A Agência de Desenvolvimento da região metropolitana de Belo Horizonte deve investir cerca de R$ 54,8 milhões somente para destinação de rejeitos de saúde no Estado. A proposta integra o Plano Metropolitano de Gestão Integrada de Resíduos Especiais com foco em Resíduos de Serviço de Saúde (RSS) e Resíduos de Construção Civil e Volumosos (RCCV) que deverão ter seus primeiros resultados em cerca de três anos, mas só estará concluído em 2040.

O planejamento teve início em 2014, entretanto, o lançamento do Plano foi realizado no dia 31 de março com a presença de várias autoridades convidadas. Entre elas, os diretores do Sinfarmig Rilke Novato e Júnia Lélis, que acredita na importância da criação de uma política de destinação específica para medicamentos a serem descartados pela população. “Dados da Anvisa mostram que anualmente são descartados cerca de 10 mil a 28 mil toneladas de medicamentos . Certamente esse volume de descarte impacta e causa sérios danos ao meio ambiente”, argumentou.

O chefe de gabinete da agência e coordenador geral do plano, Gustavo Medeiros, disse que o principal está relacionado a falta de fiscalização da destinação final de entulhos provenientes de obras civis e os bota-foras clandestinos. “Os resíduos de saúde são menos problemáticos, pois já há leis determinando que aquele que gera o lixo deve dar a destinação correta ao mesmo”, disse.

A cada quatro anos o plano passará por uma revisão. Os próximos passos são a formalização do Comitê de Resíduos Sólidos da Agência RMBH, que treine e capacite todas as cidades envolvidas e realize campanhas de conscientização com a população para a destinação correta dos resíduos. Ao todo, as 50 cidades juntas incluídas no plano geram 76,30 toneladas de resíduos por dia. A projeção para 2040, quando o plano deverá estar implementado é que caia para 35.982 toneladas por ano em resíduos de serviços de saúde.

 

 

Fonte: ADRMBH

Até o próximo dia 8 de abril estarão abertas as inscrições com vagas limitadas para o Curso Introdutório de Avaliação de Tecnologias em Saúde para Gestores do SUS. As aulas serão à distância e o tema abordará de maneira introdutória os conceitos visando despertar o interesse dos profissionais para a área. O curso está sendo oferecido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (São Paulo) em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) de 27 de abril a 15 de junho de 2016, um curso autoinstrucional de 20 horas.

Clique aqui para fazer sua inscrição http://goo.gl/lvyjG6

 
  
 
 

De Hêider Pinto. Publicado em 28/03/16 


Nosso artigo pretende analisar quais as intenções e propostas que o grupo que quer chegar ao poder, sem passar por uma eleição, tem para a saúde e o SUS. Para isso nos baseamos nos documentos emitidos pelo Instituto Ulisses Guimarães do PMDB, dentre eles o "Ponte para o Futuro", e, complementarmente, entrevistas dadas por Moreira Franco e discursos e projetos de lei de lideranças desse grupo.

Essa é entendida como a prioridade zero, mas seu enfrentamento no campo da política econômica é todo de médio ou longo prazo. Então como o documento Ponte para o Futuro pretende enfrentar o déficit público: venda de ativos (privatizações), Estado deixar de atuar como agente econômico (no petróleo, por exemplo) e redução do gasto público. Neste texto trataremos do último ponto, os outros dois em outro que ainda faremos como parte da série de artigos que estamos editando sobre os "bastidores do golpe".

O documento "Ponte para o Futuro" traz explicitamente algumas medidas com grande impacto na saúde: "acabar com as vinculações constitucionais estabelecidas, como no caso dos gastos com saúde e com educação"; "estabelecer um limite para as despesas de custeio inferior ao crescimento do PIB, através de lei".

Lembremos o movimento de saúde produziu uma grande conquista ao povo brasileiro quando, depois de muita luta, conseguiu aprovar a Emenda Constitucional 29 em 2000 que garantiu que a cada ano os recursos da Saúde aumentassem conforme a variação do PIB e a inflação. Mesmo assim, 16 anos depois o Brasil tem um gasto público de 4,7% do PIB enquanto Uruguai tem 6,1% e países com sistemas universais, como o nosso, apresentam: Canadá e Reino Unido, ambos 7.6% e França 9%.

Em 2013, antes da desvalorização do real, o gasto público do Brasil per capita era de 525 dólares, o do Uruguai $ 992, do Canadá $3.985 e França $3.741.

