FOLHA DE S. PAULO - 22/11/2013 - 02h52
REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Um fato básico da biologia que todo adolescente aprende na escola --o de que fêmeas de mamíferos possuem dois cromossomos X em seu DNA, e machos, um cromossomo X e um Y-- está se mostrando algo relativo.


Estudo liderado pela pesquisadora polonesa Monika Ward, da Universidade do Havaí, criou camundongos machos sem cromossomo Y, que tornaram-se pais com técnicas de reprodução in vitro.


Para conseguir o feito, descrito em artigo publicado hoje na "Science", Ward e seus colegas adicionaram só dois genes do cromossomo Y --dos 86 genes presentes nele normalmente-- a camundongos geneticamente modificados para serem "X0", ou seja, para possuírem só um dos cromossomos sexuais.


Um desses genes, conhecido pela sigla SRY, já era conhecido por levar à formação de testículos em camundongos "X0" mesmo sem o resto do cromossomo de origem.
Esses testículos até produziam as fases iniciais do desenvolvimento de espermatozoides, mas o processo não ia adiante, deixando os "pseudomachos" estéreis.


Ao adicionar um segundo gene à receita, o sistema de produção de espermatozoides dos bichos ficou um pouco mais eficiente. Mas a maioria das células sexuais masculinas era capenga, com excesso de cópias de DNA. Mesmo as melhores precisaram ser injetadas em óvulos para gerar os filhotes --muitos dos quais eram férteis.


No artigo, Ward diz que, no futuro, seria possível eliminar totalmente genes do cromossomo Y do processo. "Os mecanismos que operam durante a determinação do sexo e a geração de espermatozoide não são simples, não se trata de um gene fazendo tudo.

Um gene pode iniciar uma cascata de processos, que envolve vários genes, e muitos têm funções redundantes", explicou ela à Folha.

MISTURA IMPROVÁVEL

Ward diz que a pesquisa deve ajudar a entender causas de infertilidade em homens, em especial para os que têm problemas genéticos que atrapalham a formação de espermatozoides. Por enquanto, não seria possível fazer com que mulheres gerassem espermatozoides e tivessem filhos com parceiras do mesmo sexo, por exemplo.


Um problema sério é o fato de que muitos genes vêm com "etiquetas de origem", mostrando que vieram do pai ou da mãe. Criar gametas dessa forma poderia trazer problemas de desenvolvimento para a prole. Mesmo assim, a possibilidade parece sair cada vez mais do campo da ficção científica.


"O trabalho da Dra. Ward é muito interessante", diz Richard Behringer, da Universidade do Texas. Em 2011, ele obteve camundongos com dois "pais". Coisa parecida já tinha sido feita com fêmeas em 2004.

A campanha, que tem origem na Austrália, busca a conscientização, prevenção e diagnóstico do câncer de próstata e outras doenças masculinas. Durante o mês de novembro, em diversos países, é realizada a campanha Novembro Azul, a qual tem o objetivo de chamar a atenção do sexo masculino para a importância da prevenção e diagnóstico do câncer de próstata e a diminuição da mortalidade em decorrência da doença.


O movimento surgiu em 1999, na Austrália, e tomou força em 2003 com o Movember, movimento que reúne homens e mulheres – apoiadoras da causa – em eventos e campanhas atinentes ao Novembro Azul. A campanha tem como símbolo um bigode e está ligada ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado em 17 de novembro. Assim como no outubro rosa, pontos turísticos das cidades que acolhem a campanha são iluminados na cor que a identifica: azul.

 

Você sabe onde fica localizada a próstata e como surge o câncer?
A próstata é uma glândula presente nos homens, localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. O câncer pode ser descoberto inicialmente no exame clínico, um toque retal, exame que enfrenta a resistência de muitos homens, combinado com o resultado de um exame no sangue. Se detectado o tumor, só a biópsia é capaz de confirmar a presença de um câncer.

 

Na fase inicial, o câncer da próstata não costuma apresentar sintomas. Quando surgem são parecidos com os do crescimento benigno da próstata: dificuldade de urinar e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Na fase avançada, a doença pode provocar dor nos ossos, problemas para urinar e, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal .O tratamento vai depender do estágio da doença, e pode ser feito com cirurgia, radioterapia, tratamento hormonal e algumas vezes apenas observação médica.

O PSA (sigla em inglês de antígeno prostático específico), realizado através da coleta de sangue, é o exame mais adequado para o diagnóstico do câncer de próstata, sendo a maioria dos casos identificada por meio dele. O exame de toque é indicado quando o paciente apresenta sintomas característicos, como dificuldade de urinar, freqüência urinária alterada, dentre outros, ou que possuam fatores de risco. Para um diagnóstico final, é necessário analisar parte do tecido da glândula, obtida pela biópsia da próstata.

 

Se o câncer é descoberto nos estágios iniciais, as chances de cura são muito mais altas. No Brasil, a doença é a quarta causa de morte por câncer, também responsável por 6% do total de óbitos no grupo masculino.

 

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás do câncer de pele.

