O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais  - SINFARMIG, a convite da Nova Faculdade, de Contagem,  ministrou palestra para alunos do primeiro período do curso de Farmácia.

 

 

A diretora do Sindicato, Júnia Dark Vieira Lelis, agradeceu ao professor Leonardo Alves pelo convite e pela oportunidade de poder falar aos futuros profissionais sobre a importância do Sinfarmig na luta pela valorização profissional, na garantia de avanços dos direitos trabalhistas e na defesa da profissão farmacêutica.

 
Os alunos estavam muito animados para ouvir e conversar com a diretora. “A palestra foi para alunos da noite sendo que muitos trabalham durante o dia, então percebemos um forte interesse deles pelas questões trabalhistas”, explica Júnia. Ela enfatizou que hoje as responsabilidades do profissional são crescentes e que não se pode intimidar diante das dificuldades e cobranças do atual mercado.

 

A farmacêutica traçou um breve histórico do SINFARMIG ao longo de seus 34 anos incluindo as regionais distribuídas pelo interior do Estado. Falou também  sobre os fatos que envolvem a profissão e sobre os projetos de lei em tramitação no Brasil relacionando-os com o cenário atual e mencionado as implicações para a categoria.
 

A palestra também abordou os serviços e as competências do SINFARMIG, como a de representar a categoria farmacêutica, de celebrar as convenções coletivas de trabalho, de homologar rescisões de contrato de trabalho, fazer a conferência de documentos, além de orientar e direcionar os profissionais sobre o mercado de trabalho.

 
Ir às faculdades de Farmácia conversar com os estudantes que iniciam a graduação é uma prática de longa data e de grande importância para o Sinfarmig. O principal objetivo dos bate-papos dos diretores com os alunos é contar a eles sobre a existência do sindicato e a importância que a entidade tem como representante dos profissionais no mundo do trabalho. E também ouvir o que eles querem saber das relações de trabalho e emprego. Afinal num futuro próximo, os estudantes vão integrar a força de trabalho entre os vários setores da profissão farmacêutica.

Segundo Júnia, as rodas de conversa com os graduandos que começaram este ano na UFMG vão continuar acontecendo e a próxima já está marcada para sábado, 28/03, em Betim, na Faculdade Pitágoras.  “A cada reunião nas faculdades, fica mais claro para nós do Sindicato o quanto é importante fazer esse primeiro contato com os futuros farmacêuticos”, conclui a diretora.             

As negociações garantiram aos farmacêuticos a recomposição das perdas dos salários provocadas pela inflação (7,68%) e a concessão de vale-refeição de R$15,00. Foram os melhores resultados para os profissionais da Indústria nas negociações dos últimos 03 anos.

Foi realizada nesta sexta-feira, 27/03, a reunião de negociação coletiva entre o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais - Sinfarmig  e Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos e Químicos para Fins industriais no Estado de Minas Gerais, na sede da Fiemg, no bairro Funcionários, em BH.

 
Após a discussão da pauta de reivindicações com o sindicato patronal, o Sinfarmig encerrou as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) definindo o reajuste salarial de 7,68%, retroativo à data-base dos farmacêuticos industriais que é1º de março de 2015.
 

Segundo a diretora do Sindicato, Júnia Lelis, a boa negociação foi garantida por meio de conversa bastante direta e proveitosa durante as reuniões. “Considero muito importante que o presidente do Sindusfarq mantenha a prática de estar presente nas rodadas de negociações. Sentamos e debatemos as cláusulas da pauta de reivindicação sempre na esperança de avançarmos e, felizmente, conseguimos fazer a melhor negociação nos últimos três anos, mesmo em tempos de crise, com inflação alta”, ressaltou. Ela completa dizendo que o Sinfarmig conseguiu manter a cláusula econômica e assegurou avanços nas cláusulas sociais.     

 

A NOVA CCT FECHADA DEFINIU:


RECOMPOSIÇÃO SALARIAL
 
As empresas reajustarão em 1º de março de 2014, os salários dos farmacêuticos industriais pela aplicação do percentual correspondente ao INPC acumulado no período de 1º de março de 2014 até 28 de fevereiro de 2015, estimado em 7,68%.  
 
 

ALIMENTAÇÃO  
 
As empresas fornecerão gratuitamente tickets refeição aos empregados farmacêuticos, na quantidade suficiente para os dias efetivamente trabalhados no valor unitário de, no mínimo, R$15,00 (quinze reais).
 

PARÁGRAFO ÚNICO: Poderá o farmacêutico optar pelo recebimento do ticket alimentação, nos mesmos moldes previstos no “caput” desta CLÁUSULA.
 
 
RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Os profissionais que têm o cargo de Responsabilidade Técnica (RT) continuam com o adicional mensal de 25%  sobre o salário base percebido.
 
