Nos dias 25 e 26 de julho aconteceu em Brasília a reunião preparatória para os monitores das Oficinas Estaduais dos 10 anos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, promovida pela Escola Nacional dos Farmacêuticos (ENF) e pela Fenafar.

 

Dirigentes sindicais e farmacêuticos que atuam na Assistência Farmacêutica responderam ao chamado da Escola e participaram de dois dias de intensa atividade, que definiram a metodologia que será aplicada nas oficinas, um trabalho minucioso para garantir que os objetivos traçados para as oficinas sejam alcançados.

 

“Tivemos a participação dos parceiros dos diversos estados do Brasil, alguns diretores de sindicatos, que já têm experiência com a realização de eventos e mobilização, um patrimônio que a Fenafar tem e que a Escola conta e tivemos, também, a participação de novos atores. Então fazer uma avaliação metodológica da Política Nacional de Assistência Farmacêutica mobilizou pessoas novas para participar do nosso movimento, o que é muito legal e mostra o acerto da atividade, destacou a presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos, Silvana Nair Leite.

 

Definição metodológica para atender objetivos

 

Silvana Nair Leite frisou que as oficinas do PNAF não têm caráter comemorativo e de debate apenas, porque delas deverão sair dados que resultem numa avaliação consistente desta política e, também, diretrizes que possam ser transformadas em ações para avançar na construção da Assistência Farmacêutica.

 

“A preparação das 15 oficinas de avaliação do PNAF, envolveu um importante debate sobre o formato e método que serão utilizados. Essas oficinas precisam ter uma metodologia de avaliação de políticas, com trabalhos em 5 grupos com temas definidos. Discutimos como será desenvolvido o trabalho em grupo e, também, como será a apresentação do trabalho de cada grupo, porque eles precisam ser compilados para uma avaliação nacional”, explicou Silvana Nair Leite.

 

Todo este zelo com a preparação do trabalho está de acordo com a sua dimensão e a responsabilidade da Escola. “Estamos todos muito empolgados com este projeto. É um projeto de muita responsabilidade para a escola. Nestes dois dias de preparação, pudemos ver que todos reconhecem a importância desta tarefa e acreditando que devemos fazê-lo”, disse.

 

A Escola Nacional dos Farmacêuticos dividiu a Política Nacional de Assistência Farmacêutica em 5 eixos, que serão os eixos temáticos dos cinco grupos que deverão acontecer em todas as 15 oficinas. Silvana Leite esclareceu que estes temas também são preparatórios para o debate na 15ª Conferência Nacional de Saúde. “Nos localizamos estes temas dentro da Política Nacional de Assistência Farmacêutica e os definimos como eixos dessa política. Formação e Valorização de recursos para a Assistência Farmácia será um destes temas”, exemplificou Silvana.

 

Os cinco eixos que serão abordados nas oficinas serão: 1.Universalidade do acesso à saúde no SUS: Incorporação de tecnologias, Acesso a medicamentos na farmácia privada; 2. Recursos Humanos no SUS: formação em graduação e pós-graduação, relações academia-serviços; valorização do trabalhador; 3. Financiamento: composição dos recursos, atualização e adequação orçamentária para as ações da AF; 4. Gestão: Responsabilidades dos entes federados, aplicação dos recursos, pactuações, Redes e regionalização; e 5. Desenvolvimento Científico e Tecnológico: Complexo médico-industrial da saúde e seus impactos sobre a política de saúde. Veja aqui como será a metodologia e programação das oficinas

 

Leia também: Oficinas abordarão 10 anos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica

 

Público alvo

 

Outro aspecto importante das oficinas de avaliação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica é que o farmacêutico não é o único público a ser envolvido nas oficinas. Para que a avaliação produzida seja abrangente e alcance toda a dimensão da Política, será preciso atingir outros profissionais da saúde e da gestão. Isso também foi bastante debatido durante a preparação das oficinas. “Nós afinamos nossas estratégias, discutimos muito como identificar e mobilizar os atores que precisam participar desta avaliação. Não deve ser uma avaliação dos farmacêuticos, mas capitaneada pelos farmacêuticos. Temos que mobilizar outras categorias profissionais e o controle social em todos os níveis, associações de portadores de patologias e outras entidades, além de gestores. Isso exigirá em cada estado uma mobilização local direcionada para termos sucesso nas oficinas”, alertou Silvana Nair Leite.

 

Fonte Fenafar
Publicada em 29/07/2014

 

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Participantes da atividade preparatória para as oficinas da PNAF 
 
 
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Diretores do Sinfarmig: Maria Helena Braga, Rilke Novato Públio e Júnia Dark Vieira Lelis presentes na capacitação a convite do Ministério da Saúde.

Fenafar e Escola promovem oficinas para discutir os 10 anos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica.

Há 10 anos, ao criar a Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF) o Brasil dava um passo importante para robustecer as ações de Saúde no Brasil, de acordo com um dos três princípios que regem o Sistema Único de Saúde: a integralidade.

O conceito de integralidade pressupõe que um sistema de saúde precisa ser composto de um amplo leque de ações – e, portanto, de políticas –, para que a promoção da saúde abranja a “prevenção de riscos e agravos, assistência e recuperação”. É ai que se enquadra a Assistência Farmacêutica adotada como política estruturada e coordenada com outras.

