pelo Conselho Federal de Farmácia - CFF, Federação Nacional dos Farmacêuticos - FENAFAR, Federação Interestadual dos Farmacêuticos - FEIFAR, Associação Brasileira do Ensino Farmacêutico - ABEF, Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais – ANFARMAG, Executiva Nacional dos Estudantes de Farmácia - ENEFAR
 

Da redação da Fenafar
Publicado em 07/05/2014

Além de cobrar a aprovação de projetos, representantes pediram que se barre proposta sobre terceirização


Brasília – Durante quase três horas, na tarde de ontem (6), o plenário da Câmara dos Deputados foi ocupado por representantes de diversas entidades sindicais que subiram à tribuna e tiveram direito a discutir, com os parlamentares, os projetos de interesse dos trabalhadores que tramitam na Casa há anos. O balanço feito a partir desse debate – na prática, uma comissão geral, conforme é chamada pelo regimento interno da Câmara – não foi nada bom para o Congresso Nacional: mais de 600 proposições, conforme informações da mesa diretora, voltadas diretamente para melhorias nas relações de trabalho, encontram-se em tramitação na Câmara e no Senado. Algumas delas estão sendo analisadas há quase 20 anos.


Os representantes das entidades lembraram o que disse recentemente o presidente da Casa, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), quando afirmou que a Câmara é um lugar de deliberação e debate, e pediram aos deputados compromisso com os trabalhadores que os elegeram. Aproveitaram, também, para criticar a influência do empresariado na discussão destas propostas, e combater o constante argumento de que podem ter impacto negativo nas finanças do país ou ocasionar número grande de demissões.


Ao longo dos pronunciamentos, lembraram projetos emblemáticos que nunca foram votados e as manifestações feitas nas ruas em junho passado, que resultaram em vários pedidos ao Legislativo brasileiro e provocaram o que foi chamado, na época, de “agenda positiva”, um compilado de propostas que jamais chegou a ser levado adiante na íntegra.


Entre as matérias mais reivindicadas, destacaram-se a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231, de 1995, que reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas e aumenta a remuneração por hora extra para 75% do salário; o Projeto de Lei Complementar (PLP) 8, de 2003, que define o justo motivo autorizativo e o justo motivo subjetivo nos casos de saída dos trabalhadores do emprego; a PEC 555, de 2006, que acaba com a contribuição dos inativos; e o Projeto de Lei (PL) 3299, de 2008, que extingue o fator previdenciário.


Em efeito inverso, voltou a ser criticado e foram feitos vários apelos para que não seja aprovado o PL 4330/2004, que regulamenta a terceirização.


Agenda anual
Para o deputado Vicente Cândido (PT-SP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) e responsável pela convocação do encontro, estes são apenas alguns dos itens mais importantes. O deputado afirmou que somente na sua comissão tramitam atualmente cerca de 150 proposições voltadas para os trabalhadores e sugeriu que esta agenda passe a ser comum na Casa, todos os anos, na semana que sucede as comemorações do Dia do Trabalho.


O presidente da CUT, Vagner Freitas, chamou a atenção para a importância de uma pauta mais ampla. Ele citou várias das matérias aprovadas e em apreciação. “Nossas propostas e reivindicações refletem o país que queremos e estamos contribuindo para construir para nós, nossos filhos, netos e gerações seguintes. Queremos um país desenvolvido, com sustentabilidade, justiça social, inclusão, emprego e trabalho decente”, afirmou.


Freitas destacou a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sem redução de salário e explicou que a medida pode vir criar 3,2 milhões de novos empregos. De outro lado, ele estima em bem pequeno o impacto dessa redução no custo das empresas com pessoal (1,32%).


De acordo com o presidente da CUT, a produtividade do trabalho no Brasil cresceu 92,7% desde 1988, e um dos principais fatores foi a redução da jornada de 48 horas para 44 horas semanais. Esse crescimento, no entanto, não foi incorporado aos salários que, apesar da recuperação dos últimos anos, representam 64,6% do valor de 1989. “O prazo e o ritmo podemos negociar, mas não podemos prescindir da redução da jornada, fundamental para o Brasil continuar crescendo”, colocou.


Perdas tributárias 
A representante da entidade Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, abordou a questão dos meses trabalhados pelos brasileiros apenas para o pagamento de impostos. Fattorelli acentuou que é inadmissível, em pleno século 21, ainda existir uma carga tributária elevada para os trabalhadores e defasagem da tabela de Imposto de Renda. “Os trabalhadores têm suas rendas confiscadas durante meses”, reclamou.


Da mesma forma, o especialista em políticas públicas Francisco de Souza Andrade reiterou que é importante realçar as conquistas que os trabalhadores conseguiram nos últimos anos, contanto que seja lembrado que a tributação continua sendo muito injusta. Souza também alertou para o fato do projeto da terceirização. A seu ver, caso seja aprovado da forma como se encontra, o PL “não trará segurança para os trabalhadores”.


Coube ao cientista político Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), fazer uma avaliação do trabalho legislativo desde a Constituinte de 1988. Segundo ele, todas as vezes, nos últimos anos, em que uma matéria tida como avançada para assegurar direitos aos trabalhadores começa a caminhar no Congresso, surgem interferências por parte do empresariado e argumentos de possíveis impactos na economia ou no nível de emprego. No entanto, na época da Constituinte, diversas matérias foram aprovadas, muitas delas tidas como conquistas para os trabalhadores, e o país vivia num momento econômico de recessão, bem diferente da atual conjuntura.


