Alegando ajuste de despesas, o governo Temer anunciou o corte do serviço de banda larga nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou nos postos de saúde do país. A denúncia foi feita pelo médico sanitarista, Heider Pinto, e publicada pelo Alerta Social. Na opinião do profissional, a decisão do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, coloca as unidades em retrocesso, a uma fase pré-internet, quando alguns serviços ainda não eram oferecidos à população.
A determinação, segundo ele, pode gerar um impacto negativo nas UBSs porque, dentre outras coisas, impedirá o funcionamento de modelos de agendamento que reduzem o tempo de espera. Além disso, prejudicará em primeira mão o uso do prontuário eletrônico, que melhora a qualidade do atendimento e reduz o risco de erros nos procedimentos médicos. Sem falar de outros procedimentos que envolvem os demais profissionais de saúde. “Na prática, o que se observa são medidas de desmonte do SUS, retrocesso na gestão e piora no acesso à saúde e no atendimento das pessoas”, ressalta Heider Pinto.
As Unidades Básicas de Saúde realizam ações capazes de resolver o problema de oito a cada 10 pessoas atendidas. No governo anterior a meta era que mais de 40 mil UBSs no país entrassem no Plano Nacional de Banda Larga. Heider Pinto questiona como o projeto do novo governo pode ser uma "Ponte para o Futuro" com todos os postos de saúde sem o serviço de banda larga.
Fonte: CBT e Assessoria de Comunicação Sinfarmig
Publicado em 20/09/2016