A vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Marie-Paule Kieny, disse hoje (21) que uma vacina contra o ebola será testada em janeiro de 2015 nos três países mais afetados pela epidemia da doença – Guiné, Libéria e Serra Leoa.



Em entrevista, Kieny destacou que pelo menos duas vacinas em desenvolvimento devem entrar na fase de testes clínicos nas próximas semanas em diversos países. Segundo ela, os resultados relacionados a segurança e capacidade de imunização das doses devem ser divulgados até o final deste ano.

 

A médica lembrou que ainda não foram definidos grupos prioritários para receber a vacina, mas que a probabilidade é que eles incluam profissionais de saúde, além de parentes e contatos diretos de pessoas infectadas. “Todas essas possibilidades estão sendo discutidas neste momento, mas nenhuma decisão foi tomada ainda”.

 


Dados da OMS apontam que a epidemia de ebola já infectou 9,2 mil pessoas e matou mais de 4,5 mil.


Fonte: Agência Brasil – Paula Laboissière

Explosão na fábrica de medicamentos do grupo Cimed na manhã de hoje (21) deixou três pessoas em estado grave, em Pouso Alegre (MG). Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a explosão aconteceu por volta das 6h. As paredes e parte do telhado do prédio desabaram. Uma pessoa foi socorrida com 100% do corpo queimados e duas com traumatismo na cabeça.


Segundo a assessoria do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, para onde as vítimas foram levadas, as pessoas foram atendidas e sedadas na UTI da instituição. Também foram atendidas - e estão sob observação - 23 pessoas com escoriações ou intoxicadas em razão da fumaça.


O grupo Cimed informou que 1,2 mil pessoas trabalham na unidade de Pouso Alegre e que 150 estavam no local da explosão. Não houve nenhum abalo estrutural. As atividades em outros setores da fábrica serão retomadas ainda hoje, segundo a assessoria do grupo. Haverá perícia para determinar as causas do acidente. Os bombeiros informaram que a empresa possui auto de vistoria do Corpo de Bombeiros.


Fonte: Agência Brasil / Andreia Verdélio

A qualidade da informação e a prevenção do câncer de mama por meio de mamografias foram discutidos, na quinta-feira (16), em audiência pública sobre o Outubro Rosa, realizada no âmbito do programa Quintas Femininas, da Procuradoria Especial da Mulher no Senado.

 

A moderação na frequência do exame na faixa etária abaixo da recomendada pelo Ministério da Saúde, que é de 50 a 69 anos, foi uma das orientações dadas pelos profissionais que participaram do debate. A participação de especialistas mostrou que, se há consenso entre os gestores de saúde e as sociedades médicas sobre a eficácia da realização de exames periódicos em mulheres que pertencem ao grupo de 50 a 69 anos de idade, o mesmo não acontece em relação ao grupo de 40 a 59 anos.

 

De acordo com a médica Carolina Fuschino, da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), os malefícios do exame são maiores para as mulheres mais jovens e a redução de risco de mortalidade é muito menor.

 

— Nós temos variação na literatura de 8% a 15% de ganho e alguns mostram que não existe ganho estatisticamente significativo nesse grupo. Os efeitos maléficos da mamografia são maiores nesse grupo, porque vc tem um maior índice de falso-positivo, ou seja, você vê mais coisa que você suspeita na mamografia. Essas pacientes vão estar mais submetidas a biopsias desnecessárias, têm uma maior reconvocação, maior índice de stresse. E vc vai precisar rastrear um número muito maior de pacientes para ter um impacto de evitar uma morte, quase três vezes mais do que na faixa de idade de 50 a 69 anos.

 

Carolina Fuschino explica, no entanto, a razão de as associações médicas e entidades não-governamentais estimularem o exame entre as pacientes mais jovens:

 

— A gente sabe que quase um quarto das mulheres que vão apresentar câncer de mama estão nessa faixa de idade. Por isso a gente mantém essa recomendação.

 

Os especialistas também abordaram o que é chamado de overdiagnóstic, ou sobrediagnóstico. De acordo com Arn Migowski, sanitarista, epidemiologista, tecnologista da Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do Instituto Nacional de Câncer (Inca), muitos dos casos detectados num estágio bem inicial poderiam nem mesmo ter se desenvolvido e se tornado câncer. Além disso, pesquisas demonstram que, mesmo com o crescimento do diagnóstico precoce de tumores nas mamas, a sobrevida das mulheres não aumentou significativamente.

 

Os dois médicos mencionaram um estudo canadense que acompanhou por 25 anos grupos de mulheres que se submeteram ao rastreamento por mamografia e outras que fizeram apenas o exame físico. A sobrevida, o tempo de vida e o risco de morte nos dois grupos foram idênticos, não houve diferença estatística importante. Apesar de o estudo ter sido considerado uma “bomba” na postura terapêutica adotada até então, Carolina Fuschino salientou que a realidade canadense não pode ser transportada para outros países.

 

— No Canadá, um mês depois de detectado o tumor, a paciente já está em tratamento. No Brasil não conseguimos nem rastrear — registra.

