Na terça-feira, 02/09, foi realizada, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE), mais uma reunião para negociação entre Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) e Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Estado de Minas Gerais (Sindhomg). A data-base do setor de Farmácia Hospitalar é junho. Vale lembrar que esta foi a terceira reunião mediada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por solicitação do Sinfarmig, tendo em vista a permanente obstrução do sindicato patronal às negociações diretas entre as duas entidades.
Desta forma, a reunião na SRTE começou com a resposta do representante oficial da diretoria do Sindhomg, mais uma vez ausente das negociações, à proposta de 6,2% de reajuste sugerido pelo Sinfarmig. A entidade patronal anunciou que só aceitaria conceder esse índice a partir do pagamento do salário do mês de setembro, ou seja, impondo mais perdas aos salários de junho, julho e agosto. A proposta foi descartada pelo Sinfarmig dado que o INPC do período referente à data-base de Farmácia Hospitalar é de 6,05%. A oferta inicial do Sindhomg, apresentada na segunda-reunião, intermediada pela SRTE, em agosto, foi de 6% retroativo a junho de 2014, com base nos salários reajustados em outubro de 2013, abaixo, portanto, da taxa inflacionária do período.
Uma nova proposta foi feita pelo Sinfarmig. Que o patronal acrescente 0,2% à proposta inicial de corrigir os salários desde a data-base em 6%. Assim, de junho a agosto, os salários serão reajustados em 6% e, a partir do salário de setembro, o aumento de 6% é acrescido de 0,2%. O Sindhomg tem até o dia 11 de setembro para apresentar a resposta a essa proposta dos farmacêuticos em reunião a ser agendada diretamente com o Sinfarmig. Caso a posição do patronal não seja encaminhada ao Sindicato nesse prazo, nova rodada de negociações mediada pelo Ministério do Trabalho já está marcada para o dia 15 de setembro.
O Sinfarmig informa aos farmacêuticos que, mais uma vez, lamenta as práticas desrespeitosas dos patrões dos hospitais com os profissionais. Esse desrespeito é manifestado de várias formas, em primeiro lugar pelo hábito antidemocrático de não comparecimento da diretoria do patronal às reuniões de negociação com o sindicato profissional. Em segundo e em não menos importante questão, na resistência em negociar um piso para a categoria. Essa negação favorece a prática de pagar salários abusivos aos profissionais com nível superior de formação, inclusive por grandes hospitais de Belo Horizonte, conforme denúncias recebidas com freqüência pelo Sinfarmig.
Essa situação é agravada pela impossibilidade de os farmacêuticos buscarem a Justiça para que ela fixe o reajuste devido pelos hospitais, o que seria feito pelo instrumento do dissídio coletivo. A situação de dissídio só é instalada a partir da concordância dos dois sindicatos em buscarem esse tipo de negociação. E o Sindicato dos Hospitais rejeita ir a dissídio coletivo com o Sindicato dos Farmacêuticos. Por meio dessa negativa, os patrões admitem temer que a Justiça seja feita com a fixação do salário justo a ser pago aos farmacêuticos hospitalares.
Imprensa Sinfarmig