Duas pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fundação Oswaldo Cruz) resolveram estabelecer um contraponto às notícias que a mídia veicula sobre a epidemia provocada pelo Ebola.

 

O artigo saiu publicado na Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis) e foi escrito pelas pesquisadoras Telma Cardoso e Marli Navarro.

 

Confira o resumo:

"A alta letalidade do vírus ebola não é nenhuma novidade. As epidemias da doença que se verificam em países africanos refletem tragédias periódicas. Outros surtos ocorreram, foram noticiados e posteriormente esquecidos pela mídia, embora o vírus tenha continuado ativo. A manifestação atual do ebola expressa um impacto que é apresentado pela mídia como ameaça à humanidade, contribuindo para propagar na sociedade apreensões e o medo. Cabe, aos especialistas do campo da saúde pública, elaborar informações dirigidas à  sociedade que sejam capazes de dimensionar o risco e as possibilidades do controle do mesmo, sobretudo através dos recursos oferecidos pela pesquisa científica, pela biossegurança e pela articulação global de políticas de saúde."


Leia o artigo na íntegra

Nesta semana, trabalhadores de todo o país que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) têm a oportunidade de apresentar os resultados de suas ações na 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem-sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). O encontro ocorre em Brasília, entre 28 e 31 de outubro, e é um dos maiores eventos realizados pelo Ministério da Saúde. Este ano foram 3,9 mil inscrições. O público da Expoepi vai participar de oficinas e conferir painéis, mostras e debates com convidados nacionais e internacionais.


A Mostra foi criada em 2001 pelo então Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI). Desde 2003 é organizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e é direcionada a equipes de vigilância nos estados e municípios como uma estratégia para qualificar esses profissionais, que atuam em diversas frentes, como controle da malária, dengue, imunização, doenças crônicas não transmissíveis e investigação de surtos. Além de ter como objetivo difundir os serviços de saúde do SUS que se destacaram pelos resultados alcançados em atividades relevantes ao setor, o evento também dá visibilidade às ações de vigilância em saúde. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, participam da abertura nesta terça-feira (28).


“No Brasil temos uma tradição em sediar congressos de saúde coletiva de excelente nível. Porém, a Mostra ocupa outro espaço porque o público prioritário são aqueles que estão na ponta, lidando com problemas do dia a dia dos serviços de saúde. Muitas vezes essas pessoas não têm tempo de publicar pesquisas científicas e as boas práticas se perdem porque não são divulgadas. A Expoepi registra essas experiências de forma compartilhada e rápida, além de ser um momento de reconhecimento e debate”, afirma o secretário da SVS, Jarbas Barbosa, que foi o idealizador do evento. De acordo com o secretário, a Expoepi apresentou um crescimento exponencial. Mais de mil pessoas compareceram logo no terceiro ano da Mostra.


Todos os departamentos da SVS se envolvem para que a Expoepi realmente aconteça. Esses profissionais atuam na logística e elaboração da programação e na seleção das melhores experiências de cada tema. “Quem comparece à Expoepi percebe a qualidade da organização e dos debates. As mesas são de altíssimo nível”, garante Barbosa.


Saúde Brasil - Neste ano, a Secretaria de Vigilância em Saúde publica mais um livro da série “Saúde Brasil” - lançado pela primeira vez em 2004 - e que traz uma análise sobre a situação de saúde dos brasileiros. O lançamento do livro será nesta terça-feira (27) a partir das 16h15 no painel 16 “Saúde Brasil”. No painel serão debatidos os principais resultados contidos nos seus capítulos, relacionados à mortalidade infantil, materna, da mulher e do adulto jovem, entre outros temas.

 

Exposição - Nesta edição da mostra está aberta aos participantes a exposição “Vigilância em saúde no Brasil: resultados, inovações e desafios”. No evento, 22 painéis destacam os principais resultados alcançados e as inovações incorporadas nos anos recentes para aperfeiçoar as ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos no SUS, além dos desafios que se apresentam. Os painéis exibem informações de diversas áreas, como o Programa Nacional de Imunizações (PNI), vigilância de acidentes e violências, modelo de gestão, dengue, tuberculose, entre outras.

 

Reconhecimento – A Mostra representa ainda a única oportunidade no ano para que algumas equipes de vigilância em saúde de municípios pequenos participem de capacitações. “É um reconhecimento muito importante para valorizar nossos recursos humanos na área de vigilância. Mesmo que atuem em locais com características diferentes, vemos que em circunstâncias muito parecidas existe o empenho, o compromisso, a criatividade e a integração com outras áreas”, afirma o secretário. Segundo ele, o evento é útil para motivar, reconhecer e mostrar que mesmo com as dificuldades que todos esses profissionais enfrentam é possível aprimorar sempre as ações de vigilância para que o resultado do trabalho melhore a saúde da população.

 

Premiações – Em 2014, foram enviadas cerca de 800 propostas que foram avaliadas por área temática e modalidade de participação. Modalidade I: para premiação das experiências bem-sucedidas realizadas pelos serviços de saúde do SUS; Modalidade II: direcionada para a premiação de profissionais de saúde que atuam no SUS e desenvolveram trabalhos técnico-científicos, em nível de pós-graduação, que contribuíram para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde, prevenção e controle de doenças e agravos de interesse da Saúde Pública e Modalidade III: para ações desenvolvidas por movimento social que contribuíram para o aprimoramento da vigilância em saúde.