 

Ambos os médicos também refutaram a ideia de que o rastreamento se tornou inútil e concordaram que ele deve ser realizado após debate com o profissional médico, considerando malefícios e benefícios. Eles insistiram que a educação, a percepção corporal e uma vida saudável, com alimentação equilibrada, são essenciais para a saúde da mulher.

Tirania do rosa

 

A ativista Lilian Marinho, da Rede Feminista de Saúde, Diretos Sexuais e Reprodutivos, acusou a construção, por todo o Brasil, de uma “tirania do rosa”, com a iluminação de monumentos em várias cidades em alusão ao chamado Outubro Rosa e a imposição de um “véu da alegria” que acaba mascarando as verdadeiras necessidades: o fim da desinformação e o incremento da comunicação; e a atuação rápida nos casos diagnosticados de câncer de mama e colo de útero, pois o tempo é a melhor arma para o tratamento. Segundo disse, o Estado brasileiro não pode somente lançar uma suspeita de câncer sobre uma mulher sem garantir a ela continuidade e rapidez no tratamento em caso de diagnóstico positivo.

 

— Queremos que com o Outubro Rosa [a atenção] se estenda, para que se garanta a essas mulheres o que vem depois, tratamento e acompanhamento — propõe.

 

Apesar de elogiar a campanha, que semeia a necessidade do cuidado, Lilian criticou os problemas de comunicação entre a população-alvo e as entidades e profissionais da área de saúde envolvidos com o tema. Algumas mulheres na faixa de 40 anos, por exemplo, exigem o direito assegurado em lei de fazer a mamografia preventiva, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) mal consegue garantir o procedimento à faixa etária prioritária, dos 50 aos 69 anos, observa.

 

Além disso, ela aponta falta de infraestrutura como a existência de poucos laboratórios de alto risco para câncer, a lentidão na continuidade do tratamento e interesses econômicos e da indústria de medicamentos e de aparelhos — que levam a discussões sobre qual mamógrafo é melhor, analógico ou o digital, quando há lugares sem nenhuma opção — como fatores que lesam o direito de cada mulher ser tratada e, em casos extremos e não mais tratáveis, de ter uma sobrevida digna, sem dor e sofrimento.

 

Lilian Marinho também cita fatores como as desigualdades regionais, a falta de atenção a grupos específicos como presidiárias, albinas e moradoras de rua como problemas para a universalização do atendimento.

 

Assim como Lilian Marinho, Carolina Fuschino também aponta a falta de comunicação, de uma relação próxima e com empatia entre médico e paciente e de informação de qualidade como entraves ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de colo de útero.

 

— No Brasil, não temos um estudo que mostre como está se dando, na prática clínica, a transmissão do conhecimento para o paciente, para ajudar na decisão do tratamento e do rastreamento. A comunicação é muito difícil — lamenta.

 

Ela cita que a ausência de informação é tanta que o Outubro Rosa pode passar até mesmo uma mensagem equivocada, de que a mamografia evita o câncer de mama, como se fosse uma vacina, em vez de somente detectá-lo precocemente.

 

Fonte: Agência Senado  (16/10)

A Anvisa determinou, na terça-feira (21/10), a apreensão e inutilização, em todo o país, do lote L32 do medicamento Hemogenin Comprimidos 50mg – Sarsa. A empresa Sanofi Aventis Farmacêutica Ltda, detentora do registro do medicamento, informou que não fabricou o lote acima, sendo, portanto, um lote falsificado. O embalagem do produto falsificado apresenta algumas características diferentes dos produtos originais, tal como a gravação cor verde no blíster com alumínio, em vez da cor  rosa gravada no original.


Foi suspensa a distribuição, comercialização e uso do lote R1401760  do medicamento Vaselina Sólida, lata com 20g, fabricado por Indústria Farmacêutica Rioquímica Ltda e com validade até 05/2017. A medida se deve à constatação da presença de oxidação no material da embalagem primária do medicamento. A empresa fabricante comunicou o recolhimento voluntário do lote.


Também foi determinada a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote 385 do cosmético Dermygel Antisséptico Aloe Vera, fabricado pela empresa S A Cosméticos do Brasil Ltda e com validade até 21/03/2016. O lote apresentou resultado insatisfatório nos ensaios de rotulagem primária e teor de álcool etílico.

Interdição cautelar de kit para escova progressiva

A Agência interditou cautelarmente, pelo prazo de 90 dias, o lote 031856 do cosmético Kit Amend Supreme Liss Sistema para Escova Progressiva, composto pelos produtos Shampoo Limpeza Profunda (lote 030254, validade: 07/2015), Máscara para Blindagem do Efeito Liso (lote 030253, validade: 07/2015) e Emulsão Redutora de Volume (lote 031509, validade: 08/2015). Todos os produtos acima foram fabricados pela empresa Bem Estar Indústria, Comércio e Importação Ltda e obtiveram resultados insatisfatórios no ensaio de rotulagem. O produto Emulsão Redutora de Volume, que também pode ser encontrado isoladamente do Kit, obteve também resultado insatisfatório no ensaio de determinação de pH.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

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