Em 2012, 98% das 696 unidades de negociação analisadas pelo Sistema de Acompanhamento de Salários do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (SAS-DIEESE) conquistaram aumento real para os pisos salariais, quando comparados com a variação do INPC-IBGE – Índice Nacional de Preços ao Consumidor - calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme avaliação da entidade, esse comportamento confirma o bom resultado das negociações coletivas, já observado no Balanço dos Reajustes Salariais de 2012 e divulgado em março passado.

 

Em relação aos valores estabelecidos para os pisos, quase 7% correspondiam ao Salário Mínimo vigente em 2012, de R$ 622,00; 25% tinham valor de até R$ 664,50 e metade, até R$ 729,70. O valor médio dos pisos analisados foi de R$ 802,89.

Começa hoje em Belo Horizonte, e vai até o dia 03 de agosto, o IV Encontro Nacional da Rede Nacional Internúcleos de Luta Antimanicomial (Renila). O objetivo dos representantes de 11 estados e do Distrito Federal é fazer uma avaliação de como está a organização interna do movimento. O evento é apoiado pelo Sinfarmig.  

 

 

Desde 1987, as ações da rede buscam o redirecionamento do modelo de saúde mental no Brasil, inclusive com sustentação legal. Em decorrência dos movimentos antimanicomiais é que, em 2001, entra em vigor a Lei 10216, de abril daquele ano, que propõe a regulamentação dos direitos da pessoa com transtornos mentais e a extinção progressiva dos manicômios no país.

 

 

A partir de 1987, estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco também aprovaram leis sistematizando o tratamento de pessoas portadoras de sofrimento mental.

 

Conforme a presidente do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP/MG), Marta Elizabete de Souza, cerca de 3% da população brasileira sofre de doenças mentais graves. “Mas se falarmos de transtornos mentais  múltiplos, cerca de 20%  da população são acometidos por eles”, lembra.

 

 

Na programação do IV Encontro estão previstos debates sobre a Reforma Psiquiátrica Brasileira, política nacional sobre drogas e o fechamento dos hospitais psiquiátricos e os serviços substitutivos.         

 

 

Arte: Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo
 

Depois da vitória obtida com o veto parcial da presidente Dilma Rousseff ao Ato Médico, entidades do movimento social e da área da Saúde realizaram reunião para discutir as estratégias de mobilização para garantir que os vetos sejam mantidos no Congresso Nacional.

Entre as várias iniciativas definidas na reunião, está a criação de frentes estaduais envolvendo conselhos, associações, sindicatos, coordenadores de cursos da área da saúde, centros acadêmicos e demais entidades. As Frentes auxiliarão na articulação das visitas aos parlamentares.

As entidades estaduais e nacionais deverão enviar ofícios de agradecimento e apoio ao veto parcial da Presidente Dilma.  Para isso:

1) As entidades deverão fazer levantamento da quantidade de e-mails encaminhados.

2) Divulgar as notas de agradecimento, nos sites institucionais e às suas bases.

3) Sugerir que as entidades encaminhem à Presidência da República, Casa Civil, Ministério da Saúde e Secretaria Geral da Presidência da República, ofício de agradecimento e apoio ao veto parcial. Os ofícios deverão ser encaminhados para os seguintes e-mails: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.; Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.; Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.; ministro@saúde.gov.br
Também devem ser encaminhados e-mail aos Senadores e Deputados solicitando a manutenção dos vetos.

Moção de recomendação do CNS
Na reunião extraordinário do Conselho Nacional de Saúde será apresentada proposta de moção de recomendação solicitando a manutenção dos vetos. O documento já foi apreciado e aprovado na reunião da CIRH. Uma vez aprovada, a moção será enviada para a presidência, senadores, deputados, ministérios, conselhos, etc.


Agenda de ações
A reunião das entidades definiu uma agenda de iniciativas:


29/7/2013 - Campanha de esclarecimento nos locais de trabalho.
Prévia para a paralização nacional.
Distribuição de documento único (das profissões) para atingir toda a população brasileira. Também será utilizada a camiseta preta com a mensagem #mantenhamoveto. A atividade será articulada para sensibilizar a população para a paralisação nacional.

1º/8/2013 - Dia Nacional de Movimentação dentro dos ambientes Funcionais
Em todas as instituições públicas e privadas, haverá atendimento com entrega de informativo, e uso da camiseta personalizada e faixa verde. Chamamento a ser organizado pela Comissão de Mobilização.

4/8/2013 – Reunião entre Enfermagem e associações de ensino
O intuito é garantir o apoio dos estudantes, articulando com os centros acadêmicos. Enfermagem levará o texto unificado e apresentará o cronograma das ações.

5/8/2013 - Entrega das assinaturas da Campanha Saúde +10.
Realizar atividade em parceria, usando a camiseta do Movimento #mantenhamoveto, distribuindo folheto informativo e realizando campanha no Congresso com os Senadores e Deputados.

5/8/2013 – Café da Manhã com Deputados e Senadores.
Participar de café da manhã promovido pelos CORENs para os deputados e senadores. Os CORENs farão o convite aos senadores e deputados de seu Estado, em nome de todas as entidades. Cada entidade deverá enviar pelo menos um representante. Se algum deputado ou senador não puder participar, tentar garantir a participação do assessor.

6/8/2013 - Mobilização Nacional em Apoio à Manutenção dos vetos parciais do Ato Médico
Concentração: Biblioteca Nacional – Brasília/DF
Horário: 8h
Saída para o Congresso Nacional: 10h
Cada conselho federal e regional deverá trazer todos os seus conselheiros.

