Prezados farmacêuticos da Indústria
Informamos que, devido a problemas na agenda dos diretores do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig), a reunião para negociações coletivas marcada para esta quarta-feira, 14 de agosto de 2013, foi adiada.
A data mais provável para a nova reunião deverá ser na próxima semana e será anunciada com antecedência pelo Sinfarmig no site e no Facebook da entidade. Acompanhem e participem!
13/08: COMUNICADO FERIADO 15 DE AGOSTO
Informamos que devido ao feriado municipal - Assunção de Nossa Senhora -, o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) não abrirá nesta quinta-feira, dia 15 de agosto.
Voltaremos ao expediente normal na sexta-feira, 16 de agosto.
12/08: BH E REGIÃO METROPOLITANA ENTRAM NO DEBATE DA MEDICALIZAÇÃO

Seminário realizado na quarta-feira, dia 07, reuniu profissionais de saúde e educação e marcou a criação do Núcleo sobre Medicalização de Belo Horizonte e Região Metropolitana.
No Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil de Contagem (CAPSI), entre as 50 crianças que passam ali por semana, pelo menos cinco chegam com indicação para uso de medicamentos. As recomendações vêm na forma de receitas aviadas em unidades básicas de saúde ou por sugestão de escolas e pais. “A Ritalina chega escrita e falada”, informa o enfermeiro da instituição, Jubert de Oliveira Goulart. Segundo ele, a orientação da entidade é fazer com que pais e escolas mudem a decisão de medicar as crianças, a maioria na faixa dos oito e nove anos. Mas a tarefa não é fácil e a contraproposta da entidade costuma gerar conflito: “Com o medicamento, os pais querem apagar o incêndio, o problema imediato”, analisa o profissional.
A educadora infantil Carmélia Gonçalves, de Belo Horizonte, que cursa psicologia, acha que os pais andam com pouco tempo para ouvir e falar com os filhos. “Assim perdido, esse menino vai acabar doente”, avalia, acrescentando que é cada vez mais comum os pais buscarem um ‘diagnóstico fora’, tomando o comportamento do colega do filho como exemplo ou buscando informação na internet.
A professora da Universidade de Campinas (Unicamp), pediatra Cida Moysés, referência brasileira sobre o fenômeno da medicalização de crianças e jovens, concorda com a idéia de que a difusão de nomenclaturas da psiquiatria, como o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), atrai pais aflitos para os programas e notícias veiculados nos meios de comunicação. A partir desse conhecimento, muitas vezes apressado e equivocado, não é prática incomum eles buscarem ‘enquadrar’ o filho num diagnóstico de transtorno psiquiátrico. “Acho que esse é um dos pontos importantes para analisar o problema do uso indiscriminado de medicamentos”, disse.
Outros profissionais da saúde admitem o desafio de lidarem com a medicalização. “A disciplina de psicofarmacologia está deixando de fazer parte da grade dos cursos de psicologia e está sendo oferecida como disciplina optativa na maioria das faculdades”, indica a graduanda Ângela Maria Valentim Gonçalves, de São José da Lapa, cidade que faz parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Ela conta que estudou a matéria no sexto período e que a abordagem foi superficial e agora, no oitavo, a dois períodos de se formar, busca oportunidades de voltar ao tema. Saber mais sobre o assunto que inquieta profissionais da saúde e da educação foi o que levou Ângela, o enfermeiro Jubert e a educadora Carmélia a se inscreverem no I Seminário sobre Medicalização de BH e RMBH, realizado na quarta-feira, 07.
A professora Cida Moysés foi uma das palestrantes que deixou a Ângela querendo saber mais. “Gostei muito quando ela disse que somos todos malformados”, ressaltou. Além de esclarecer estudantes e profissionais, o Seminário deixou um legado precioso para a cidade. Ao final do evento, foi criado o Núcleo de Medicalização de Belo Horizonte e Região Metropolitana, que será ligado ao Fórum Nacional sobre Medicalização da Educação e da Sociedade. A primeira reunião do novo Núcleo já está marcada para o dia 05 de setembro.
Sinfarmig participa ativamente
Ao menos seis diretores do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) estiveram presentes no I Seminário de Medicalização de BH e Região Metropolitana. A presença reforça o entendimento que a entidade quer ver prevalecer para os medicamentos.
“Queremos contribuir para desfazer o engano em que a população incorre quando procurar fazer do medicamento a salvação para os problemas. É esse pensamento que está provocando a hipermedicalização da sociedade”, resume o diretor Rilke Novato Públio que foi o palestrante do tema A indústria da medicalização. Entre os dados que confirma a temática abordada, ele citou o de que, entre 2004 e 2007, a indústria farmacêutica multinacional com atuação no Brasil aumentou seus investimentos em propaganda em 70% enquanto a propaganda em geral cresceu 37% no período.
DSM no centro da polêmica
Durante o I Seminário sobre Medicalização de BH e Região Metropolitana, os impactos da quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM5), publicado em maio deste ano pela Associação de Psiquiatria Americana (APA), foram discutidos por profissionais e platéia.
