Curso de Fitoterapia

 

A Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit) oferece curso de capacitação no tema para farmacêuticos. As aulas são à distância e divididas em dois módulos: Introdução à Fitoterapia e Farmacologia e Clínica. O objetivo é capacitar os profissionais nos conhecimentos gerais e específicos sobre fitoterapia e principais fitoterápicos do mercado. O curso começa em agosto e dura 11 meses. A coordenação é de Alexandros S Botsaris, presidente da Abfit. As inscrições podem ser feitas pelo site: www.abfit.org.br/images/downloads/ficha-inscricao-cursos.pdf

 

 

Serviço

 

Curso de Fitoterapia

 

Inscrições: www.abfit.org.br/images/downloads/ficha-inscricao-cursos.pdf

 

Início: agosto 2013

 

Duração: 11 meses

 

Carga horária: 210hs

 

Mais informações: www.abfit.org.br/cursos-e-eventos

 

 

 

 

 

O Brasil tem o maior rebanho comercial de bovinos do mundo: 212,8 milhões de cabeças conforme levantamento de 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mesma pesquisa informa que no ano do estudo, o país contava com 39,3 milhões de suínos, 9,3 milhões de caprinos e 5,5 milhões de equinos. O número de galináceos chega a 1,266 bilhão. E o que dizer da quantidade de animais de estimação que cresce em ritmo vertiginoso dentro de casas e apartamentos? Estamos entre as nações com mais gatos e cachorros do mundo.

 

Segundo publicações especializadas em pets, o número de cães está na casa dos 35,7 milhões de cabeças e o de gatos algo próximo de 20 milhões de animais. Se a população humana brasileira acumula em casa 15 toneladas de medicamento a serem coletados a cada ano, o quanto de rejeitos farmacêuticos os proprietários de animais retêm no campo e nas cidades?

 

A pergunta desconcertante emerge da conversa com a farmacêutica do Grupo de Trabalho pelo Descarte Correto de Medicamentos do Rio Grande do Sul, Débora Melecchi, também presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do estado sulista.

 

Ela explica que a grande dificuldade de controle dos fármacos veterinários descartados está na diferença dos órgãos reguladores. Enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável pelos medicamentos humanos, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) se encarrega das regras para os veterinários. Ou, seja, a legislação do Anvisa não é cumprida pela área veterinária.

 

Nessa história, o Rio Grande do Sul está saindo na frente e vai propor um encontro entre representantes da vigilância sanitária do RS e do MAPA. A reunião inédita será possibilitada pelo I Fórum sobre Descarte de Medicamentos Veterinários, a ser realizado no dia 23 de julho, no anfiteatro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRRS).

 

“A partir dessa apresentação, esperamos poder levantar regramentos importantes para os animais serem bem atendidos e humanos não fazerem mau uso dos medicamentos veterinários”, pontua a farmacêutica. O Fórum é realizado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul em parceria com o Grupo de Trabalho pelo Descarte Correto de Medicamentos do Rio Grande do Sul.

Débora Melecchi / Arquivo pessoal

Folha de S.Paulo - 16/07/2013 - 03h30

ALEXANDRE DALL'ARA
DE SÃO PAULO
MARIANA VERSOLATO
EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA+SAÚDE"

Pegando carona em pesquisas médicas e avanços recentes relacionados a células-tronco e terapia genética, empresas de cosméticos tentam conquistar o consumidor com um apelo "científico".

Há produtos que se gabam dos supostos benefícios das células-tronco de uva e maçã. É o caso do Initialist (R$ 340), condicionador da Kérastase com ativos extraídos da macieira, e do creme facial Power Charge (R$ 2.300) da La Prairie, com algas e fitoextrato de uva suíça.

Já o apelo "genético" aparece na linha Renew Genics da Avon e nos produtos Active, do Boticário.

As tais células-tronco usadas nos cosméticos são de origem vegetal --na verdade, células meristemáticas, que têm função semelhante às células-tronco humanas (capacidade de se dividir e formar novas estruturas).

Mas, segundo o biólogo e pesquisador do Instituto D'Or Daniel Furtado, esses fatores vegetais dificilmente teriam efeito em células humanas.

"O que essas células-tronco podem fazer de diferente de um extrato vegetal comum?", questiona o biólogo, que atribui o uso das substâncias ao marketing.

"As empresas se aproveitam do apelo popular da ciência para lançar esses produtos. Muitos consumidores até sabem que a publicidade é exagerada, mas o desejo de rejuvenescer os leva a buscar gratificação, na maioria das vezes, ilusória", diz o dermatologista Davi de Lacerda.

João Hansen, presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia, diz desconhecer o efeito das células-tronco vegetais, mas afirma que o benefício delas para a pele é "perfeitamente possível".

"Se há ou não abuso na publicidade eu não sei dizer. Mas sei que as empresa de renome têm justificativa para o que estão falando, não agem só pelo modismo", afirma.

REGULAÇÃO

Para Lacerda, as empresas de produtos de beleza tentam conquistar o consumidor "manipulando termos na sua publicidade e nos rótulos". "A maioria das empresas maquia as informações no limiar da legalidade de cada país, que no caso dos cosméticos é bastante complacente."

Cosméticos de baixo risco para o consumidor não passam por avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de entrar no mercado.

Mas, segundo a agência, as fabricantes devem ter comprovação científica da eficácia dos produtos e podem ser responsabilizadas legalmente por afirmações enganosas.

Em geral, os testes realizados pelas empresas são feitos com um número pequeno de voluntários que avaliam o efeito percebido do produto.

"É muito subjetivo. O ideal seria comparar o produto real com outro placebo, sem eficácia", afirma Furtado.

Sobre as novas tecnologias propagandeadas pela indústria, a Anvisa diz que não existe consenso científico.

"No caso das células-tronco não há como comprovar a eficácia porque não há legislação que sustente o uso dessas substâncias", diz o gerente-geral de cosméticos da agência, Marcelo Sidi Garcia.

OUTRO LADO

Em resposta às críticas sobre a eficácia dos cosméticos, as empresas afirmam ter testes para comprovar os efeitos dos produtos. Alegando sigilo industrial, nenhuma delas apresentou esses estudos.

A Avon explica que a linha Genics é baseada em pesquisa da Universidade de Calábria (Itália) sobre um gene que estimularia a "longevidade da pele". Segundo a empresa, testes in vitro demonstraram que os produtos "auxiliam no estímulo à produção desses genes".

O Boticário afirma que as células-tronco de origem vegetal são "usadas pelo mercado cosmético de maneira geral" e que seus produtos cumprem os requisitos de segurança e eficácia da Anvisa.

A L'Oréal, responsável pela venda do condicionador Initialiste, afirma que a fórmula do princípio ativo Complex Régénérateur teve eficiência comprovada em testes in vitro.

A representante da La Prairie no Brasil não respondeu aos questionamentos da reportagem.

João Hansen, presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia, diz que todos os produtos comercializados são baseados em alguma tecnologia e em testes em pessoas ou in vitro.

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