A votação ocorreu às 18 horas desta quarta-feira, 16 de julho, todos os partidos com representação no Senado votaram favoravelmente ao projeto. No Plenário, além dos Senadores, muitas lideranças da categoria farmacêutica acompanhavam a votação de uma luta que mobiliza os farmacêuticos do país há 20 anos.


“É um momento ímpar para a nossa história. A aprovação deste projeto é fruto da luta e dedicação de toda uma geração de farmacêuticos e farmacêuticas. Estou muito emocionado com esta conquista, que é da categoria mas é muito mais, é uma conquista para a sociedade brasileira, para o cidadão que a partir de agora terá garantido um direito fundamental, que é o da prestação da Assistência Farmacêutica na farmácia. A beleza desta batalha, que reflete o brilho da nossa profissão, é que nossa luta não é corporativa. Ela é a defesa sim, da valorização da categoria, mas esta valorização só se efetiva quando o direito da sociedade a ter o acesso ao medicamento mediante a orientação de um profissional farmacêutico habilitado, com condições sanitárias adequadas for garantida”, afirmou o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos.


Rodeada de presidentes e diretores de sindicatos, de conselheiros federais de farmácia de todo o Brasil, a senadora e também farmacêutica Vanessa Grazziotin comemorava a aprovação do substitutivo ao projeto, de sua relatoria.


Os senadores que encaminharam os votos em nome dos partidos ressaltaram em suas falas a importância do projeto para a Saúde e todos, sem exceção sublinharam o papel da mobilização da categoria para garantir que finalmente, depois de 20 anos, este projeto fosse aprovado.


“É uma honra, para mim, fazer parte desta luta histórica da minha categoria. Este, sem dúvida, é um projeto muito especial”, disse a senadora. Veja, abaixo, breve entrevista feita com Vanessa Grazziotin logo após a aprovação do projeto.


Fenafar: Depois de 21 anos aguardando para votação, a Câmara e o Senado aprovaram o projeto que ficou conhecido na categoria farmacêutica como Farmácia Estabelecimento de Saúde. O que mudou na conjuntura política que permitiu a aprovação deste projeto?
Vanessa: A luta de todos os segmentos em defesa da Saúde foi fundamental. Ao mesmo tempo reforçamos o diálogo com todos os partidos para consolidar esta vitória.

 

Fenafar: A versão que chegou ao Senado é bastante diferente do projeto original da ex-senadora Marluce Pinto. O primeiro era um ataque direto à categoria, este pelo contrário, traz importantes elementos que irão contribuir para a valorização profissional e para garantir o direito da sociedade à orientação sobre o Uso do Medicamento. O que representa para a categoria farmacêutica essa mudança no caráter da farmácia. Isso trará impactos no sentido de valorizar a categoria?
Vanessa: Sem dúvida nenhuma, trará impactos para os farmacêuticos e também para a Saúde como um todo. A qualificação das farmácias como estabelecimentos de saúde permite que a população tenha acesso aos medicamentos efetivamente prescritos, e estendem para todos a qualidade na dispensação de medicamentos. Para os farmacêuticos, isso também representa o necessário reconhecimento ao caráter estratégico desta profissão.

 

Fenafar: Você que já participou ativamente de várias CPI´s de medicamentos e é também farmacêutica, que impacto isso traz para a relação que a sociedade tem com o medicamento? Este projeto pode, por exemplo, contribuir para evitar a pirataria de medicamentos?
Vanessa: Sim, com a requalificação das farmácias como estabelecimentos de saúde, a pirataria será combatida de forma mais efetiva. Também permitirá que nossa sociedade utilize os medicamentos com mais responsabilidade e mais protegidos da pressão do marketing que trata a saúde de todos apenas como um mercado a ser explorado.

 

Fenafar: Como este projeto se soma a outras políticas públicas de ampliação do acesso à saúde?
Vanessa: Como te disse, ele permite que a prescrição e a dispensação de medicamentos seja adequada às políticas públicas de saúde que focam a ampliação do acesso e a qualidade nos tratamentos.

 

Fonte Fenafar
Publicado em 16/07/2014

CAS aprova o PL da Farmácia Estabelecimento de SaúdeCAS aprova o PL da Farmácia Estabelecimento de Saúde

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira (16) projeto que regulamenta o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas.