 
FALTAS JUSTIFICADAS   
 
Será considerada falta justificada, além dos casos previstos na legislação trabalhista, também a ausência do empregado até 15 (quinze) dias úteis por ano, quando o mesmo participar de capacitação como congressos, reuniões, simpósios, encontros e seminários, cursos de especialização devendo o empregado comunicar ao seu respectivo empregador, com antecedência mínima de 72 horas, e comprovar posteriormente o seu comparecimento através de atestado ou certificado.


O texto integral da CCT estará no site do Sinfarmig assim que for homologado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
 

A paralisação do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (Ipen), em São Paulo, iniciada no dia 9 de março, chegou ao fim. Os funcionários reivindicavam a manutenção de uma gratificação que havia sido retirada no mês passado. Por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União no dia 20, ficou garantida a concessão da gratificação específica de produção de radioisótopos e radiofármacos.

 

A produção e o fornecimento de produtos para a medicina nuclear, como o Flúor-14, estão normalizados desde terça-feira. A substância é utilizada no exame PET-CT, que ajuda a diagnosticar doenças como o câncer de pulmão, câncer colorretal e linfomas de Hodgkin e Não-Hodgkin. A greve colocou em alerta as entidades de medicina nuclear e laboratórios, porque o Ipen é o fornecedor de material radioativo médico do país.

 

Fonte: Agência Brasil – Flávia Villela

A trajetória de 30 anos da reforma psiquiátrica brasileira foi o ponto de partida dos debates da sessão plenária realizada na última terça-feira (24/3), como parte da programação do Seminário Internacional de Saúde Mental, realizado na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz). O evento é promovido pela Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o Ministério da Saúde e a Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Coordenada por Ana Pitta, doutora em Medicina Preventiva e Saúde Mental pela Universidade de São Paulo (USP), a sessão plenária reuniu especialistas do Brasil e do exterior para a discussão dos principais temas do documento técnico de trabalho. Psiquiatra e coordenador do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, Jair Mari reconheceu os avanços das últimas décadas e ressaltou a importância do encontro para planejar o futuro. “Nós devemos aqui dar uma contribuição para um plano de ação futuro para a saúde mental. O caráter dogmático da reforma psiquiátrica deve ser substituído por um planejamento de novas políticas públicas, que possam incorporar os avanços científicos dos últimos trinta anos”, afirmou.

 

O diretor do Departamento de Saúde Mental da OMS, Shakhar Saxena, também disse que o Seminário Internacional do Brasil tem o objetivo de produzir análises e recomendações para o Plano de Saúde Mental da Organização Mundial de Saúde. “A experiência da reforma psiquiátrica brasileira demonstra a importância de ouvir a comunidade e os usuários do sistema de saúde. Com o fim dos hospitais psiquiátricos, é necessário construir condições efetivas para um cuidado contínuo e qualificado daqueles que precisam de atenção e tratamento”, reforçou.

 

Na mesma linha, o chileno Alberto Minoletti fez elogios ao documento técnico do encontro e declarou que os temas discutidos em saúde mental no Brasil são muito semelhantes aos debatidos em seu país. “Com todas as imperfeições que possa haver, a desinstitucionalização promovida pela reforma psiquiátrica brasileira é um grande exemplo para a América Latina. Nós não deveríamos mais conviver com manicômios, apesar de ainda haver muitos pelo continente”, explicou Alberto Minoletti.

 

Representando os usuários na sessão plenária do encontro, Milton Freire Pereira relatou as dificuldades de adaptação dos pacientes psiquiátricos ao mundo do trabalho. “O preconceito é grande e o estigma ainda é muito pesado”. Ao relatar sua própria experiência em antigos hospitais psiquiátricos, Milton também reivindicou a necessidade de mais diálogo. “O manicômio tem características de uma prisão. Nós precisamos de mais espaços comunitários de criação e convivência, para desenvolvermos uma cultura de solidariedade e ajuda mútua”, disse.

 

O impacto da violência sobre a saúde mental também foi assunto da sessão plenária, com a participação especial do antropólogo e diretor da ONG Viva Rio, Rubem César. “Em comunidades fragilizadas socialmente do Rio de Janeiro, por exemplo, os eventos quase que diários de violência armada criam um campo de traumas, ansiedades e estresses, que permeia a sociedade local”, declarou Rubem César.

 

Em sintonia com o diretor da ONG Viva Rio, o médico psiquiatra e doutor em Saúde Pública pela Fiocruz Francisco Inácio Bastos também chamou a atenção para a rotina de violência que atinge os profissionais de saúde mental. “Muitas vezes esses problemas de tráfico de drogas e milícia no Rio de Janeiro migram para dentro da instituição de saúde e das comunidades terapêuticas e tornam a gestão cotidiana extremamente complicada”. Como exemplo dessas dificuldades, Francisco Bastos revela um fenômeno recente que ganha uma dimensão cada vez maior no país. “Algumas internações hoje acontecem para que o paciente escape da violência. O próprio paciente diz que pode ser morto se voltar à sua comunidade. Nós vivenciamos isso no dia-a-dia. Apesar de ainda não ser uma situação calamitosa como a do México, já merece a nossa atenção”, completou.

 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias / César Guerra Chevrand

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