Ao encerrar seus trabalhos na sexta-feira (29/08), a 16ª Conferência Internacional de Autoridades Reguladoras de Medicamentos (ICDRA) recomendou que as agências internacionais concentrem seus esforços para a identificação e a regulação de medicamentos e terapias que possam ser utilizadas no tratamento das vítimas do vírus ebola. Participaramm da Conferência cerca de 400 pessoas, representando 121 países. O evento foi promovido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e organizado pela Anvisa.
De acordo com os relatos apresentados no ICDRA, durante a última década, houve um esforço das autoridades de saúde de todo o mundo para desenvolver medicamentos e vacinas que fizessem frente à epidemia de ebola.
Alguns dos medicamentos experimentais e vacinas estudadas têm mostrado resultados promissores em laboratório e em modelos animais. No entanto, eles ainda não foram avaliados quanto à segurança e a eficácia quando utilizados em seres humanos e podem representar riscos que ainda não foram identificados e que podem comprometer a segurança dos usuários.
A missão das agências reguladoras é assegurar, por meio da avaliação de provas detalhadas geradas em estudos clínicos, que um medicamento é seguro e eficaz antes dele ser utilizado como forma de tratamento.
Neste momento, o desafio colocado para as autoridades reguladoras diante da crise de saúde pública provocada pelo ebola, é que as decisões sobre os benefícios e os riscos de um medicamento têm de ser tomadas no âmbito de um maior grau de incerteza científica. O equilíbrio entre benefícios e riscos pode mudar ao longo do tempo à medida que mais informações e conhecimento estejam disponíveis.
O Diretor-Presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, salienta, também, que a Anvisa se une ao esforço internacional proclamado pelo ICDRA para que a cooperação internacional entre as autoridades sanitárias identifique rapidamente medicamentos e terapias que possam conter o vírus ebola e salvar vidas.
Barbano destaca, ainda, que, “embora o desenvolvimento de novos medicamentos contra o vírus ebola esteja em curso, é importante que as medidas alternativas de saúde sejam mantidas, tais como a detecção precoce da doença, o rastreamento e o monitoramento de pessoas que tiveram contato com doentes e a adesão a procedimentos rigorosos de medidas de controle de infecção, bem como medidas educativas”.
Fonte: Agência Brasil