7/8/2013 - Manifestação conjunta (Conselhos Regionais das Áreas da Saúde, entidades representativas e população em geral), em frente à Assembleia Legislativa no seu estado.
Local: Assembleia Legislativa de cada estado Horário: 15h

19 e 20/8/2013 - Vigília para acompanhar a votação dos vetos pelo Congresso Nacional
Unificação dos esforços em função da apreciação dos vetos pelo Congresso Nacional. Reunião com as associações, entidades acadêmicas para que a data seja colocada na
agenda dos estudantes e sejam liberados para a manifestação. Realizar plantão no Congresso Nacional por ser a data provável para apreciação dos vetos pelo plenário do Congresso Nacional.

Materiais de divulgação
Para desenvolver todas estas atividades, as entidades irão disponibilizar vídeos, panfletos, camisetas e outros materiais para serem distribuídos nas redes sociais e para as mobilizações definidas no calendário nacional acima.
Da redação

Reproduzido do site da Federação Nacional dos Farmacêuticos (FENAFAR)

Folha de S.Paulo - 30/07/2013 - 03h00

 

 

 

DO "NEW YORK TIMES"

 

As companhias multinacionais de medicamentos hoje empregam mais agentes de vendas na China do que nos Estados Unidos, seu maior mercado. Várias delas, incluindo a Glaxo e a GlaxoSmithKline (GSK), estão fazendo grandes investimentos no país, que incluem a construção de centros de pesquisa e de desenvolvimento. Isso porque, em breve, a China deverá superar o Japão como o segundo maior mercado farmacêutico do mundo.

 

Mas vender remédios e outros produtos na China é cada vez mais difícil, como demonstram acusações feitas neste mês de que a GSK subornou -com a ajuda de agências de viagens- médicos, hospitais e autoridades para reforçar as vendas da marca no país.

 

As autoridades chinesas compararam as operações da companhia ao crime organizado e detiveram quatro executivos chineses para interrogatório.

 

As autoridades chinesas disseram que estão investigando as políticas de preços de até 60 laboratórios estrangeiros e domésticos.

 

A série de investigações mostra como o mercado farmacêutico tornou-se crítico para as companhias globais e para o governo chinês. Os chineses não escondem seu objetivo de transformar a indústria de medicamentos do país em uma concorrência mais direta aos principais fabricantes mundiais.

 

Em consequência, as companhias globais podem esperar maior escrutínio, disse Tarun Khanna, professor da Escola de Administração de Harvard. "Práticas que talvez fossem aceitas algum tempo atrás passarão a ser detidamente analisadas", disse ele, especialmente quando o governo chinês pretende passar de uma economia baseada em exportações para uma que também enfoque vendas a consumidores locais.

 

Vários fatores contribuem para o boom de consumo chinês. O crescimento da economia deu origem a uma classe média que pode pagar por remédios ocidentais caros e tratar de doenças que poderiam ter passado antes despercebidas ou não ser medicadas.

 

A China também expandiu a cobertura do seguro-saúde a centenas de milhões de novos pacientes -95% da população tinham seguro-saúde em 2011, comparados com 43% em 2006, segundo um relatório da empresa de consultoria McKinsey. Até 2020, os gastos da China em tratamentos de saúde deverão crescer para US$ 1 trilhão, contra US$ 357 bilhões em 2011, segundo a McKinsey. O setor médico do país investiu US$ 160 bilhões em pesquisa e desenvolvimento em 2012, quase superando o Japão, segundo um relatório da Lux Research, de Boston.

 

A GlaxoSmithKline vem lutando para reformar sua imagem, depois de uma multa de US$ 3 bilhões nos Estados Unidos no ano passado, em que a companhia admitiu promover de maneira inadequada seus antidepressivos e deixar de relatar dados de segurança sobre a droga contra diabetes Avandia. O executivo-chefe da empresa, Andrew Witty, proclamou repetidamente a companhia como líder global em práticas éticas e disse que ela abandonou seus lapsos anteriores.

 

Investigadores chineses contaram uma história diferente no dia 15 de julho. Em uma entrevista coletiva em Pequim, eles disseram que representantes da GSK na China tinham organizado conferências fraudulentas, cobrado excessivamente por sessões de treinamento e simulado outros serviços para os quais agências de viagens emitiam falsos recibos.

 

Com o dinheiro reembolsado pela GSK por esses "serviços", eles pagavam propinas para inserir a empresa no mercado chinês.

 

Como o negócio era lucrativo também para as agências de viagens, algumas delas chegaram a contratar prostitutas para satisfazer os diretores da GSK e tentar, assim, garantir o vínculo com a farmacêutica.

 

O governo chinês disse que deteve quatro executivos graduados -todos chineses. Em 15 de julho, um dos executivos presos apareceu na televisão chinesa e admitiu grande parte da atividade, segundo reportagens. Na entrevista, Liang Hong, o vice-presidente de operações da Glaxo na China, reconheceu ter organizado conferências falsas e outras atividades e disse que os pagamentos feitos a médicos e autoridades contribuíram para aumentar os preços dos remédios da empresa na China.

 

Em declaração, a Glaxo disse estar "profundamente preocupada" com as acusações, acrescentando que havia interrompido suas relações com as agências de viagens identificadas na investigação.

 

No entanto, vários analistas disseram que, em certo nível, essas atividades são típicas de empresas estrangeiras que tentam fazer negócios em mercados emergentes.

 

"A maior parte das investigações de corrupção em grande escala se concentra no uso de intermediários", disse Richard L. Cassin, editor do blog FCPA e advogado. Mas ele disse que a acusação de que a Glaxo canalizou até US$ 489 milhões por meio de mais de 700 agências de viagens torna esse caso excepcional.

 

"Setecentas agências de viagens é um número surpreendente", disse ele

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