Elioenai Paes , Portal Ig  - 30/01/2014

 

Cirurgia retira nervos da perna e liga com nervos que foram lesados por conta da retirada da próstata; técnica inovadora foi desenvolvida na Faculdade de Medicina da Unesp

 

Técnica desenvolvida por médicos religa os nervos rompidos na prostatectomia, que levava à disfunção erétil

 

Médicos brasileiros da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) em Botucatu desenvolveram uma cirurgia que religa os nervos que foram rompidos durante a retirada da próstata, o que reverte o problema da impotência sexual.

 

A técnica consiste em retirar um pedaço de cerca de 30 centímetros de um nervo na perna, dividir esse nervo em dois pedaços de 15 centímetros cada e fazer um enxerto no nervo lesado da face lateral do pênis.

 

“Quando retiramos o nervo da perna do paciente (nervo sural), ele fica com a face lateral do pé como se estivesse permanentemente anestesiada. Mas é algo leve, que a pessoa nem se importa”, explica José Carlos Souza Trindade, urologista e coordenador da pesquisa. 

 

Depois da cirurgia, que é considerada pouco invasiva, o paciente vai para casa em até 48 horas e o resultado final da cirurgia – o fim da impotência sexual – pode aparecer em até 2 anos. O motivo da demora é porque é necessário que fibras cresçam a partir do nervo enxertado e façam a ligação com o nervo do pênis.

 

“É possível comparar a cirurgia com um fio elétrico. Abrimos a capa do fio e expomos o cobre. Retiramos esses vários fiozinhos de cobre que estão rompidos e substituímos por outro, mas este outro demora cerca de 8 meses para crescer (fibras) e fazer a ligação com o outro nervo receptor, que seria na vida real o nervo do pênis”, explica Trindade.

 

A técnica é complexa, mas os resultados são satisfatórios. Dos 10 pacientes que foram submetidos a essa cirurgia, quatro já podem se dizer curados e outros dois ainda não completaram um ano de cirurgia, tempo médio para se obter resultados. Segundo Trindade, o prognóstico deles é bom. Os outro quatro não tiveram bom resultado por conta de outros tratamentos como radioterapia para combater o câncer.

 

Histórico

 

O início dos estudos que levaram à essa técnica revolucionária foi um trabalho experimental de estrutura de nervos. “Publicamos em 1994. A técnica chamada término lateral foi desenvolvida por nós para outro uso, como recuperar paralisias musculares da face”, conta o urologista.

 

O uso da técnica no combate à falta de ereção, apesar de já ter sido apresentada em congressos no Brasil e no exterior e ser amplamente discutida com o nome de “end to side” (tradução para Término Lateral), ainda será publicada em periódicos científicos, quando poderá servir de base para cirurgiões aplicarem a técnica ao redor do mundo.

 

Participaram do desenvolvimento do estudo também os filhos de Trindade, o urologista José Carlos Souza Trindade Filho e o radiologista André Petean Trindade, além do cirurgião plástico Fausto Viterbo, todos da Unesp de Botucatu, além do anatomista Wagner de Favaro, que atualmente leciona na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Cerca de 6,6 milhões de crianças até 5 anos morreram em 2012, revelou hoje, 30, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em seu relatório anual sobre A Situação Mundial da Infância em Números. Para o Unicef, estas mortes, a maioria de causas evitáveis, constituem uma "violação do direito fundamental das crianças à sobrevivência e ao desenvolvimento".

O relatório revela que 15% das crianças do mundo são obrigadas a fazer trabalhos que "comprometem o seu direito à proteção contra a exploração econômica e infringem o direito de aprender e de brincar que lhes assiste".

O Unicef aponta outro exemplo de violação dos direitos das crianças: 11% das meninas no mundo casam antes dos 15 anos, ameaçando o seu acesso à saúde, educação e proteção.

O documento também mostra "progressos notáveis", em particular após a assinatura da Convenção sobre os Direitos da Criança em 1989 e a definição dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. "Cerca de 90 milhões de crianças, que teriam morrido antes dos 5 anos se as taxas de mortalidade infantil tivessem se mantido nos níveis de 1990, sobreviveram. Em grande medida, graças aos progressos na prestação de serviços de imunização, saúde, água e saneamento", diz o Unicef.

A organização diz ainda que as melhorias na nutrição permitiram diminuir em 37% os atrasos de crescimento, desde o início da década de 1990, e a frequência no ensino primário aumentou, incluindo os países menos desenvolvidos. "Em 1990, apenas 53% das crianças eram admitidas na escola [nos países menos desenvolvidos].  Em 2011, esse percentual aumentou para 81%", indica o Unicef.

Os dados do Unicef revelam também "lacunas e desigualdades, mostrando que os ganhos de desenvolvimento estão distribuídos de forma desigual". "As crianças mais pobres do mundo têm cerca de três vezes menos possibilidades do que as mais ricas de ter uma pessoa qualificada a ajudar no seu nascimento, o que aumenta o risco de complicações relacionadas ao parto tanto para elas próprias como para as mães", segundo o relatório.


Fonte: Agência Brasil com informações da Agência Lusa

Os avanços tecnológicos no processamento de alimentos vêm permitindo o desenvolvimento de novos produtos, acompanhados de frequentes demandas de inclusão e extensão de uso de aditivos alimentares na legislação brasileira. Consequentemente, as autorizações de uso de aditivos alimentares vêm sendo realizadas por tipo de produto, e a legislação está atualmente segmentada em numerosos regulamentos técnicos.

Tal fato dificulta a consulta por parte do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, do setor produtivo e dos consumidores, além de gerar frequentes questionamentos à ANVISA sobre os aditivos alimentares autorizados ou não.

A fim de facilitar o acesso a essa legislação, a Gerência de Produtos Especiais – GPESP/GGALI/ANVISA – consolidou as autorizações de uso de aditivos alimentares por categorias de produtos.

Os produtos alimentícios foram organizados em 20 categorias amplas, algumas subdivididas em subcategorias específicas. Essa categorização considerou a harmonização de alguns regulamentos técnicos sobre aditivos alimentares no âmbito do Mercosul.

 

Consulte os grupos de alimentos.

Itabira é o município que registrou o maior índice do estado, 7,8% - duas vezes o parâmetro estabelecido pelo governo


Estado de Minas – 29/01

O LirAa gera indicadores que apontam a infestação e dispersão do mosquito em sua forma larvária, além de indicar depósitos em que as larvas foram encontradas com mais frequência em cada região do município. Segundo a coordenadora Estadual do Programa de Controle Permanente da Dengue da dengue da SES, Geane Andrade, o Índice de Infestação Predial é uma relação do número de imóveis positivos para o mosquito pelo número de imóveis pesquisados. Ele é considerado alto a partir de 4%, o que significa que a cada 100 imóveis, quatro são positivos para o mosquito.

Curvelo, Brumadinho e Itabira, na Região Central de Minas, Montes Claros e Brasília de Minas, no Norte do estado, Governador Valadares e Santana do Paraíso, no Vale do Rio Doce, Bom Despacho, no Centro-Oeste, Ubá, na Zona da Mata, Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, Nepomuceno, no Sul de Minas, e Vespasiano, na Grande BH apresentaram Índice de Infestação Predial acima de 4%. Neste mês, Itabira apresenta o valor mais alto do estado, 7,8%, duas vezes o parâmetro estabelecido pelo estado.

Conforme o último boletim da dengue divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, Minas Gerais já tem 353.687 casos de dengue casos confirmados de dengue. Em 2013, 116 pessoas morreram, oito delas em Belo Horizonte.

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