Pesquisa realizada em 25 países mostra, que no Brasil, o farmacêutico é a 5ª profissão mais confiável para 76% dos entrevistados. O levantamento pesquisou a opinião pública em torno de 32 profissões. No ranking geral, a profissão farmacêutica também ocupa a 5ª posição.
 
 
Uma pesquisa divulgada neste mês pelo instituto alemão GFK Verein classificou o nível de confiança da população brasileira em uma lista de 32 profissões. Os farmacêuticos ficaram em quinto lugar, com um índice de 76% de confiança, atrás dos bombeiros, que aparecem no topo da lista com 92% de confiança, seguido dos professores (82%), paramédicos (81%) e pilotos (80%). O estudo teve participação de 28 mil pessoas em 25 países (mil no Brasil).
 
 
Para o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, o dado revela que a sociedade passa a ter uma percepção do papel do farmacêutico como profissional de saúde que está em uma das pontas do serviço, prestando atendimento à população seja nas farmácias, hospitais, postos de saúde, laboratórios e em programas de atenção básica. E essa presença do farmacêutico é fruto de uma luta da qual a Fenafar tem sindo uma das principais protagonistas. "Não é à toa que aprovamos, a cerca de um mês, o projeto que transforma a farmácia em estabelecimento de saúde com a presença obrigatória do profissional farmacêutico. Isso foi possível graças à luta incessante da categoria, mas também de uma mudança de qualidade na visão que todos têm da nossa profissão", avaliou Ronald.
 
 
Para todas as profissões, os pesquisados tinham as seguintes opções de resposta: "Eu confio completamente"; "Em geral, eu confio"; "Não confio muito"; "Não confio nada"; e "Nenhum comentário".
 
 
No levantamento global, os farmacêuticos também ocupam a quinta colocação, alcançando o total de 87% de confiança na somatória dos índices apurados nos 25 países em que a pesquisa foi realizada. Os farmacêuticos lideraram o ranking de confiança apenas da Turquia, país em que o índice de aprovação atingiu 90%.
 
 
As profissões menos confiáveis
 
As profissões com menor índice de confiabilidade, segundo a pesquisa realizada no Brasil, são as da áres de negócio e os empreendedores (42%), à frente de advogados (41%), agentes de seguro (30%), prefeitos (14%) e políticos (6%).
 
 
No geral, o índice de confiança dos brasileiros nos profissionais é de 56%, o que coloca o país na penúltima posição, à frente apenas da Argentina (55%). As taxas mais altas aparecem na África do Sul (81%), na Índia (78%) e no Canadá (77%).
 
 
Os bombeiros são os profissionais mais confiáveis no mundo, segundo a pesquisa, pois lideram o ranking em 15 dos 25 países.
 
 
Veja abaixo a lista completa do índice de confiança dos brasileiros nos profissionais
 
Bombeiros – 92%
Professores – 82%
Paramédicos – 81%
Pilotos – 80%
Farmacêuticos – 76%
Enfermeiros – 72%
Arquitetos – 72%
Médicos – 66%
Jornalistas – 66%
Engenheiros e técnicos – 64%
Soldados – 61%
Juízes – 59%
Motoristas de táxi – 57%
Atores – 57%
Condutores de trens ou metrô – 56%
Especialistas em computação e software – 56%
Artesãos – 55%
Fazendeiros – 55%
Publicitários – 53%
Profissionais de pesquisa de opinião e mercado – 53%
Vendedor de varejo – 53%
Pastores e padres – 50%
Atletas profissionais – 49%
Apresentadores de TV – 48%
Funcionários públicos – 48%
Profissionais do setor bancário – 46%
Policiais – 44%
Profissionais de negócios e empreendedores – 44%
Advogados – 41%
Agentes de seguros – 30%
Prefeitos – 14%
Políticos – 6%
 
 
Da redação da Fenafar com agências
Publicado em 04/08/2014
 

A notícia de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ficará sem profissional da área da saúde na sua diretoria, ainda que temporariamente, preocupa as organizações da área. A Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) está mobilizando entidades farmacêuticas para um movimento capaz de pressionar a Presidência da República a corrigir rapidamente esta lacuna.
 