 

O PLS 41/1993, que tramita há mais de duas décadas no Congresso e foi aprovado pela Câmara dos Deputados no início deste mês, agora segue em regime de urgência para votação no Plenário.

 

Há um eforço para que o projeto siga ainda nesta quarta para o Plenário e seja aprovado neste trabalho concentrado realizado no Senado antes do recesso eleitoral. "Estamos trabalhando para isto, conversando com Senadores e com a Mesa para que tenhamos hoje a confirmação desta vitória histórica para a nossa categoria", disse o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos. 

 

Pelo texto do substitutivo aprovado na Câmara, a farmácia se torna uma “unidade de prestação de serviços para assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva”, elevando-a ao patamar de estabelecimento de saúde e não apenas uma loja, o que permite a orientação mais direcionada ao público.

 

"Não podemos continuar tratando a farmácia como se fosse sapataria ou boutique. Não é", declarou a relatora na CAS, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que é farmacêutica.

 

O texto aprovado manteve a exigência da presença permanente de um farmacêutico, tecnicamente habilitado e exclusivo durante todo o funcionamento do estabelecimento, diferentemente do proposto em 1993 pela então senadora Marluce Pinto, que permitia a presença de oficiais ou auxiliares de farmácia para a assistência técnica. O projeto altera a Lei 5.991/1973, de Controle Sanitário do Comércio de Drogas e Medicamentos.

 

Segundo o senador Cyro Miranda (PSDB-GO), a partir do projeto, a farmácia poderá se tornar um local de referência, “quase um posto de saúde”. Paulo Davim (PV-RN) ressaltou que o farmacêutico é de fundamental importância para orientar o uso correto da medicação. Ele disse que sua presença no estabelecimento poderá evitar o incentivo da indústria à venda de remédios, prática conhecida como "bonificação de medicamentos".

 

A senadora Ana Rita (PT-ES) disse ainda que o cidadão que não tiver como chegar a uma unidade de saúde encontrará na farmácia a orientação adequada de um profissional. "Além disso, o profissional [farmacêutico] não deve atuar isoladamente, tem que interagir com os demais profissionais e unidades de saúde. O projeto é uma grande conquista e avanço, e vai ser um estímulo à formação de novos farmacêuticos", garantiu.

 

Vacinas

 

A proposta classifica ainda os estabelecimentos de acordo com sua natureza: as drogarias são os estabelecimentos de dispensação e comércio de drogas, medicamentos e insumos farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais. Já as farmácias de manipulação, além das atribuições das drogarias, terão competência privativa para o atendimento de unidades de saúde.

 

O texto também permite que as farmácias de qualquer natureza possam vender vacinas e medicamentos que atendam o perfil epidemiológico – as doenças mais comuns, endêmicas ou de epidemias – de sua região demográfica.

 

O farmacêutico será responsável pelo estabelecimento e dispensação dos produtos durante o horário de funcionamento e autorização e licenciamento nos órgãos competentes. As regras também serão aplicadas à indústria farmacêutica. Outra função que cabe ao profissional, pelo texto, é notificar aos profissionais de saúde, aos órgãos sanitários competentes e ao laboratório industrial os efeitos colaterais, as reações adversas, as intoxicações, voluntárias ou não e a farmacodependência de medicamentos, entre outros pontos.

 

O projeto cria ainda a figura do fiscal farmacêutico, para exercer atividades de fiscalização dos estabelecimentos. Ao fiscal é proibido exercer outras atividades profissionais de farmacêutico, bem como ser responsável técnico, proprietário ou participar da sociedade e estabelecimentos farmacêuticos.

 

Em relação à fiscalização, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse ser necessário cuidado para não haver conflito com as atividades da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Os postos farmacêuticos, devidamente licenciados, terão um ano após a publicação da nova lei para se adequar as regras atualizadas. Do contrário o registro de funcionamento será cancelado automaticamente.

 

Da redação com Agência Senado
Publicado em 16/07/2014

 

Agora é a vez dos Senadores darem um voto em defesa da Farmácia Estabelecimento de Saúde.