A Fenafar ao longo de sua história, que completa 40 anos, deu contribuição fundamental para a elaboração desta política, criada em 2004, através da sua participação nas Conferências Nacionais de Saúde, do seu protagonismo na organização e condução da 1ª Conferência Nacional de Assistência Farmacêutica e, posteriormente, com lideranças oriundas da Fenafar que assumiram posições de destaque no governo para a implantação dessa política.

Objetivo das Oficinas

Por isso, com o objetivo de fortalecer a Política Nacional de Assistência Farmacêutica - PNAF, a Escola Nacional dos Farmacêuticos e a Fenafar irão promover uma série de oficinas que irão fazer um balanço destes 10 anos para, a partir da realidade atual e das necessidades do País, apontar os desafios que estão colocados para avançar no desenvolvimento desta política que é estratégica para a Saúde e, também, para a atuação e valorização dos profissionais farmacêuticos.

As oficinas sobre os "10 anos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica: avanços e desafios" acontecerão nas cinco regiões do país. Veja programação completa ao final.

Todo o material produzido pelas oficinas será distribuído para os Conselhos de Saúde e Entidades Farmacêuticas e Públicas como forma de subsidiar o fortalecimento da área e impulsionar o debate do tema na 15ª Conferência Nacional de Saúde.

Para a presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos, Silvana Nair Leite as oficinas além de fazerem um balanço e apontarem as perspectivas para a PNAF, também produzirão uma importante reflexão sobre o papel do farmacêutico, o modelo de atenção à saúde e, consequentemente, nos trarão mais elementos para pensarmos qual o papel que os farmacêuticos, mas não só, que os profissionais de saúde, devem ter para estarem em sintonia com esta política que tem no cuidado à saúde a sua centralidade.

Para participar

Quinze cidades vão sediar as oficinas: São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Rio Branco, Aracaju, Salvador, São Luiz, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Cuiabá, João Pessoa, Manaus e Fortaleza.

Para se inscrever clique aqui

Região SUL

1. Porto Alegre (RS) – 14 e 15 de agosto de 2014

2. Florianópolis (SC) – 22 e 23 de agosto de 2014

3. Curitiba (PR) – 28 e 29 de agosto de 2014

Região Centro Oeste

4. Brasília (DF) – 21 e22 de agosto de 2014

5. Cuiabá (MT) – 21 e 22 de agosto de 2014

Região Sudeste

6. São Paulo (S) – 29 e 30 de agosto de 2014

7. Belo Horizonte (MG) – 12 e 13 de setembro de 2014

8. Rio de Janeiro (RJ) – 18 e 19 de setembro de 2014

Região Nordeste 1

9. João Pessoa (PB) – 10 e 11 de outubro de 2014

10. Fortaleza (CE) – 31 de outubro e 1º de novembro de 2014

Região Nordeste 2

11. Salvador (BA) – 7 e 8 de novembro de 2014

12. São Luiz (MA) – 13 e 14 de novembro de 2014

13. Aracaju (SE) – 27 e 28 de novembro de 2014

Região Norte

14. Manaus (AM) – 13 e 14 de novembro de 2014

15. Rio Branco (AC) – 21 e 22 de novembro de 2014

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou, nesta segunda-feira (21), uma atualização da lista com os preços máximos de venda dos medicamentos no país. Segundo o Ministério da Saúde, a nova lista já inclui uma redução aproximada de 12% nos preços limites pela liberação da cobrança de dois tributos

A lista completa com o teto para todos os medicamentos vendidos no país está no site da Anvisa. 

São afetadas, nessa redução, 174 substâncias usadas na fabricação de medicamentos e outros produtos de saúde, envolvendo 351 diferentes formas de apresentação que podem incluir a mesma substância, mas com concentração ou quantidade de comprimidos diferentes. 

Segundo o governo, a lista oficializa algo que vale desde o final do mês passado, quando foi publicada a lista das 174 substâncias que passavam a estar liberadas da cobrança do PIS/Cofins. 

O desconto, de acordo com a Anvisa, incide sobre o preço limite para venda ao consumidor. Na prática, porém, os preços na farmácia costumam ser mais baixos que o limite, por conta da concorrência entre os laboratórios. 

Entidades da indústria farmacêutica garantem, no entanto, que os descontos são integralmente repassados às farmácias. 

Boa parte das substâncias da lista de 174 é de produtos usados pelos hospitais e tem peso significativo nas compras públicas.

 

Escrito por Jornal Hoje em Dia

A Anvisa determinou nesta segunda-feira (21/7) três interdições e uma suspensão do medicamentoGluconato de Cálcio 10%, do fabricante Isofarma Industrial Farmacêutica Ltda. A suspensão  se refere ao lote 33444401do Gluconato de Cálcio 10% Solução Injetável, com validade até 09/2015. De acordo com o laudo emitido pelo Laboratório Central de Goiás, o produto apresentou aspecto insatisfatório, com a presença de material estranho com flocos escuros. A medida é definitiva e por isso o medicamento deve ser recolhido pela fabricante.

 

 
As interdições se referem aos lotes 33336101 (val 07/2015), 33181101 (val 04/2015) e 33304601(val 06/2015) também do Gluconato de Cálcio 10% injetável. Neste caso a medida foi motivada pela análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) que identificou um resultado insatisfatório no ensaio de esterelidade do produto. As suspensões são preventivas e valem por 90 dias.
 
Em qualquer caso, nenhum dos quatro lotes deve ser distribuído, comercializado ou utilizado. As medidas estão nas resoluções da Anvisa 2.650/14 e 2.651/14, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
 
 

 

 

Imprensa/ Anvisa

 

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