O governo federal anunciou hoje (25) novas diretrizes para a organização e a integração do atendimento às vítimas de violência sexual por profissionais de segurança pública e do Sistema Único de Saúde.

 

A ideia é que o registro de informações e a coleta de vestígios passem a ser feitos durante o atendimento prestado em unidades de saúde às vítimas de violência sexual. Desta forma, o exame não será feito mais de forma exclusiva por unidades do Instituto Médico-Legal.

 

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o objetivo do governo é tornar o atendimento mais humanizado, de modo a reduzir a exposição da pessoa que sofreu a violência, evitando que a vítima seja submetida a diversos procedimentos.

 

"Uma vez a mulher fazendo a denúncia ou o boletim de ocorrência e necessitando desses materiais, dessas informações, não há necessidade de se repetir o exame e submeter aquela mulher aos mesmos procedimentos", explicou.

 

Chioro destacou, entretanto, que a pasta ainda precisa habilitar os serviços de atenção a mulheres vítimas de violência, fazer a formação dos profissionais de saúde e estabelecer as normas técnicas que vão disciplinar como serão feitos o atendimento, a coleta e o armazenamento de vestígios.

 

"Queremos construir uma maneira em que a mulher possa ser atendida com mais acolhimento, de uma forma mais integrada entre as áreas da saúde e da segurança pública em benefício de quem é vítima de violência", disse Chioro.

 

Atualmente, seis estados oferecem esse tipo de serviço por meio de pactuação local: Amazonas, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

 

Dados do governo indicam que o país conta com 402 serviços de atenção às pessoas em situação de violência sexual. Desses, 131 não fornecem atendimento 24 horas por dia.

 

A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, ressaltou que a análise dos vestígios em casos de violência sexual permanecerá sendo feita por um perito do Instituto Médico-Legal. "O que vamos ter é uma maior capilaridade na coleta de vestígios", afirmou. "O que nós queremos é não revitimizar e humanizar esse atendimento."

 

Para a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, o principal destaque das medidas anunciadas consiste na articulação entre as pastas para que as vítimas de violência sexual tenham mais celeridade na resolução de seus problemas.

 

"O que propomos é a articulação das atribuições em prol de um atendimento de qualidade para as mulheres, construindo e reforçando essa cadeia [de atendimento], tão necessária em casos de violência sexual", Eleonora.

 

Fonte: Agência Brasil

FARMACÊUTICO: VENHA CONHECER E DISCUTIR AS PROPOSTAS DE MUDANÇAS NA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA QUE VÃO AFETAR SEU DIA A DIA E SEU FUTURO PROFISSIONAL  
 

As perspectivas para o setor de Farmácia Hospitalar são melhores neste começo de 2015. Com as exigências decorrentes da Lei 13.021/14, hospitais e clínicas estão procurando se adequar à nova realidade. Muitos hospitais querem estabelecer a jornada 12x36.
 

 

Este tipo de jornada é largamente utilizada em hospitais e para que a mesma possa ser implantada, segundo a Súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho, deve  estar prevista em “Convenção Coletiva” ou  “Acordo Coletivo de Trabalho”.
 

 

Como a jornada 12 X 36 não está prevista na Convenção Coletiva de Farmácia Hospitalar de 2014, exige-se então o estabelecimento de Acordo, obrigatoriamente celebrado entre o sindicato profissional (Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – Sinfarmig) e o respectivo empregador.  Se não houver a celebração de um “Acordo Coletivo”, as instituições de saúde não estão autorizadas a exigir do empregado a jornada de 12X36.
 

 

Neste sentido, vários Hospitais já nos procuram para fazer o “Acordo Coletivo”. Porém antes de sentarmos para conversar com os empregadores nós queremos ouvir a nossa categoria. O advogado do Sinfarmig fez um modelo de ”Acordo Coletivo”, no qual, reivindicamos um salário de R$3.446,68 para a jornada 12x36.
 

