Pesquisa divulgada hoje (24) pelo Ministério da Saúde indica que 33,8% dos brasileiros praticam algum tipo de atividade física regularmente – um aumento de 12,6% nos últimos cinco anos. O estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) aponta ainda que a prática de exercícios em academias foi a que mais cresceu no país, superando o futebol.


Para Ricardo Munir Nahas, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, o fato de os brasileiros estarem praticando mais musculação é uma boa notícia, no entanto, por outro lado, pode ser que eles estejam deixando um esporte que consideram mais prazeroso. “Tem seu lado bom, porque as pessoas começam a quantificar o treinamento, a academia permite isso, que você tenha mais noção do volume semanal de treino que você vai fazer. Por outro lado é ruim que as pessoas deixem seu lazer que é tão enraizado na cultura do brasileiro”, avalia.

De acordo com os dados, o percentual de entrevistados que disseram praticar musculação cresceu 50% entre 2006 e 2013, enquanto o índice dos que jogam bola caiu 28% no mesmo período. A pesquisa mostra que 18,97% dos adultos optam atualmente pelas academias, contra 14,87% que dizem praticar futebol. Para Deborah Malta, diretora de Vigilância e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, isso mostra que as pessoas estão levando mais a sério a prática de atividade física.

Para professores e alunos de academias de Brasília, a procura pelo espaço também se justifica pela comodidade e falta de tempo. "Como o tempo é mais corrido no dia a dia das pessoas, ter várias opções em um mesmo espaço é fundamental. Aqui em 40 ou 45 minutos você completa o trabalho de atividade física do dia. A corrida é contra o tempo", afirma o professor de educação física Altair Araújo, de 49 anos.

Entre os homens, o futebol continua sendo o esporte preferido – 26,75% da população masculina relatou recorrer à prática. Mas, mesmo nesse grupo, o índice caiu: oito anos atrás, mais de 35% diziam jogar bola regularmente. Em segundo lugar, aparecem as caminhadas e a musculação.

Para Denise Duarte, servidora pública de 25 anos, a academia funciona como um complemento às atividades físicas ao ar livre. "Acredito que haja uma conciliação entre as duas atividades. Eu mesma venho à academia durante a semana, mas nos fins de semana eu me exercito na rua, correndo".

Apesar da crescente participação da musculação entre as atividades praticadas no país, a pesquisa revela que a caminhada permanece como o exercício mais frequente entre os brasileiros. Do total de entrevistados que pratica algum tipo de atividade, 33,79% disseram fazer caminhadas. Em 2006, o índice era 10% maior. O público feminino é o mais fiel na prática desse exercício, com 43,98% das que se exercitam adeptas da caminhada, seguido pela musculação e pela ginástica.

“Todas as evidências mostram que os benefícios da atividade física independem do tipo de exercício. O que você tem que ter é regularidade na prática”, defende Déborah. Pelas considerações da Organização Mundial da Saúde (OMS), entende-se como atividade física suficiente no tempo livre a prática de, pelo menos, 150 minutos semanais de exercícios de intensidade leve ou moderada ou de, pelo menos, 75 minutos semanais de atividade física de intensidade vigorosa.

O estudo foi realizado pelo ministério em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e ouviu 53 mil pessoas nas 26 capitais e no Distrito Federal.

A OMS estima que pessoas sedentárias aumentam entre entre 20% e 30% o risco de mortalidade, em especial por doenças crônicas. A atividade física regular reduz o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão, diabetes, câncer de mama e de cólon, além de depressão.

Fonte: Agência Brasil – Paula Laboissière e Aline Leal

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (24) o resultado final do edital SCTIE/MS nº 1/2014 que apoiará projetos na área de plantas medicinais e fitoterápicos. No total foram selecionados 19 projetos sendo 12 deles para a assistência farmacêutica em plantas medicinais e fitoterápicos, 05 para estruturação de Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, no âmbito do SUS, e 02 para o desenvolvimento e registro sanitário de medicamentos fitoterápicos da Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais), por meio de laboratórios públicos.

 

Serão investidos aproximadamente R$7,1 milhões para o desenvolvimento destes 19 projetos que estão ligados às secretarias de saúde municipais e estaduais de todo o país. Os recursos serão transferidos na modalidade fundo-a-fundo e utilizados na aquisição de equipamentos, insumos, contratação de serviços e capacitações. Os projetos serão desenvolvidos no âmbito do SUS de todas as regiões brasileiras.

 

Desde 2012 o Ministério da Saúde lança editais para apoio de projetos na área. Alguns deles, como os APLs de Santarém (PA) e Pato Bragado (PR), já finalizaram e mostram experiências exitosas no uso dos recursos. A seleção que antes só apoiava projetos de APLs foi mais abrangente este ano e passou a incluir projetos de assistência farmacêutica e produção de fitoterápicos por laboratórios públicos. “O Ministério da Saúde observou esta demanda e ampliou a seleção buscando fomentar a cadeia produtiva como um todo, estimulando a produção de fitoterápicos por laboratórios públicos, ajudando no desenvolvimento local e na disponibilização de fitoterápicos eficazes, seguros e de qualidade aos usuários do SUS”, explica o secretário de Ciência e Técnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

 

O resultado do edital foi publicado nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União.
Histórico - Em 2006 foi publicada a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, cujas diretrizes foram detalhadas no Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, de 2008. No Plano Plurianual 2012-2015 do Governo Federal, foi destinado recurso específico para apoio ao uso de plantas medicinais e fitoterápicos no âmbito do SUS. Desde 2012,, e somados aos de 2014, serão 66 projetos apoiados, totalizando investimento superior a 26 milhões de reais.

