Durante o desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda Que Tan Tan, no dia 19 de maio de 2014, num gesto de denúncia e resistência, mas também de delicadeza, foram lavadas as escadarias da Prefeitura de Belo Horizonte, com água de cheiro e flores. Ao mesmo tempo foi lida uma carta intitulada: “Em defesa da política de saúde mental que queremos e sustentamos: seja feita a nossa vontade!”

 

Conheça íntegra do documento divulgada pelo Fórum Mineiro de Saúde Mental:


“Em Salvador, capital das baianas, o gesto de lavar as escadarias do Bonfim acontece desde o ano de 1754 como um símbolo de resistência frente a opressão e como lugar de memória para elaboração e reelaboração das dores sofridas no cativeiro. Uma memória vencedora marcada pela tradição, lembrança e identidade. 


E nessa luta da memória contra o esquecimento, aqui estamos em Belo Horizonte _ os militantes e manifestantes do coletivo antimanicomial  das Minas Gerais para mostrar toda a força, coesão e solidariedade nesse momento em que se anunciam, em Belo Horizonte, sinais de retrocesso em nossas conquistas, em particular na política de drogas.


No Dezoito de Maio 2014, cujo tema é A Cidade que Queremos, trazemos por nossa vontade, até as escadarias da sede do poder municipal, a atualização da memória de nossas lutas e avanços por uma sociedade sem manicômios.


Repudiamos a tentativa, autorizada e engendrada pelo gestor municipal, de se reeditar, em chamados cursos de formação/capacitação travestidos num discurso pseudo-científico, a defesa das nefastas terapêuticas manicomiais que nos assombram pelo seu poder de seduzir com soluções prontas, simplistas, alienantes e, sobretudo, violadoras de direitos. 


Construímos um patrimônio coletivo, a Política de Saúde Mental, do qual não pretendemos abrir mão.E aqui estamos todos, em especial aqueles marcados pelo peso da institucionalização nos hospícios e similares, para dizer MANICÔMIOS NUNCA MAIS! SAÚDE NÃO SE VENDE! LOUCURA NÃO SE PRENDE! E NOSSA LUTA NÃO SE RENDE!


Num gesto de coragem e resistência, e também de delicadeza, trazemos perfumes e flores para um manifesto vivo sobre quê lugar queremos habitar.


Vamos lavar a escadaria da Prefeitura de BH. A lavação desta escadaria é um ritual para ressignificar toda a opressão causada e vivida pelo pensamento e postura manicomiais, para reafirmar nesse gesto secular, nossa resistência e aposta em um mundo melhor e igual para todos.


Salve a Luta Antimanicomial todos os dias, em todas as praças, em todas as manifestações, em todas as conversações e negociações a favor da vida em liberdade.


E um grande viva ao que nos aviva aos 20 anos do Fórum Mineiro de Saúde Mental e da Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais, referências da força e coragem imprescindíveis às mudanças dos cenários opressores para que a vida plena seja o norte.


Bombrilhão, meus amigos!


POR UMA SOCIEDADE SEM MANICÔMIOS, AGORA E SEMPRE!!!


Belo Horizonte, 19 de Maio de 2014

Desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda Que Tan Tan

Desde o Plano Real, alta foi de 146%, se descontada a inflação; analistas citam os investimentos que protegem contra elevações de preços 

Yolanda Fordelone - O Estado de S.Paulo


Em 20 anos, desde o Plano Real, o salário mínimo do trabalhador brasileiro subiu 1.019,2%. Porém, se descontada a inflação do período, a alta se reduz a 146%, segundo pesquisa do Instituto Assaf. De acordo com o estudo, houve aumento real do poder de compra dos salários, mesmo com a inflação corroendo boa parte dos reajustes. 


No período, o salário mínimo passou de R$ 64,79 em 1994 para R$ 724 nos dias atuais. O Plano Real completa 20 anos no dia 1º de julho.


"A pesquisa mostrou que o plano trouxe aumento de poder aquisitivo da população como um todo. O aumento médio efetivo foi de 12,18% por reajuste", calcula o pesquisador do Instituto Assaf, Fabiano Guasti Lima. 


Apesar de o plano ter reduzido a inflação para patamares menores, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou em 20 anos, até março, alta de 354,74%. "Ao analisar os números concluímos que o aumento real do salário mínimo, aquele que ficou acima da inflação, foi de 4,6% ao ano", avalia o professor e diretor do instituto, Alexandre Assaf Neto.


Dentro do IPCA, alguns grupos pesaram mais que outros na alta dos preços, conforme explica o economista da consultoria LCA, Étore Sanchez. "O grupo Habitação, influenciado pelo aluguel residencial, foi o que mais subiu", afirma Sanchez. 


No total, o grupo acumulou alta de 654,87% desde 1994, sendo que o aluguel avançou 868%. O aumento do aluguel foi maior inclusive que os 503% do próprio Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que corrige os contratos de locação. "Atualmente, habitação é o terceiro maior grupo, representando 14% do IPCA. Tem um peso considerável na inflação", pondera o economista.


Nos dados de inflação, foram considerados apenas seis grupos: alimentação e bebidas, habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, artigos de residência e despesas pessoais. Os outros dois grupos da atual composição do IPCA - educação e transporte - não existiam no início da série em 1994, não sendo possível calcular a inflação acumulada no período.