 

Estamos propondo uma reunião com os farmacêuticos hospitalares para o dia 30/03/15 (segunda-feira) às 19h no Sinfarmig – Rua Tamoios, 462, sala 1205, 12º andar, Edifício Juncal, Centro – BH
 

 

Diante da realidade dos “Acordos Coletivos” por empresas, é importante que os farmacêuticos participem desta discussão. Precisamos estar unidos para deliberar e tomarmos nossas decisões neste momento profissional decisivo. Precisamos entender que o Sindicato somos nós todos, unidos! O Sindicato e as “nossas conquistas são do tamanho da nossa participação”.

Carta Capital -  24/03 - Pedro Castro

 

Fotógrafo de 71 anos fala de crise hídrica e denúncias de corrupção às vésperas do lançamento do documentário 'O Sal da Terra', que concorreu ao Oscar

 

"Matamos os nossos rios e as nossas florestas, e não há partido ou político que vá resolver isso sozinho", atesta Sebastião Salgado. Para ele, o problema da crise hídrica brasileira é “de toda a sociedade. Todos somos seres políticos e temos responsabilidades sociais".

 

As ações do fotógrafo de 71 anos vão além do discurso afinado. Desde 1998, ele e sua esposa, Lélia Wanick, mantém o Instituto Terra, responsável pelo plantio de mais 2 milhões de árvores em Aimorés, no interior de Minas Gerais. De acordo com Salgado, a falta de água tem sido mais sentida agora, “mas esse problema já vem acontecendo há muito tempo. Se estivéssemos cuidando dos rios e das florestas, não estaríamos tão dependentes das chuvas para encher os reservatórios".

 

É este Sebastião Salgado engajado que o filme O Sal da Terra revela. Dirigido pelo alemão Wim Wenders e por Juliano Ribeiro Salgado, filho do casal, o filme concorreu ao Oscar na categoria documentário. Com lançamento no Brasil previsto para o dia 26, o longa vai além da obra do artista e mostra o agente social, o ambientalista. Para Lélia, o documentário "é mais do que um filme sobre a fotografia ou sobre a história de um homem, é um filme que mostra um ponto de vista sobre o mundo".

 

Ao falar para mais de mil pessoas no projeto Sempre um Papo, que leva escritores e artistas para conversarem com o público em Belo Horizonte, Sebastião Salgado arrancou aplausos. "A solução para a crise hídrica é simples: não medir esforços. O Brasil é um País incrível, mas parece que o brasileiro não percebe isso. Ainda somos muito pessimistas em relação à nossa própria gente”, alertou.

 

Salgado afirma que "hoje temos um Brasil moderno, mas que foi construído sobre as florestas e os rios". Por isso, devemos repensar o consumo. "Depois do segundo governo do PT, há um acesso de 40 milhões de pessoas à classe média. Isso nunca aconteceu e é positivo, mas gera demanda de água", explica. "A solução para o problema é preservar nossas nascentes. É absolutamente necessário que todas as instituições, sejam públicas ou privadas, façam sua parte."

 

É nesse sentido que o projeto Olhos d’Água pretende revitalizar todas as nascentes da bacia do Rio Doce, que tem o tamanho de Portugal. O fotógrafo contou ao público que a iniciativa do Instituto Terra "é um projeto que custa bilhões, mas, comparativamente, sai mais barato do que comprar aviões caça da Suécia".

 

Mesmo com a atual crise, Salgado mostra otimismo com o País. Em entrevista antes da palestra, ele afirmou que "pela primeira vez, os que estão no governo [federal] não são os mesmos que dominam os meios de comunicação, e por isso há informação sobre corrupção. Pela primeira vez, os corruptores estão pagando. Antes, só alguns intermediários eram acusados de corrupção. O Brasil já é um grande País e está cada vez mais sério".


Não é de hoje que Sebastião e Lélia estão ligado às causas sociais. "Depois de 64, participamos de todas as manifestações e ações de resistência à ditadura e estávamos determinados a defender nossos ideais. Isso era muito perigoso", conta.

 

Em agosto daquele ano, com pouco mais e 20 anos de idade, o casal se sentiu como as pessoas que ele viria a retratar anos mais tarde em Êxodos, que mostra aqueles que abandonam a terra natal.