Mobilização 
O líder do PT na Câmara, Vicente Paulo da Silva (SP), o Vicentinho, recordou sua origem como sindicalista e demonstrou apoio à pauta das entidades, mas pediu para os presentes lembrarem, também, de alguns avanços que foram obtidos nos últimos anos. “Se cada um de nós, deputados, for falar dos projetos apresentados, veremos que muitos foram aprovados. Temos evoluído em algumas questões”, acentuou. O líder destacou a importância da mobilização das entidades sindicais e disse que “se tem uma coisa importante para que esses projetos sejam aprovados é a mobilização popular. Vocês são os grandes responsáveis pelas vitórias obtidas, como o projeto que recupera o salário mínimo, por exemplo”, frisou.


O deputado Assis Melo (PCdoB-RS), por sua vez, afirmou que não é possível avançar no direito dos trabalhadores sem que questões vitais como as matérias de caráter fiscal e tributário sejam aprovadas. A deputada Erika Kokay (PT-DF), que já foi dirigente da CUT, também chamou a atenção para a importância de serem votadas proposições que permitam igualdade de condições para as mulheres em relação aos homens no trabalho. “Precisamos assegurar a equidade de gênero no local de trabalho”, colocou. Kokay ressaltou, ainda, a necessidade de ser aprovada, o quanto antes, a criminalização do assédio moral.


Participaram da comissão geral, além da CUT, representantes da Força Sindical, UGT, Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, Nova Central Sindical, CSP-Conlutas, CTB e Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

Fonte: (Hylda Cavalcanti) Rede Brasil Atual; publicado 06/05/2014

 

 


Ele está de volta, o tradicional Desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda que Tan Tan que reúne milhares de foliões no Centro de Belo Horizonte e marca a data de 18 de maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Quem promove é o Fórum Mineiro de Saúde Mental e a Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais. 


Este ano, o desfile está marcado para a segunda-feira, 19 de maio. A concentração será na Praça da Liberdade a partir das 15 horas e vai percorrer as avenidas João Pinheiro, Afonso Pena, ruas Espírito Santo e Tupinambás até a dispersão na Praça da Estação. O tema é A cidade que queremos: seja feita a nossa vontade! 


A Escola virá composta em seis alas:

1ª ALA: VIOLAR PODIA SER VERBO DE VIOLÃO!
 
A cidade que queremos traça rotas cujos caminhos transPIRAM liberdade! Nela, a cidadania tem a ver com o encantamento com o outro e com a construção de um coletivo que se sustenta e se enriquece nas diferenças “e na multiplicidade toda que há dentro de cada um”. 


2ª ALA: EU SEMEIO VENTO NA MINHA CIDADE, VOU PRA RUA E BEBO A TEMPESTADE. 

 “Molecar a linguagem” e inventar o destino, pois “ninguém é doido ou então todos”. “A cidade que eu quero, todos querem” nos deslimites da poesia que afirmam novas formas de sociabilidade. 


3ª ALA: SE ESSA RUA FOSSE MINHA, EU VOLTAVA A CIRCULAR: VAMOS DAR REVIRAVOLTA, NESTA ONDA DE TRANCAR. 

A ala das crianças e adolescentes nos convida a ocupar as ruas da cidade que queremos, com brincadeiras e jogos de rua, algumas esquecidas, engolidas pelo mundo digital. Na rua da cidade que queremos pode rodar argola, soltar pipa, petecar e emperequetar os muros com grafites. 


4ª ALA: BOMBRILHÃO: O CHASSI DO UNIVERSO 

Dentre outros (ins)PIRADOS que referenciam essa ala destaca-se Miró que em suas constelações de céus inteiros busca sobrepor a fúria cega desencadeada pela guerra. Salvador Dali em aspectos de sua obra busca o excessivo e o dourado para escapar do sistema totalitário resultante da automatização e da esterilidade. 


5ª ALA: NÃO PONHA CORDA NO MEU BLOCO: COPOS DE LEITE E DE FLOR 

Nossa sociedade vem enfrentando um grave problema que mostra sua face de diversas formas: a violência. Poderíamos citar toda a descriminação existente nos diversos tipos de preconceitos: a cor do que tem a pele colorida de outra cor, o sexo de quem tem o gênero diferente do seu, a crença daquele que se ajoelha para um Deus outro, a boca que declara amores dos 


6ª ALA: PICHEI SEU MURO, TIA: DO LADO DA RUA, QUE É NOSSA!


Ítalo Calvino, em seu livro As cidades invisíveis, nos alerta: “de uma cidade, não aproveitamos suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas. 

Foram elencados nesta ala, numa espécie de mosaico de cidadania, diversos espaços que foram abertos mundo a fora, nas últimas décadas; marcos, marcas, fissuras, retratos, respostas das cidades às transformações construídas por seres humanos e coletivos que ousaram, corajosamente, decidir seus destinos e produzir rupturas e revoluções, dividindo com as cidades e seus cidadãos, suas conquistas. 


Redação com informações do Fórum Mineiro de Saúde Mental e Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais

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