Segundo a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), quando descoberto no início, 90% dos casos de câncer de próstata são curáveis. De acordo com Ribeiro, pessoas que têm casos de câncer de próstata na família, obesas, e negras têm mais risco de desenvolver a doença.

 

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) informam que no ano passado foram identificados mais de 60 mil novos casos da doença. O instituto considera câncer de próstata uma doença da terceira idade, porque cerca de três quartos dos casos no mundo surgem a partir dos 65 anos. De acordo com Eduardo Ribeiro, uro-oncologista do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, os homens estão mais conscientes, “não tanto quanto as mulheres, que vão ao ginecologista desde adolescentes, mas a gente não vê mais tanta resistência”, contou Ribeiro.

 

Fonte: Ministério da Saúde
Reproduzido do site da Fenafar

OMS divulgou na segunda-feira (11/11), durante 3º Fórum Global de Recursos Humanos para a Saúde, relatório sobre a falta de profissionais em todo mundo. Evento vai até até hoje (13/11) e conta com a participação de representantes da CNTU.


A vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), Gilda Almeida de Souza, o diretor de finanças, Welington Moreira Mello, e a diretora de finanças adjunta, Maria Maruza Carlesso, representaram a entidade desde domingo (10/11), no 3º Fórum Global de Recursos Humanos para a Saúde, em Olinda (PE), onde a OMS (Organização Mundial da Saúde), divulga hoje um relatório detalhado sobre a situação da carência de profissionais na área.


De acordo com a organização, o déficit poderá chegar a 12,9 milhões de profissionais nas próximas duas décadas, se nada for feito. Hoje, faltam 7,2 milhões de profissionais de saúde no planeta. A OMS recomenda um mínimo de 22,8 profissionais para cada 10 mil habitantes, mas cem países têm menos de 34,5% dessa quantidade.

Com a participação de representantes de 85 países, o fórum deve dar um alerta para a situação de países onde a falta de pessoal é alarmante, e eles estão principalmente na África subsaariana, segundo Ties Boerma, diretor do departamento de estatística da saúde da OMS.

Segundo ele, o  o Brasil tem uma situação diferente, registrando avanços e trabalhando agora para reduzir melhorar a distribuição de profissionais pelas regiões. "O Brasil teve um progresso fantástico em praticamente todos os indicadores de saúde. Acredito que há agora uma busca por igualdade dentro do país. Tenta-se ter mais profissionais de saúde no Nordeste. Acho que é uma prioridade", disse Boerma, ao jornal Folha de S. Paulo.

O Estado do Pernambuco, que recebe o fórum, tem atualmente mais de 7,5 milhões de pessoas atendidas pelo SUS, , incluindo desde a vacinação, até a realização de cirurgias para transplantes de órgãos. Por essa dimensão, Pernambuco, assim como todos os estados brasileiros, sofre com desafios comuns aos sistemas de saúde de todo o mundo, como a necessidade crescente de mão de obra especializada, a má distribuição de profissionais de saúde e a mudança no perfil da população mundial, em processo de envelhecimento. Esses desafios estão em destaque no fórum, que termina hoje no Centro de Convenções de Olinda.

Reproduzido do site da CNTU

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o acordo entre a Bionovis e a Merck Serono para que os laboratórios públicos Vital Brazil e Bio-Manguinhos recebam a tecnologia para produzir medicamentos biológicos no Brasil. Os produtos, que serão fabricados pelo Bionovis e os institutos públicos são de última geração e de alto custo para o tratamento de doenças como câncer e artrite reumatóide - Etanercepte, Rituximabe, Bevacizumabe, Cetuximabe, Infliximabe e Trastuzumabe. O anúncio foi feito na quinta-feira (7/11).


O acordo com a Merck Serono garante a transferência tecnológica, em cinco anos, entre a multinacional e a empresa Bionovis, criada para a fabricação exclusiva de medicamentos biológicos e formada por quatro grandes laboratórios (Aché, EMS, União Química e Hypermarcas). A Merck Serono é uma das maiores empresas de medicamentos do mundo, distribui produtos em mais de 150 países.


Medicamentos Biológicos

Em junho, o Ministério da Saúde anunciou novas 27 parcerias entre laboratórios públicos e privados que resultarão na produção nacional de 14 biológicos. A produção nacional deve gerar economia de R$ 225 milhões por ano. Atualmente, os biológicos consomem 43% dos recursos do Ministério da Saúde com medicamentos, cerca de R$ 4 bilhões por ano, apesar de representarem 5% da quantidade adquirida. Com as medidas, o país aumenta para 25 o número de biológicos produzidos nacionalmente. Os produtos biológicos são feitos a partir de material vivo e manufaturados a partir de processos que envolvem medicina personalizada e biologia molecular.


Instituto Vital Brazil

O Instituto Vital Brazil (www.vitalbrazil.rj.gov.br) é uma empresa de ciência e tecnologia do Governo do Estado do Rio de Janeiro ligado à Secretaria de Estado de Saúde. É um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros, um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos e produtor de medicamentos estratégicos para o Ministério da Saúde. Fica sediado na Rua Maestro José Botelho, 64, Vital Brazil, em Niterói.

Fonte: Assessoria Instituto Vital Brazil
Reproduzido do site da Fenafar

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