 
O atual diretor-presidente da Anvisa, o farmacêutico Dirceu Barbano, encerra em outubro a sua segunda e última gestão. Além dele, há outros quatro diretores que são profissionais de Direito e Economia. Segundo lembrou o jornal Folha de São Paulo, no passado, a agência chegou a ficar mais de três anos sem substituir membros que deixaram a diretoria por terem seus mandatos vencidos.
 
 
A Anvisa é responsável por regular processos estratégicos para todos os setores relacionados a produtos e serviços que possam afetar a saúde da população brasileira. Regras de comercialização e uso de produtos e serviços como alimentos, cosméticos, insumos farmacêuticos, laboratórios e medicamentos são determinadas pela agência.
 
 
Para o presidente da Fenafar e diretor do SindFar (SC), Ronald Ferreira dos Santos, o contato com a prática é determinante para a tomada de decisões. "As decisões políticas precisam ser assentadas em bases técnicas. Nos últimos anos, foi possível contar com um farmacêutico à frente de regramentos envolvendo medicamentos, hemoderivados, agrotóxicos, cosméticos e alimentos, dentre outros com grande carga de polêmicas eminentemente técnicas. Foi um período em que a Anvisa teve importante participação nos processos de transferência de tecnologia. É a continuidade deste desempenho da Agência que desejamos garantir", justifica o farmacêutico.
 
 
Reproduzido do site da Fenafar em 04/08/2014
 

Ações cooperativas sobre a Farmacopeia brasileira e a japonesa, troca de informações sobre rotinas de trabalho para agilizar o trâmite do registro de medicamentos e de produtos para a saúde, intercâmbio de técnicos entre os dois países e a realização de conferências sobre tendências tecnológicas são algumas das ações que poderão ser feitas em parceria entre o Brasil e o Japão.
 
 
O esboço do plano de trabalho foi definido nesta segunda-feira (04/08) no 1º Seminário sobre Regulação de Produtos Farmacêuticos e Equipamentos Médicos, aberto no sábado (02/08), em São Paulo, com o objetivo de compartilhar experiências e conhecimento sobre as normas de regulação do Brasil e do Japão na área de vigilância sanitária. 
 
 
A abertura do Seminário contou com a presença do Primeiro Ministro do Japão, Shinzo Abe, e dos presidentes das agências reguladoras do Brasil, a Anvisa, Dirceu Barbano, e do Japão, a PMDA, Tatsuya Kondo. Também participaram do Seminário os diretores da Anvisa Jaime Oliveira, Renato Porto e José Moutinho, além de especialistas das duas agências.
 
 
O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, destacou o reconhecimento da eficácia das ações da Agência no cenário internacional e a importância da parceria entre o Brasil e o Japão, que já tem mais de trinta acordos bilaterais firmados na área da regulação em vigilância sanitária. Por sua vez, o presidente da agência japonesa, Tatsuya Kondo, salientou a eficiência da Anvisa na organização do Seminário e a rapidez com que evoluiu a relação Brasil/Japão no campo da regulação, tendo sido assinado o primeiro entendimento entre as partes em 2012, durante evento internacional realizado em Manaus (AM). 
 
 
Temas debatidos
Os principais temas debatidos entre as partes foram: Regulação de Medicamentos, Dispositivos e Equipamentos Médicos, Farmacovigilância e Tecnovigilância, Boas Práticas de Fabricação, Farmacopeia, Produtos Biológicos, Iniciativas Público/Privado, Ciência da Regulação e Fiscalização de Portos, Aeroportos e Fronteiras.
 
