28/01: DISCRIMINAÇÃO ZERO É A META DA UNAIDS PARA 2014

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Dados do Unaids (sigla em inglês para o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) revelam que o número de pessoas com HIV em 2012 atingiu 35,3 milhões em todo o mundo. Do total, 2,3 milhões correspondem a novas infecções e 1,6 milhão de mortes decorrentes das complicações ligadas à doença. De acordo com a entidade, o fim da discriminação é apontado como o principal objetivo para zerar o índice de novas contaminações e de mortes relacionadas à Aids. Diante disso, discriminação zero é a meta da Unaids para 2014.


A campanha do Dia da Discriminação Zero (a ser celebrado em 1º de março) conta com a participação da Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, de Mianmar, país do Sudeste Asiático. O objetivo é conscientizar a população mundial a respeito desse grave problema.


Para se ter uma ideia das consequências da discriminação, em cada sete pessoas com o vírus HIV, uma tem acesso negado aos serviços de saúde. Além disso, mais de 10% não conseguem emprego porque são soropositivos. Por conta dessa realidade, o chefe do Unaids, Michel Sidibé, afirmou que será impossível zerar o índice de novas contaminações e de mortes relacionadas à Aids sem o fim da discriminação.


Com a iniciativa, o Unaids pretende alcançar uma transformação global no tratamento aos doentes. A agência informa que a discriminação pode afetar as pessoas de várias formas. No local de trabalho, por exemplo, a discriminação representa um grande obstáculo à expansão dos serviços de acesso aos tratamentos de HIV.


No lançamento da campanha, a Prêmio Nobel disse "acreditar num mundo em que todos podem desabrochar." Ela afirmou que "todos podem fazer a diferença ao permitir que as pessoas levem uma vida digna independentemente de quem sejam."


Fonte: Agência Fiocruz de Notícias