 

As melhores propostas são premiadas desde a 1ª edição da Expoepi. Para este ano, os ganhadores receberão prêmios em dinheiro, recursos que serão transferidos para as secretarias estaduais e municipais por meio do Fundo Nacional de Saúde aos fundos estaduais e municipais. Também receberão prêmios o segundo e terceiro colocados, totalizando um montante de R$ 1,2 milhões em prêmios. Outra novidade é que neste ano a escolha pelos vencedores não será feita por uma comissão de especialistas e sim pela plateia que estiver assistindo à competição. “Muitas vezes a diferença é pequena e as três experiências finalistas são muito positivas, acaba sendo injusto. A escolha não será por uma comissão de especialistas e sim pelo voto popular de quem estiver assistindo a competição”, explica Barbosa.

 

Oficinas – Outra novidade é que nesta segunda-feira (27/10), antes do evento efetivamente começar, os profissionais inscritos na 14ª Expoepi participaram de oficinas sobre temas importantes: dengue; tuberculose; HIV e Aids; como organizar melhor a gestão da vigilância sanitária entre outros.

 

Fonte: Mariana Cordeiro / Comunicação Interna da Agência Saúde - MS

Os primeiros testes de uma vacina experimental contra o vírus ebola devem ter início esta semana na Suíça, divulgou hoje (28) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a entidade, autoridades suíças autorizaram o início dos testes da vacina, desenvolvida pela empresa britânica GlaxoSmithKline (GSK).

 

Os testes, que ocorrerão num hospital em Lausanne, perto de Genebra, vão envolver 120 pessoas. “Esta é a última etapa para fornecer o mais rápido possível vacinas seguras e eficazes contra o ebola”, referiu a agência das Nações Unidas, num comunicado.

 

A vacina experimental da GSK é uma das duas vacinas que a OMS considera particularmente promissora. Os ensaios clínicos já começaram no Mali, no Reino Unido e nos Estados Unidos e em breve, na Suíça e Alemanha. Em dezembro, podem abranger os três países da África Ocidental mais afetados pelo surto da doença – Libéria, Guiné-Conacri e Serra Leoa.

 

Atualmente, não existe tratamento ou vacina homologada para combater o vírus ebola. O atual surto já matou quase 5 mil pessoas entre os 10.141 casos identificados em oito países (Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri, Nigéria, Senegal, Mali, Espanha e Estados Unidos).

 

Fonte: Agência Lusa (Reprodução da Agência Brasil)

Uma das principais causas de cegueira permanente é o glaucoma. A doença faz aumentar a pressão nos vasos sanguíneos que irrigam as células da retina e do nervo ótico, o que pode provocar a perda progressiva da visão, podendo levar à cegueira. Para evitar essas complicações, o coordenador-geral de média e alta complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin, explica que é preciso ficar atento aos sintomas da doença "Existe alguns sinais e sintomas. Você pode ter características como um olho mais avermelhado, dor no olho, diminuição da visão periférica e o aumento da pressão interna, que é o aumento da pressão ocular. Principalmente, o glaucoma, afeta pessoas numa faixa etária acima de 40 anos de idade, pessoas que já tenham uma história na família, ou seja: pais, tios e avós com glaucoma, além disso, pessoas diabéticas e pessoas que usam, por tempo prolongado, os corticoides."

 

O aposentado Celso Rodrigues de Moura recebeu o diagnóstico de glaucoma quando tinha 40 anos de idade. Hoje, aos 65 anos, ele conta como foi o processo de tratamento da doença. "Eu sempre fazia consultas anuais para verificar a miopia, entre as consultas fazia medição geral. E notou que estava aumentando a pressão. Essa pressão nos olhos é que caracteriza o glaucoma. A gente não sente nada no olho. Usei colírios durante muito tempo. Chegou uma hora que fui submetido a uma cirurgia. Quem está chegando aos 25, 30 anos, deve sempre fazer uma consulta no médico pelo menos uma vez por ano."

 

Segundo o coordenador-geral de média e alta complexidade do Ministério da Saúde, JoséEduardo Fogolin, o diagnóstico e o tratamento para combater o glaucoma são oferecidos gratuitamente no SUS "No sistema público de saúde  ofertamos todo o tratamento. Desde o diagnóstico, até o uso de colírios ou alguma cirurgia. O glaucoma, se não for tratado adequadamente, leva à cegueira, aliás, é a principal causa de cegueira irreversível. Então, dessa forma, deve-se controlar periodicamente, porque como é uma doença que muitas vezes não tem sintomas, às vezes você não adere ao tratamento e esse descuido pode ter consequências graves. O importante é procurar o serviço de saúde para que possa ser feita uma avaliação."

 

A melhor maneira de prevenir o glaucoma é consultar um médico oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Sendo uma doença crônica e sem cura, ele pode ser controlado com o uso de medicamentos apropriados.

Fonte: Diane Lourenço/ Agência Saúde

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