Como se proteger. Para se proteger contra a alta dos preços no longo prazo, especialistas citam pelo menos cinco opções de investimento, que devem ser escolhidas de acordo com o valor disponível, o tempo que o investidor planeja aplicar e até o risco. A primeira delas, a mais comum entre pequenos investidores, é o Tesouro Direto. Após realizar um cadastro em alguma corretora, é possível investir em títulos públicos atrelados ao IPCA - as Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) e Série B Principal (NTN-B Principal). Tais títulos pagam um juro fixo, atualmente entre 5% e 6% ao ano, mais a variação da inflação no período.


O preço dos títulos varia entre R$ 704 e R$ 2.479, segundo a oferta de papéis disponível no site do Tesouro na última sexta-feira. Para aplicar, no entanto, o valor mínimo é menor. O investidor pode comprar frações de 10% do título, sendo necessário assim uma quantia a partir de R$ 70. Se for uma compra programada (operações agendadas nas plataformas de home broker das corretoras), a fração cai para 1%, mas por regra a aplicação mínima deve ser de R$ 30.


Os títulos de inflação são voltados para o longo prazo, sendo indicados inclusive como reserva para a aposentadoria. O mais curto vence em 2019 e o mais longo, em 2050.


Se o investidor não tem necessidade de uma renda extra e quer apenas proteger o patrimônio, a NTN-B Principal é mais indicada, por pagar o juro e o valor principal investido na data do vencimento do papel. A NTN-B paga juros semestralmente, enquanto o valor principal só é recebido pelo investidor no vencimento. 


Além das NTN-Bs, especialistas citam como alternativa contra a inflação os títulos privados, como as debêntures, atrelados a algum índice de preços. Nas emissões de menor valor, como as do BNDESPar, foi possível aplicar R$ 1 mil.


"Há ainda os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), títulos de renda fixa de operações de crédito imobiliário que podem ser atrelados à inflação", afirma o estrategista da Rio Bravo, Beto Domenici. O investimento é voltado para grandes investidores, pois a aplicação inicial começa em R$ 300 mil.


Mais acessíveis, os fundos imobiliários também são lembrados. "Há todo tipo de fundo imobiliário no mercado, mas para proteger o patrimônio é interessante optar por algum atrelado ao pagamento de aluguéis. Se a inflação subir, o IGP-M corrige o aluguel e o investimento fica protegido", diz Domenici.


Há fundos cujas cotas podem ser compradas na BM&FBovespa, como uma ação, bastando para isso ser cadastrado em uma corretora. Por menos de R$ 100, já existem algumas opções de fundos.


Por último, há o próprio investimento em ações, o mais arriscado dentre as opções citadas. "Não é uma via direta, mas no longo prazo teoricamente as ações funcionam na proteção contra inflação. Se os custos dos produtos e insumos sobem, as boas empresas tendem a corrigir seus preços, o que se reflete na receita, no lucro e na própria cotação da ação", analisa o estrategista.



Publicado em 26 de maio de 2014

O Supremo Tribunal Federal (STF) promove hoje (26), às 14h, audiência pública sobre internações hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A discussão vai tratar da possibilidade de, em uma internação pelo SUS, haver melhoria no tipo de acomodação do paciente e a contratação de profissional de sua preferência mediante o pagamento da respectiva diferença.


De acordo com declaração do ministro Dias Toffoli, do STF, ao site do tribunal, esse tipo de internação, se permitida, faria com que “pessoas com menos posses fossem para um sistema mais precário e pessoas com mais posses, mesmo se utilizando do SUS, tivessem acesso a um serviço melhor de saúde”. A questão levantada é se esse tipo de internação fere algum princípio constitucional que confere ao SUS oportunidade de acesso igual a todos.


A discussão foi motivada por um recurso do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul contra a Justiça Federal da 4ª Região, que negou à entidade a possibilidade de estabelecer essa prática. Toffoli é o relator do processo. Durante a audiência, serão ouvidos 14 expositores, entre eles o ministro da Saúde, Arthur Chioro, falando em nome da União.


Entidades representativas de usuários, entidades hospitalares e conselhos de Estado também vão se manifestar na audiência, entre elas a Procuradoria-Geral da República, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar. Ao site do STF, Toffoli destacou ainda que a audiência pública é importante porque “para a deliberação jurídica, é necessário ter a compreensão da realidade fática que está ocorrendo no mundo real e não só no mundo das normas ou da Constituição Federal”.


Fonte: Agência Brasil (Marcelo Brandão) 

A Anvisa determinou, nesta segunda-feira, 26/05, a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e uso de todos os lotes dos produtos Lustrador para Veículos, Limpa Pneus e Desengraxantes da marca Texas King, fabricados e distribuídos pela empresa Texas King Indústria e Comércio de Limpeza Ltda. A medida ocorreu devido à constatação de que a empresa comercializava os produtos sem possuir a devida Autorização de Funcionamento (AFE) para fabricação de saneantes.


Interdições cautelares


Foi interditado cautelarmente o lote n° 57432 do produto Helioderm Suncare FPS 30, produzido pela empresa Kley Hertz S.A. Indústria e Comércio. O lote em questão apresentou resultado insatisfatório no ensaio determinação de pH.


Já o lote n° 325728 do produto Desinfetante para uso geral – Azulim Perfumado – Eucalipto, marca Start, fabricado pela empresa Lima & Pergher Ind Com. e Rep Ltda em 19/9/2013 e com validade de até 36 meses foi interditado cautelarmente por apresentar resultado insatisfatório no ensaio de identificação de Formaldeído.


Ambas as interdições cautelares vigoram pelo prazo de 90 dias a partir da data de publicação no Diário Oficial da União.


Fonte: Imprensa Anvisa

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