O Sinfarmig enviou carta ao jornal Folha de S. Paulo para contestar a posição da Associação Brasileira de Psiquiatria que afirmou que o aumento do número de diagnósticos de transtornos mentais deve-se à evolução da medicina.
O Sindicato faz parte do Núcleo de Medicalização de BH e Região Metropolitana criado este ano e contesta a tendência de patologização dos comportamentos sociais. A carta foi publicada no Painel do Leitor da Folha de 06/11. Leia:
“Parabenizamos à Folha de S. Paulo pela matéria “A doença da normalidade”, publicada no Caderno Equilíbrio de 05/11/2013. É fato incontestável que a elevação do número de diagnósticos de transtornos mentais nos últimos anos deve-se à exacerbação de tratamentos de comportamentos sociais. Os argumentos do presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, de que o aumento dos diagnósticos de transtornos mentais é devido à evolução da medicina e à facilidade de acesso, é um contrassenso. Equivale dizer que se alguém apresenta algum comportamento anormal e ainda não foi diagnosticado (e rotulado com ele) é porque a medicina ainda não evoluiu o suficiente. É preciso ter mais cuidado com a busca frenética por patologizar comportamentos que podem fazer parte do cotidiano das pessoas.
Rilke Novato Públio – diretor do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig).”