Começa hoje em Belo Horizonte, e vai até o dia 03 de agosto, o IV Encontro Nacional da Rede Nacional Internúcleos de Luta Antimanicomial (Renila). O objetivo dos representantes de 11 estados e do Distrito Federal é fazer uma avaliação de como está a organização interna do movimento. O evento é apoiado pelo Sinfarmig.
Desde 1987, as ações da rede buscam o redirecionamento do modelo de saúde mental no Brasil, inclusive com sustentação legal. Em decorrência dos movimentos antimanicomiais é que, em 2001, entra em vigor a Lei 10216, de abril daquele ano, que propõe a regulamentação dos direitos da pessoa com transtornos mentais e a extinção progressiva dos manicômios no país.
A partir de 1987, estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco também aprovaram leis sistematizando o tratamento de pessoas portadoras de sofrimento mental.
Conforme a presidente do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP/MG), Marta Elizabete de Souza, cerca de 3% da população brasileira sofre de doenças mentais graves. “Mas se falarmos de transtornos mentais múltiplos, cerca de 20% da população são acometidos por eles”, lembra.
Na programação do IV Encontro estão previstos debates sobre a Reforma Psiquiátrica Brasileira, política nacional sobre drogas e o fechamento dos hospitais psiquiátricos e os serviços substitutivos.