 

Lista de Secretarias de Saúde municipais e estaduais apoiadas em 2014:

 

U.F.    MUNICÍPIO OU ESTADO    TOTAL

 

AL    Arapiraca    R$ 294.000,00
AL    Alagoas    R$ 933.000,00
CE    Horizonte    R$ 300.000,00
MG    Contagem    R$ 100.000,00
MG    Montes Claros    R$ 211.632,00
MG    São Gotardo    R$ 90.295,28
MG    São Lourenço    R$ 165.000,00
MG    Minas Gerais    R$ 993.511,00
MS    Mundo Novo    R$ 81.500,00
MT    Nobres    R$ 750.784,87
PA    Altamira    R$ 234.364,50
PA    Santarém    R$ 939.531,49
PE    Recife    R$ 430.549,32
PR    Pato Bragado    R$ 100.000,00
RJ    Volta Redonda    R$ 460.779,40
SC    Brusque    R$ 498.025,25
SC    Laurentino    R$ 72.500,00
SP    Campinas    R$ 249.646,58
SP    Sorocaba    R$ 271.682,00
TOTAL    R$ 7.176.801,69
 

 

Fontes: Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Agência Saúde - MS

"Tudo está a ser preparado para começar os testes nos países afetados ainda em dezembro", afirmou a diretora-geral adjunta Marie-Paule Kieny, antecipando que centenas de milhares de doses poderão estar disponíveis "na primeira metade" do próximo ano.

 

As declarações de Marie-Paule foram feitas depois que a agência de saúde das Nações Unidas se reuniu na quinta-feira (23) a portas fechadas com peritos médicos, responsáveis de países afetados pela epidemia, empresas farmacêuticas e organizações financeiras.

 

Neste momento, há duas vacinas experimentais que são as principais candidatas aos testes: uma oriunda do Canadá, outra de uma empresa farmacêutica britânica. Outras cinco estão em estudo.

 

A diretora indicou que o plano inicial é começar pela Libéria e que há discussões para incluir Serra Leoa e Guiné-Conacri nos testes da vacina, que ainda dependem da primeira fase de ensaios clínicos em vários países europeus e africanos, em que se tentará garantir que os produtos são eficazes e seguros.

 

"A vacina não é uma bala mágica [contra o vírus]", alertou Marie-Paule.


Fonte: Agência Brasil

Entender as semelhanças genéticas de diferentes formas de vida pode permitir aos cientistas produzir compostos para novos medicamentos, materiais ecológicos, plantações mais resistentes, além de ar, água e energia mais limpos. Diante deste contexto, comparar os genes de uma variedade de formas de vida é o objetivo do Desvendando Mistérios de Genomas, um novo projeto hospedado no World Community Grid da IBM.

 

Administrado pela Fiocruz e pela University of New South Wales, da Austrália, a iniciativa fará cerca de 20 quatrilhões de comparações de 200 milhões de genes subjacentes a uma grande diversidade de organismos. Esse gigantesco esforço normalmente exigiria que um PC dispendesse 40 mil anos para a realização de cálculos contínuos, mas o poder computacional do World Community Grid reduzirá a tarefa para meses de trabalho.  

 

Criado e gerenciado pela IBM há quase uma década, o World Community Grid fornece a capacidade de processamento ociosa dos computadores e dispositivos móveis de voluntários do mundo todo, durante o período em que os aparelhos não estão sendo utilizados. Esse poder computacional criou um dos mais rápidos supercomputadores virtuais do planeta. O software recebe, completa e retorna pequenas tarefas para os cientistas, acelerando o trabalho em centenas de anos e proporcionando uma capacidade quase ilimitada para trabalhar grande quantidade de dados, sem qualquer custo.      

 

“Somente neste ano, tivemos no Brasil mais 25 adesões de empresas e organizações que juntaram-se ao programa para doar a capacidade de processamento de seus dispositivos quando estão ociosos. Na América do Sul, já alcançamos quase 16 mil organizações parceiras. Atualmente, são cerca de 670 mil voluntários do World Community Grid em todo o mundo. Todos em prol das pesquisas científicas, que usualmente processam volumes cada vez maiores de dados”, conta Alcely Barroso, diretora de Cidadania Corporativa da IBM Brasil. São quase três milhões de computadores e dispositivos móveis utilizados por mais de 670 mil pessoas e 460 instituições de 80 países contribuíram para projetos de poder computacional no World Community Grid ao longo dos últimos dez anos. 

 

O projeto processará sequências de proteína das mais diversas formas de vida, em especial microrganismos, devido à sua onipresença e importância. Eles controlam uma enorme variedade de processos naturais envolvidos com a saúde humana, a produção de alimentos  na agricultura e aquicultura. Além disso, têm sido usados para limpar a água nas estações de tratamento de esgoto e até mesmo ajudar a conter vazamentos de petróleo. Em plantas tropicais exóticas, eles são promessas de fontes eficientes de combustíveis sustentáveis.           

 

De acordo com o coordenador do projeto na Fiocruz, o pesquisador Wim Degrave, a Fundação reunirá dados de referência das proteínas da biodiversidade que foram formatadas para o projeto. E também vai contribuir com dados de metagenômica. “As páginas da internet ficarão visíveis e acessíveis na instituição. E disponibilizaremos um banco de dados com todas as informações”, lembra Degrave.  

 

Os pesquisadores podem apresentar propostas de projetos de pesquisa à IBM para receberem esse recurso sem custo e a companhia convida o público a doar seu poder de computação ocioso para fazer parte desses esforços no worldcommunitygrid. Acesse:
http://www.worldcommunitygrid.org/    

 

Fonte: IBM – Patrícia Ribeiro (reproduzido do site da Agência Fiocruz de Notícias)

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