 
Participaram da abertura do evento no sábado, 2, como palestrantes: Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa; Tatsuya Kondo, presidente da Agência de Produtos Farmacêuticos e Equipamentos Médicos do Japão (PMDA); representantes da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed); Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) e Farma Brasil; e representantes do Japão de entidades reguladoras e de indústrias de equipamentos médicos, como a Federação das Associações de Equipamentos Médicos do Japão (JFMDA) e a Federação dos Fabricantes de Produtos Farmacêuticos do Japão (FPMAJ).
 
 
A organização do Seminário ficou a cargo da Anvisa, da agência reguladora do Japão- a PMDA, a Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo (ENKYO) e do escritório no Brasil da Japan External Trade Organization (JETRO).
 
 
Fonte: Imprensa Anvisa

Segundo Arthur Chioro, agentes em portos, aeroportos e fronteiras estão treinados para identificar suspeita de contágio pelo vírus ebola no Brasil. 
 
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse na última sexta-feira (1º) que os fiscais de vigilância sanitária nos portos, aeroportos e fronteiras estão treinados para identificar, caso chegue ao país, qualquer pessoa com suspeita de contágio pelo vírus ebola. Segundo ele, no entanto, não há recomendação específica nem risco de transmissão global do vírus.
 
 
“Queremos insistir: não há recomendação e não há risco de transmissão global, segundo a Organização Mundial da Saúde [OMS]. Por enquanto, não há recomendação de restrição de viagens. Os casos, em sua maioria, se localizam em pequenas localidades rurais”, disse o ministro, ressaltando que os profissionais da área de saúde recebem diariamente os informes com recomendações da OMS, que acompanha não apenas o ebola, mas todas as doenças transmissíveis coletivamente.
 
 
A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que o surto do vírus ebola está se expandindo mais rapidamente do que os esforços para controlá-lo e que, se a situação piorar, as consequências “podem ser catastróficas”, com risco de propagação para outros países. A diretora adiantou que alguns países terão que impor restrições de locomoção e para reuniões públicas, dependendo da situação epidemiológica.
 
 
Chioro explicou que a epidemia de ebola na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné tem relação com as situações de conflito nesses países, com dificuldade das equipes chegarem aos pacientes e até com tradições culturais desses países, como os rituais fúnebres e outras crenças, como a recusa em lacrar os caixões, o que propicia o contato com secreções de cadáveres.
 
 
O ministro disse que os brasileiros que viajam para os países afetados pela epidemia devem seguir todas as recomendações das autoridades locais, mas que não há, por enquanto, nenhuma orientação para a interrupção de viagens ou voos. “É importante que tomem os cuidados que chamamos de biossegurança: não entrar em contato com secreção, com vômito”, explicou.
 
 
Ontem, a OMS anunciou a criação de um fundo de US$ 100 milhões para combater o surto do vírus ebola na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné, que já matou 729 pessoas. Até ontem, a Guiné já havia registrado 460 casos (336 confirmados, 109 prováveis, 15 suspeitos) e 339 mortes; e a Libéria, 329 casos (100 confirmados, 128 prováveis, 101 suspeitos) e 156 mortes. A Nigéria teve somente um registro (caso de provável morte pela doença, ainda por confirmar). Em Serra Leoa, de 533 casos notificados, 473 foram confirmados, 38 considerados prováveis e 22 suspeitos. Houve 233 mortes. 
 
 
Suspeita
O Ministério da Saúde descartou a possibilidade de uma paciente do Hospital de Doenças Tropicais (HDT) de Goiânia estar com o vírus ebola. A mulher de 23 anos procurou atendimento no hospital especializado por ter apresentado febre e tosse depois de uma estadia de dez dias em missão religiosa no Moçambique.
 
 
O país africano não é foco de surto da doença, mas, segundo assessoria do HDT, como fica no mesmo continente de países em que está havendo surto da doença, ela foi encaminhada para o serviço especializado. Apesar de a hipótese de ebola ter sido descartada, a paciente continua internada para descobrir o que provocou os sintomas.
 
 
De acordo com o hospital, a paciente, que não teve o nome divulgado, está passando por exames e apresenta quadro geral bom e estável, sem risco de morte. 
 
Fonte: Agência Brasil

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