O supervisor clínico institucional pelo Ministério da Saúde e autor da pesquisa “O DSM, o sujeito e a clínica”, de 2010, (disponível em www.clinicape.com.br e www.fafich.ufmg.br), psicólogo Max Moreira, alertou para os riscos que a publicação pode representar. Segundo ele, que palestrou sobre o assunto no Seminário, a multiplicação dos transtornos psíquicos elencados no DSM 5 – chegam a quase 300 – têm longo alcance.
“Ao serem legitimadas com estatísticas e metodologia próprias, as nomenclaturas criadas no DSM servem para criar subjetividades cujas identidades se definem pelo (suposto) transtorno que as acometem. Essas subjetividades se segmentam em novos grupos sociais com impacto na economia, na política e na cultura. Esse efeito é conhecido como iatrogenia quando, de forma indesejável, o tratamento promove a adesão do paciente à nomenclatura ao invés de promover seu restabelecimento e autonomia", diz Max, ao explicar que como o Manual cria uma gama de transtornos muito abrangente, ele passa a enquadrar grande parte da população.
“E o curioso é que há uma orientação desse tipo de psiquiatria para que as pessoas não estranhem serem enquadradas nos transtornos mentais porque, afinal, todos podemos sofrer com algum”, lembra.
Conforme Max, as ‘orientações’ do DSM chegam à sociedade por meio da educação médica, dos profissionais da área da saúde e da educação que atribuem confiabilidade ao Manual da APA. Psicanalista, ele também aponta para a colaboração dos próprios indivíduos na adoção de um transtorno dizendo que é próprio do psiquismo humano afastar o que incomoda.
Assim, ele diz, em vez de procurar investigar as causas do mal-estar emocional e existencial por meio de sessões com o psicólogo ou psicanalista, o sujeito se demite dessa responsabilidade apelando para uma das várias nomenclaturas do DSM que terá, por sua vez, um medicamento próprio recomendado, à espera de prescrição nas farmácias e drogarias.
Contrapesos à influência do DSM? “Discussões como estas, de hoje. É o primeiro evento aberto à sociedade em Belo Horizonte de que tenho notícia que discute a medicalização”, diz o psicólogo. Antes de concluir, ele registra que a codificação dos transtornos pelo DSM, buscando medicalizar as emoções humanas, é fortalecido na sociedade por razões práticas. “Planos de saúde encontram nele definições precisas nas quais se sustentam para estabelecer e quantificar tratamentos e assim racionalizar as despesas. Os mesmos critérios servem à previdência social, assim como atendem ao mercado que organiza serviços administrativos de saúde”, diz.
O I Seminário sobre Medicalização de BH e RMBH foi promovido pelo Conselho Regional de Psicologia em conjunto com outras entidades como o Sinfarmig, o Conselho Regional de Assistência Social (CRESS) e o Conselho Regional de Nutrição (CRN9).
08/08: EVENTOS EM MANAUS DISCUTIRÃO TRABALHO DO FARMACÊUTICO NO CONTEXTO DA SAÚDE

A Escola e a Federação Nacional dos Farmacêuticos (Enafar e Fenafar, respectivamente) realizam, nos dias 12 e 13 de setembro, em Manaus (AM), o 6º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica e o 1º Encontro Amazonense de Farmacêuticos no Controle Social da Saúde: compromisso com o SUS.
O Simpósio e o Encontro têm por objetivo discutir o trabalho do farmacêutico no contexto da saúde, as políticas públicas, o trabalho do farmacêutico, as características endêmicas da região amazônica.
Além de palestras e debates, haverá apresentação de trabalhos científicos. O prazo final para envio dos trabalhos é 30 de agosto. Confira abaixo mais informações sobre os eventos.
Programação preliminar do 6º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica e do 1º Encontro Amazonense de Farmacêuticos no Controle Social da Saúde: compromisso com o SUS
Dia 12 de setembro – quinta-feira
9h às 12h – Credenciamento
9h – Abertura da Exposição dos Trabalhos Científicos
10h às 12h – Mesa – O trabalho farmacêutico no contexto da saúde
Convidados:
Ronald Ferreira dos Santos – Presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos
Marco Aurélio dos Santos – Coordenador Geral de Gestão – CGG/DAF/SCTIE/MS
Julia Roland – Diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa – DAGEP/SEGEP/MS
Coordenadora: Silvana Nair Leite – Presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos
Instruções para a submissão de trabalhos
Para envio de trabalhos, pelo menos um dos autores deverá estar inscrito no 6º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica. Cada inscrição permitirá o envio de 02 (dois) trabalhos para avaliação.
Para realizar a inscrição no evento, acesse www.escoladosfarmaceuticos.org.br, clique em “Inscrição” e siga atentamente cada passo. O prazo limite para inscrição e submissão dos trabalhos é 30/08/2013.
A comissão científica terá o prazo até 02 de setembro de 2013 para anunciar os trabalhos aprovados na página da Escola Nacional dos Farmacêuticos. Após a aprovação do trabalho, será necessário e obrigatório o pagamento da taxa de inscrição no evento.