Depois de receber várias correspondências de farmacêuticos do interior reclamando dos baixos salários, o Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sinfarmig) voltou a enviar ofícios a prefeituras do interior informando sobre o piso salarial praticado para os profissionais no mercado mineiro. O alerta dessa vez foi a Prefeitura de Campo Belo, cidade que fica na Região Oeste do Estado.

 

 

 

A iniciativa do Sinfarmig tem como objetivo conscientizar as entidades públicas sobre a necessidade de valorizar e reconhecer o trabalho dos farmacêuticos para o sistema de saúde. Semanalmente, o sindicato recebe inúmeras denúncias de profissionais em relação à baixa remuneração anunciada em editais de concursos públicos. Farmacêuticos empregados em prefeituras também se queixam dos salários muito abaixo dos praticados no mercado.

 

 

 

De acordo com a lei as prefeituras têm autonomia para fixar a remuneração dos seus servidores. Entretanto, diante da indignação dos farmacêuticos com os salários aviltantes, o Sinfarmig vem atuando incansavelmente junto aos gestores públicos municipais na defesa de mais e melhores empregos para a categoria na Assistência Farmacêutica com as suas diversas possibilidades de atuação.

 

 

“O que a gente espera é que esses alertas contribuam para que as Prefeituras mudem a concepção sobre a importância do trabalho do farmacêutico. Quando enviamos ofícios é para informar aos gestores que a categoria farmacêutica possui um Sindicato que monitora as condições de trabalho e os salários em todos os municípios do Estado”, explicou a diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis.

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Será sepultado nesta terça, 10 de maio, às 16h o corpo do farmacêutico e professor Aluísio Pimenta, de 93 anos. Mineiro, de Peçanha, Leste de Minas, ele também era formado em Odontologia, foi o primeiro reitor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e cassado quando reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) durante a ditadura. Aluísio Pimenta também era escritor, articulista e foi Ministro da Cultura em 1985. Uma das frases que o professor repetia era que  “Só a educação fará do Brasil um país fácil de governar, difícil de dominar e impossível de escravizar”.
 
Aluísio Pimenta era referência nacional para os farmacêuticos e teve papel fundamental na criação do Conselho Federal de Farmácia e posteriormente dos conselhos regionais, além de ex-presidente do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais. O diretor do Sinfarmig, Rilke Novato, lamentou a perda. “Não só Minas, mas o Brasil perde um grande homem, que deixa uma história de luta tanto em defesa da qualidade do ensino universitário quanto da democracia. Tínhamos o professor como grande amigo e um profissional sem igual que sempre participou ativamente das atividades dos farmacêuticos”.
 
 
Fonte: Assessora de Comunicação Sinfarmig

 
 

 



  

De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho assinada pelo Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (SNFARMIG) e pelo Sindicato dos Laboratórios de Patologia, Pesquisa e Análises Clínicas de Minas Gerais (SINDLAB) as empresas irão reajustar os salários dos farmacêuticos analistas clínicos pela aplicação do percentual de 9,28. Esse reajuste é correspondente à variação acumulada do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), relativo às perdas salariais verificadas no período de 01.05.2015 a 30.04.2016.

 

 O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA ) medido mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi criado com o objetivo de oferecer a variação dos preços no comércio para o público final e é considerado o índice oficial de inflação do país. O pagamento será retroativo a data-base da categoria 1º de maio.

 

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada pelo Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (SNFARMIG) e o Sindicato dos Laboratórios de Patologia, Pesquisa e Análises Clínicas de Minas Gerais (SINDLAB) possui a validade de dois anos (2015 a 2017) alterando nesse período somente a cláusula econômica.
 

 

Conheça outros benefícios da Convenção:

 

 

VALE-REFEIÇÃO 


As empresas concederão, mensalmente, a todos farmacêuticos, 22  “tickets” para refeições ou vale alimentação no valor unitário de R$15,00 para os profissionais que trabalham em Belo Horizonte e de R$12,00 para os profissionais que atuam nas cidades do interior de Minas Gerais.
 

 

 

DIREÇÃO TÉCNICA OU RESPONSABILIDADE TÉCNICA

 

Quando houver mais de um farmacêutico vinculado aos quadros das respectivas empresas, fica assegurado ao profissional que exercer a RT - Responsabilidade Técnica junto ao Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais, o pagamento mensal de adicional correspondente a 10% sobre o salário-base percebido, independentemente do recebimento de quaisquer gratificações de chefia.

 

 

HORAS EXTRAS

 

As horas extras serão remuneradas com acréscimo de 75% sobre o valor da hora normal.  

 

As horas trabalhadas aos domingos e feriados serão remuneradas com acréscimo de 100% sobre o valor da hora normal.

 

 

ADICIONAL NOTURNO E MAJORAÇÃO

 

O trabalho realizado no período noturno (das 22 às 6h) será remunerado com um adicional de 50% incidente sobre o valor da hora normal, e havendo prorrogação serão aplicadas as disposições da súmula n. 60/TST. 
 

 

FALTAS JUSTIFICADAS

 

Os farmacêuticos terão abonadas 5 faltas em dias úteis por ano para participar de congressos, reuniões, simpósios e encontros técnicos. Inclusive a capacitação técnica de interesse do empregador, desde que pré-avisado com antecedência mínima de 30 dias e comprovado o comparecimento com atestado de presença no evento ou certificado.

 

 

 

Leia o CCT na íntegra

 http://www.sinfarmig.org.br/media/pdf/cct-2015-2017-analises-clinicas.pdf

 

 

 Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

 

 

 

Os riscos, a eficácia, as possíveis reações, a produção e a comercialização da fosfoetanolamina, conhecida como a “pílula do câncer” foi tema de um Fórum que reuniu profissionais da área de saúde de entidades como a Fundação Ezequiel Dias (Funed), a Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (SBRAFH). A mesa redonda que discutiu os impactos da substância foi realizada nesta sexta, 6 de maio, no Conselho Regional de Farmácia (CRF/MG).

 

A Lei 13.269/2016 publicada em 14 de abril com autorização de uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna (câncer) no Brasil aumentou a polêmica envolvendo os possíveis riscos da liberação da substância. Entretanto, ainda são muitos os entraves técnicos, científicos e éticos em torno da aprovação da lei. No cenário de expectativa e incerteza para pacientes em tratamento da doença as entidades decidiram discutir os impactos possíveis decorrentes da aprovação da fostoetanolamina. Um dos objetivos do Fórum será elaborar um parecer técnico sobre o uso da substância.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

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