 

Doutor em economia, Salgado conheceu Lélia enquanto fazia universidade em Vitória. "São 50 anos de sonhos realizados juntos", ela afirma sorridente. Um desses sonhos é o reflorestamento da fazenda herdada da família do fotógrafo que estava totalmente degradada e deu origem ao Instituto.

 

"Tinha acabado de lançar o Êxodos e estava profundamente deprimido, afundava no pessimismo. Vi coisas terríveis na África e na antiga Iugoslávia. Pensei então em um projeto para denunciar a destruição e a poluição das florestas", conta o fotógrafo. Foi nesse momento que Lélia surgiu com a ideia de replantar.

 

Mesmo com o inicio problemático (60% das mudas plantadas não "vingaram" no primeiro plantio), hoje o programa é um modelo para o País. Cerca de 700 projetos de educação ambiental que atingiram mais de 65 mil pessoas e o maior viveiro de plantas nativas de Minas Gerais são alguns exemplos da grandiosidade do projeto. "O Instituto é um de nossos filhos", afirma Lélia. "Plantar é como cuidar de uma criança, é preciso proteger, alimentar e dar condições para que, ao crescer, ela se torne independente", completa Salgado.

 

Lélia Wanick e Sebastião Salgado

Foi neste momento de reaproximação com a natureza que o fotógrafo começou a pensar em fazer outro livro. "Foi vendo a vida nascer na floresta que surgiu o Gênesis", conta para o público. "Antes, eu havia fotografado apenas uma espécie: o homem. Para este projeto, precisei aprender a conviver com outras espécies".

 

Para ele, reaproximar da natureza é fundamental para compreendermos nosso lugar na Terra. "Hoje somos extraterrestres no nosso próprio planeta, não conhecemos nada sobre pássaros e plantas. Não temos a noção de que somos apenas uma espécie no meio de milhares. As árvores, por exemplo, são as responsáveis em manter a água no solo e o oxigênio no ar. Mas a cada dia cortamos mais árvores e poluímos mais a água e o ar. Temos que voltar em direção à Terra."

 

Mundo do Café

O fotógrafo não demonstra cansaço. Em maio ele inaugura a mostra Perfumes de Sonho – Uma Viagem ao Mundo do Café na Expo Universal de Milão 2015 e cinco dias depois leva o trabalho para Bienal de Veneza. "Resolvi fotografar a história das pessoas que trabalham com café. Tomar café é um coisa tão comum que não nos damos conta do tanto de gente envolvida no processo", explica Sebastião. Na mostra, ele registrou a relação do homem com o fruto na Etiópia, Guatemala, Índia, China, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Indonésia, Tanzânia e Brasil.

A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso de todos os lotes fabricados entre 6 de agosto e 31 de outubro 2014 do medicamento Arcalion (sulbutiamina) 200 mg, indicado para tratamentos contra perda ou diminuição da força física.

 

O medicamento, fabricado pela empresa Laboratórios Servier do Brasil Ltda, obteve resultados fora da especificação durante o estudo de estabilidade acelerada.
A medida está na Resolução nº 894, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24/3).

Cosméticos suspensos
A Anvisa também determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso de todos os cosméticos constituintes do lote 031856 do Kit Amend Supreme Liss Sistema Para Escova Progressiva.

O kit é composto por Shampoo de Limpeza Profunda, Máscara para Blindagem do Efeito Liso e Emulsão Redutora de Volume. Como a Emulsão pode ser vendida separadamente, a Agência também determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote 031509 deste produto.

Laudo emitido pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) revelou resultado insatisfatório no ensaio de rotulagem dos produtos que compõem o kit.

Já na análise da Emulsão, foi identificado resultado insatisfatório no ensaio de determinação do pH.

A empresa fabricante Bem Estar Indústria, Comércio e Importação de Cosméticos Ltda deverá promover o recolhimento das unidades que ainda estiverem disponíveis no mercado.

A medida está na Resolução nº 892, publicada na edição desta terça-feira no DOU.

Fonte: Imprensa Anvisa

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