 

A vitória histórica que a categoria farmacêutica protagonizou no dia 02 de julho, na Câmara dos Deputados, com a aprovação da emenda aglutinativa ao PL 4385/94 agora tem novo capítulo.

 

Como o projeto é originário do Senado Federal, o texto aprovado pelos deputados volta ao Senado, para ser votado e, só então, encaminhado para sanção presidencial. O PL retorna ao Senado como SUBSTITUTIVO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS - SCD nº 41/93 e começará a tramitar pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

 

O presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, é otimista com o desfecho que esta luta terá no Senado, pelo grau de consenso que a proposta adquiriu neste último período. “A unidade da categoria, que nos permitiu reunir as mais variadas entidades representativas dos farmacêuticos no país, resultou na elaboração de uma subemenda aglutinativa que alterava o substitutivo do deputado Ivan Valente, que estava em tramitação há 20 anos. Além de atualizar o texto para os novos desafios da Assistência Farmacêutica e, consequentemente, da farmácia, também ousamos procurar os setores do varejo e outros interessados para tentar construir uma proposta que pudesse unificar a todos e, assim, atender ao interesse da sociedade, que é ter o seu direito de acessar os medicamentos, orientada pelo profissional farmacêutico habilitado a prestar informações sobre o uso racional do medicamento, garantindo as condições sanitárias adequadas para o armazenamento dos medicamentos e tantos outros aspectos que resultam na segurança para a saúde do usuário e, claro, na valorização do profissional farmacêutico”, avalia Ronald.

 

Este cenário, completa o presidente da Fenafar, “nos dá muita confiança de que o projeto será aprovado no Senado e em breve se transformará em lei”.

 

Neste sentido, o papel do Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica é fundamental na mobilização da categoria para esta fase da batalha que se dará no Senado. Pressionar os senadores para que eles apoiem o projeto requer que todos e todas, farmacêuticos e entidades, continuem mobilizados.

 

Para facilitar, disponibilizamos uma mensagem de introdução, um ofício endereçado aos senadores pelo Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica, explicando a importância da aprovação do substitutivo, e os contatos (e-mails e telefones) dos componentes da CAS, onde se inicia a tramitação do PL no Senado, bem como os de todos os demais senadores em exercício.

 

Clique aqui e acesse a mensagem de introdução e link do ofício para os senadores (copiar e colar no corpo do e-mail)

Clique aqui e acesse a lista de endereços dos Senadores que integram a CAS

Clique aqui e acesse a lista de endereços de todos os Senadores

 

Mobilização pela internet também é fundalmental

 

O substitutivo também está em consulta pública na seção Opine sobre projetos, do site do Senado Federal. É importante para a classe farmacêutica e para o cidadão que ele seja aprovado naquela Casa, quando for à votação dos senadores. Com maioria das manifestações públicas favoráveis, os senadores serão sensibilizados a, também, votar favoravelmente.

Da redação, com CFF
Publicado em 15/07/2014

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O presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, encaminhou ofício à Fenafar para prestar o seu apoio à subemenda aglutinativa ao PL 4385/94 que foi aprovada na Câmara dos Deputados, em 02 de julho.

 

 

 

Na carta, endereçada ao presidente da Fenafar, Barbano afirma que com a aprovação da subemenda “o Brasil dá mais um passo importante na concretização do direito à saúde como direito da cidadania”.

 

 

 

O texto diz ainda que “a definição inequívoca da farmácia como estabelecimento de prestação de serviços de saúde, particularmente no âmbito mais amplo da Assistência Farmacêutico e do processo de atenção à saúde, atende às demandas históricas da sociedade brasileira, traduzidas nas recomendações da 1ª Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, realizada em setembro de 2003, ao mesmo tempo em que restitui à Farmácia e ao exercício das ações de saúde que lhes são inerentes o papel essencial no conjunto articulado e resolutivo do cuidado em saúde no Brasil”.

 

 

 

Para o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, o apoio da Anvisa é fundamental para a batalha que agora se dará no Senado e cujo desfecho, esperamos, seja a aprovação da proposta. 

 

 

 

 

 

Fonte: FENAFAR

Publicado em 15/07/2014

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