Entidades que representam os farmacêuticos enviaram uma carta à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Helena Hoffmann, para manifestarem a “incompreensão” quanto ao veto e a justificativa para tal, dado pela presidenta Dilma Rousseff, sobre um dos artigos da Lei 12.865/2013, publicada em 10 de outubro de 2013, no Diário Oficial da União, que converte a Medida Provisória 615/2013. Na prática, o veto presidencial mantém a situação atual: a obrigatoriedade de um técnico responsável em cada farmácia. No entanto, a justificativa dada pela Presidência contradiz o que os governos Lula e Dilma vêm defendendo: saúde com qualidade.


Em um resgate histórico feito no documento, os farmacêuticos lembram de posicionamentos importantes do governo, como o veto da presidenta Dilma Rousseff à venda de medicamentos que não exijam prescrição médica em supermercados, armazéns, empórios, lojas de conveniência e similares, o que comprova a preocupação com a saúde da população, diferentemente da justificativa dada ao veto presidencial.


“Conferir à farmácia o status de estabelecimento de saúde, já que a dispensação de medicamentos é uma atividade de interesse social e não apenas um comércio lucrativo, é uma luta de toda a sociedade e vem sendo uma luta das entidades farmacêuticas através do apoio ao Projeto de Lei 4385/1994, que propõe mudança na legislação, o que garantirá que as farmácias tornem-se estabelecimentos de saúde”, defende a categoria.


O PL defendido tem como fundamento a reorientação da assistência farmacêutica, a partir da transformação da farmácia em um estabelecimento de saúde e unidade de prestação de serviços de interesse público, articulada com o SUS, destinada a prestar assistência farmacêutica.


Lei de 1973 se mantém
O artigo vetado alteraria a lei 5.991 de 1973, ele coloca de forma explícita que as drogarias e farmácias têm de ter como responsável um "farmacêutico", ou seja, um profissional de nível superior. De acordo com a presidenta, a mudança explícita sobre a presença de um farmacêutico responsável em todas as farmácias e drogarias oneraria "excessivamente" o setor, com impacto especialmente sobre as micro e pequenas farmácias e drogarias.


Com o veto, portanto, segue valendo a exigência da presença de um "técnico responsável". Por isso, os farmacêuticos concentrarão suas forças na aprovação do PL 4385 de 1994 para não somente garantir a presença de um profissional com curso superior, mas também que o estabelecimento tenha uma visão mais ampla sobre a assistência à saúde e, portanto, ao tratamento medicamentoso.


“Ainda reiteramos que o farmacêutico é um profissional da saúde, com curso superior, que possui conhecimento técnico e humanista e atua com competência para o gerenciamento e o cuidado da saúde. É especialista no medicamento, tem sua atividade centrada na elaboração, produção, distribuição e na dispensação, seu papel na cadeia sanitária. Mas também é o profissional que se preocupa em estar presente e fazer a interação para garantir o cumprimento do tratamento da terapêutica do paciente. O foco e atenção que o profissional tem centrado na atividade da farmácia cumprem o seu papel enquanto um estabelecimento de saúde. E o conjunto de serviços oferecidos demonstra ao usuário, e à sociedade, o compromisso e o cuidado que o farmacêutico tem à saúde”, conclui a carta.

Leia a carta na íntegra.



Leia a nota da Fenafar divulgada na ocasião do veto.



Da redação da Fenafar

 

Publicada em 26/12/2013

O funcionamento de serviços de saúde em eventos de massa será regulamentado pela Anvisa. A Agência publicou, hoje, 26/12, uma proposta de norma que define requisitos mínimos para o atendimento ao público em eventos de grandes proporções.

 

O trabalho surgiu como uma necessidade diante dos grandes eventos previstos para o país nos próximos três anos, mas será um legado para todos os demais eventos realizados no Brasil. Entre as experiências utilizadas na elaboração do texto estão os trabalhos das vigilâncias locais e da Anvisa durante o carnaval do Recife, Copa das Confederações, Jornada Mundial da Juventude e o Rock in Rio, realizados neste ano.

 

Segundo o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, a norma vai atender a diversidade de públicos de cada situação. “Os eventos têm características específicas e por isso o serviço de saúde precisa ser adequado à natureza do evento, queremos uma norma que dê o respaldo para as autoridades locais trabalharem com a realidade de cada situação”, explica Barbano.