Há menos de 10 dias, dada a situação de flagrante subfinanciamento do SUS, a Câmara aprovou a EC 01 de 2015 que garante até 2023 a aplicação de 19,4% da receita corrente líquida, o que ampliaria os recursos federais para a saúde em aproximadamente 33%.

Portanto, vale dizer que essa vitória será em vão e não se concretizará, porque com a desvinculação do orçamento permanente (não temporária) e com o impedimento de aumentar acima da variação do PIB, vale dizer que o SUS, que já está subfinanciado, não sairá desta condição.

O Governo Collor vetou os artigos da Lei Orgânica da Saúde que tratavam do financiamento impedindo o SUS de nascer adequadamente. Os anos de FHC tampouco mudaram isso e o SUS seguiu subfinanciado. Caso o Golpe se concretizasse teríamos uma terceira fase de muita luta para o povo brasileiro em geral e para o movimento sanitário em especial: a "tempestade perfeita" para mudar o SUS que temos hoje.

SUS ainda mais subfinanciado; redução de recursos para os serviços existentes e redução de serviços; demanda maior que oferta e aumento do tempo de espera e filas e déficit de atendimento; insatisfação crescente com o sistema público.

Um ambiente no qual a população teme a crise e com alto grau de insatisfação com o SUS é o momento "ideal" de aprovar medidas previstas na Ponte para o Futuro como a "transferências de ativos que se fizerem necessárias, (...) parcerias para complementar a oferta de serviços públicos". Moreira Franco em entrevista ressuscitou as políticas focalistas dos anos 90 argumentando que o Estado deveria se concentrar nos 20% mais pobres. Neste caso a ponte seria para o passado.

MAS ASSIM, O QUE ACONTECERIA COM 60% DA POPULAÇÃO

Mas se apenas 20% têm plano de saúde (e mesmo assim a maioria destes usa serviços do SUS) e o Estado focalizaria em outros 20%, o que restaria para 60% da população?

Temos duas pistas. Uma na Agenda Brasil proposta pelo PMDB do Senado na qual uma das propostas é "cobrança diferenciada de procedimentos do SUS por faixa de renda. Considerar as faixas de renda do IRPF". Medida que na crise de 2011 Portugal tomou e que teve resultados muito ruins em termos de saúde como pode ser contatado em vários estudos de saúde.

Outra pista está no Projeto de Emenda Constitucional 451/2014 de autoria de Eduardo Cunha (dirigente do impeachment e segundo na linha sucessória caso concretizado) que obriga as empresas a pagarem planos de saúde privados para todos os seus empregados por meio da inserção dessa línea na Constituição: "plano de assistência à saúde, oferecido pelo empregador em decorrência de vínculo empregatício, na utilização dos serviços de assistência médica".

Além da consequência óbvia do fim de uma saúde com equipes multiprofissionais e base e vínculo territorial integrando promoção, prevenção, recuperação e reabilitação, teríamos Plano de Saúde que hoje raros oferecem serviços de qualidade para 20% ampliados para mais de 50% da população que tem empregos formais e suas famílias.

Restaria ainda saber o que fazer com aqueles que não estão entre os 20% mais pobres e que não têm emprego formal, como muitos autônomos e empreendedores individuais...

 

Mas quem se importa? A Proposta desse grupo, em primeiro lugar é enfrentar a Crise, em segundo é reduzir os gastos do Estado, em terceiro é focalizar a ação do Estado. Nem em quarto nem em quinto é garantir os Direitos Constitucionais ou ampliá-los. É por isso que tenho repetido: o maior papel do impeachment, que do modo como está sendo levado a cabo, é um Golpe, é implantar outro projeto político no Brasil, sem passar pelo debate e crivo eleitoral, que enfrenta a crise colocando na conta da população que mais precisa do Estado que, no caso da saúde, corresponde a 80%. Enfrentar a crise, as custas da saúde da população.

 Hêider Pinto é  Médico e Mestre em Saúde Pública

Fonte: http://migre.me/tocuv

 
 
 
 
 
 

 

Em Minas, a Fundação Ezequiel Dias (FUNED) vem se destacando como entidade exclusiva no fornecimento de vacina e oito tipos de soros para o Programa Nacional de Imunização. Ela é a única unidade que produz a vacina contra Meningite C no Brasil, uma média de 12 milhões de doses por ano, além das 250 mil ampolas de soros no mesmo período. Saiba mais... http://migre.me/to9sZ

Fonte: Secretaria de Saúde de Minas Gerais

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