Endividamento gera mais doenças em brasileiros do que em europeus, de acordo com Proteste
Os brasileiros têm mais problemas de saúde consequentes de dificuldades financeiras do que os europeus, que enfrentam crise econômica e altas taxas de desemprego. Entre os problemas mais comuns está a ansiedade, que atinge um terço dos brasileiros endividados. É o que aponta pesquisa realizada em setembro do ano passado por entidades de defesa do consumidor em cinco países e divulgada ontem pela Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.
Outros sintomas, como insônia, irritabilidade, dor de cabeça, isolamento social e baixo desempenho no trabalho são mais comuns entre os brasileiros com dificuldade financeira, em comparação com belgas, italianos, portugueses e espanhóis. De acordo com o levantamento, o Brasil apresenta uma média de 17,6% de desconforto financeiro – maior do que de todos os países pesquisados e mais que o dobro da Bélgica, onde o índice é de 8%.
Em épocas de situação financeira complicada, 30% dos brasileiros costumam consumir remédios para enfrentar os problemas. O número só é maior em Portugal, onde 33% das pessoas consultadas recorrem a ansiolíticos, utilizados para diminuir a ansiedade, e antidepressivos. Na Bélgica, por outro lado, 17% dos pesquisados fazem uso dessas drogas em casos de dificuldade.
O Brasil está entre os dois extremos quando o assunto é gastar mais que ganhar: 37% das famílias brasileiras fazem mais dívidas do que podem, menos do que espanhóis (46%) e portugueses (38%), e mais do que italianos (33%) e belgas (24%).
Consumo
CNC. As dívidas com moradia, impostos, educação e transporte comprometeram o orçamento e determinaram a queda de 0,9% do índice de Intenção de Consumo das Famílias em fevereiro.
Doenças da crise
Problemas de saúde que mais atingem brasileiros endividados:
- Ansiedade (32%)
- Insônia (24%)
- Irritabilidade (24%)
- Dor de cabeça (17%)
- Problemas de relacionamento com a família (14%)
- Isolamento social (12%) 0 Problemas digestivos (11%)
- Baixo desempenho no trabalho (10%)
- Problemas sexuais (10%)
Fonte: site do jornal O Tempo/BH