 

De acordo com o texto da Consulta Pública (CP) 58/13, os organizadores deverão providenciar com 120 dias de antecedência do evento todas as informações relativas ao atendimento de emergência. Isso inclui a indicação do perfil e estimativa do público, mapa do local do evento e das áreas de atendimento médico, descrição dos procedimentos de atendimento e encaminhamento aos hospitais, entre outras exigências.

 

A norma permite que o serviço de saúde seja terceirizado, mas exige um contrato formal entre o organizador do evento e o prestador do serviço.

 

Todas estas informação serão utilizadas para que a Anvisa e as autoridades locais avaliem  se a estrutura de urgência e emergência está compatível com o tipo do evento e o público esperado.

 

Segundo Dirceu Barbano, a experiência com eventos acompanhados pela Anvisa nos últimos 12 meses mostrou que o atendimento de saúde precisa ser planejado com antecedência para garantir que o público tenha a assistência de urgência e emergência necessária.

 

Como participar

O prazo para participação da Consulta Pública 58/13 começa na próxima quinta-feira (2/1) e ficará aberto por 30 dias. Qualquer cidadão ou instituição pode mandar sugestões. As contribuições podem ser enviadas por formulário eletrônico ou por carta. Saiba mais.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

O Plenário do Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do voto, reconduziu Walter Jorge João (presidente), Valmir de Santi (Vice-Presidente), José Vílmore Lopes Júnior (secretário-geral) e João Samuel de Morais Meira (tesoureiro) à Diretoria do CFF para os anos de 2014 e 2015. A eleição foi realizada na quarta-feira, 18/12, no auditório Sebastião Ferreira Marinho, em Brasília (DF).

 

 

 

Em seu discurso, o presidente do CFF, Walter Jorge João, agradeceu o apoio dos 27 conselheiros federais que compõem o Plenário e reafirmou o compromisso de luta pela união e fortalecimento da profissão, em todo País. “Nossas palavras iniciais, necessariamente, têm que ser de agradecimento, muito obrigado a todos, pela confiança. Estamos vivenciando um momento histórico de transformação da profissão. Temos consciência de que nossa responsabilidade aumenta e, para que tenhamos êxito em nossas metas, precisamos estar unidos com toda a categoria”, disse Walter Jorge João.

 

 

 

Durante a plenária também foi realizada a solenidade de posse e diplomação dos seguintes Conselheiros Federais e suplentes (2014/2017):

 

 

 

Acre - Rossana Santos Freitas Spiguel / Artagnan Cícero Costa (Suplente)
Amapá - Carlos André Oeiras Sena / Márlisson Octávio da Silva Rêgo
Bahia - Altamiro José dos Santos / Clóvis de Santana Reis
Maranhão - Fernando Luis Bacelar de Carvalho Lobato / Teofila Margarida Monteiro Silva
Mato Grosso do Sul - Ângela Cristina Rodrigues Cunha Castro Lopes / Márcia Regina Cardeal Gutierrez Saldanha
Distrito Federal - Forland Oliveira Silva / Viviany Nicolau de Paula Dias Coelho
Roraima - Erlandson Uchoa Lacerda / Eduardo Anibal Lopes Marreiros

 

 

 

Também tomaram posse e foram diplomados os seguintes Conselheiros Federais e suplentes (2015/2018):

 

Amazonas - Marcos Aurélio Ferreira da Silva / Karla Regina Lopes Elias
Goiás - Sueza Abadia de Souza Oliveira / Adriano Vieira da Silva
Mato Grosso - José Ricardo Arnuat Amadio / Edson Chigueru Taki
Paraná - Valmir de Santi / Dennis Armando Bertolini
Sergipe - Vanilda Oliveira Aguiar / Antônia Ricarte Bezerra
Tocantins - Amilson Álvares / Francisco Wellington de Macedo

 

Fonte: CFF

 

Aumento do número de diagnósticos de déficit de atenção – 15% das crianças norte-americanas em idade  escolar – ganha espaço no New York Times.

 

A informação é da jornalista especializada em saúde da Folha de S. Paulo, Cláudia Collucci. Leia mais.  

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