Nesta semana, trabalhadores de todo o país que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) têm a oportunidade de apresentar os resultados de suas ações na 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem-sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). O encontro ocorre em Brasília, entre 28 e 31 de outubro, e é um dos maiores eventos realizados pelo Ministério da Saúde. Este ano foram 3,9 mil inscrições. O público da Expoepi vai participar de oficinas e conferir painéis, mostras e debates com convidados nacionais e internacionais.


A Mostra foi criada em 2001 pelo então Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI). Desde 2003 é organizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e é direcionada a equipes de vigilância nos estados e municípios como uma estratégia para qualificar esses profissionais, que atuam em diversas frentes, como controle da malária, dengue, imunização, doenças crônicas não transmissíveis e investigação de surtos. Além de ter como objetivo difundir os serviços de saúde do SUS que se destacaram pelos resultados alcançados em atividades relevantes ao setor, o evento também dá visibilidade às ações de vigilância em saúde. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, participam da abertura nesta terça-feira (28).


“No Brasil temos uma tradição em sediar congressos de saúde coletiva de excelente nível. Porém, a Mostra ocupa outro espaço porque o público prioritário são aqueles que estão na ponta, lidando com problemas do dia a dia dos serviços de saúde. Muitas vezes essas pessoas não têm tempo de publicar pesquisas científicas e as boas práticas se perdem porque não são divulgadas. A Expoepi registra essas experiências de forma compartilhada e rápida, além de ser um momento de reconhecimento e debate”, afirma o secretário da SVS, Jarbas Barbosa, que foi o idealizador do evento. De acordo com o secretário, a Expoepi apresentou um crescimento exponencial. Mais de mil pessoas compareceram logo no terceiro ano da Mostra.


Todos os departamentos da SVS se envolvem para que a Expoepi realmente aconteça. Esses profissionais atuam na logística e elaboração da programação e na seleção das melhores experiências de cada tema. “Quem comparece à Expoepi percebe a qualidade da organização e dos debates. As mesas são de altíssimo nível”, garante Barbosa.


Saúde Brasil - Neste ano, a Secretaria de Vigilância em Saúde publica mais um livro da série “Saúde Brasil” - lançado pela primeira vez em 2004 - e que traz uma análise sobre a situação de saúde dos brasileiros. O lançamento do livro será nesta terça-feira (27) a partir das 16h15 no painel 16 “Saúde Brasil”. No painel serão debatidos os principais resultados contidos nos seus capítulos, relacionados à mortalidade infantil, materna, da mulher e do adulto jovem, entre outros temas.

 

Exposição - Nesta edição da mostra está aberta aos participantes a exposição “Vigilância em saúde no Brasil: resultados, inovações e desafios”. No evento, 22 painéis destacam os principais resultados alcançados e as inovações incorporadas nos anos recentes para aperfeiçoar as ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos no SUS, além dos desafios que se apresentam. Os painéis exibem informações de diversas áreas, como o Programa Nacional de Imunizações (PNI), vigilância de acidentes e violências, modelo de gestão, dengue, tuberculose, entre outras.

 

Reconhecimento – A Mostra representa ainda a única oportunidade no ano para que algumas equipes de vigilância em saúde de municípios pequenos participem de capacitações. “É um reconhecimento muito importante para valorizar nossos recursos humanos na área de vigilância. Mesmo que atuem em locais com características diferentes, vemos que em circunstâncias muito parecidas existe o empenho, o compromisso, a criatividade e a integração com outras áreas”, afirma o secretário. Segundo ele, o evento é útil para motivar, reconhecer e mostrar que mesmo com as dificuldades que todos esses profissionais enfrentam é possível aprimorar sempre as ações de vigilância para que o resultado do trabalho melhore a saúde da população.

 

Premiações – Em 2014, foram enviadas cerca de 800 propostas que foram avaliadas por área temática e modalidade de participação. Modalidade I: para premiação das experiências bem-sucedidas realizadas pelos serviços de saúde do SUS; Modalidade II: direcionada para a premiação de profissionais de saúde que atuam no SUS e desenvolveram trabalhos técnico-científicos, em nível de pós-graduação, que contribuíram para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde, prevenção e controle de doenças e agravos de interesse da Saúde Pública e Modalidade III: para ações desenvolvidas por movimento social que contribuíram para o aprimoramento da vigilância em saúde.

 

As melhores propostas são premiadas desde a 1ª edição da Expoepi. Para este ano, os ganhadores receberão prêmios em dinheiro, recursos que serão transferidos para as secretarias estaduais e municipais por meio do Fundo Nacional de Saúde aos fundos estaduais e municipais. Também receberão prêmios o segundo e terceiro colocados, totalizando um montante de R$ 1,2 milhões em prêmios. Outra novidade é que neste ano a escolha pelos vencedores não será feita por uma comissão de especialistas e sim pela plateia que estiver assistindo à competição. “Muitas vezes a diferença é pequena e as três experiências finalistas são muito positivas, acaba sendo injusto. A escolha não será por uma comissão de especialistas e sim pelo voto popular de quem estiver assistindo a competição”, explica Barbosa.

 

Oficinas – Outra novidade é que nesta segunda-feira (27/10), antes do evento efetivamente começar, os profissionais inscritos na 14ª Expoepi participaram de oficinas sobre temas importantes: dengue; tuberculose; HIV e Aids; como organizar melhor a gestão da vigilância sanitária entre outros.

 

Fonte: Mariana Cordeiro / Comunicação Interna da Agência Saúde - MS

Os primeiros testes de uma vacina experimental contra o vírus ebola devem ter início esta semana na Suíça, divulgou hoje (28) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a entidade, autoridades suíças autorizaram o início dos testes da vacina, desenvolvida pela empresa britânica GlaxoSmithKline (GSK).

 

Os testes, que ocorrerão num hospital em Lausanne, perto de Genebra, vão envolver 120 pessoas. “Esta é a última etapa para fornecer o mais rápido possível vacinas seguras e eficazes contra o ebola”, referiu a agência das Nações Unidas, num comunicado.

 

A vacina experimental da GSK é uma das duas vacinas que a OMS considera particularmente promissora. Os ensaios clínicos já começaram no Mali, no Reino Unido e nos Estados Unidos e em breve, na Suíça e Alemanha. Em dezembro, podem abranger os três países da África Ocidental mais afetados pelo surto da doença – Libéria, Guiné-Conacri e Serra Leoa.

 

Atualmente, não existe tratamento ou vacina homologada para combater o vírus ebola. O atual surto já matou quase 5 mil pessoas entre os 10.141 casos identificados em oito países (Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri, Nigéria, Senegal, Mali, Espanha e Estados Unidos).

 

Fonte: Agência Lusa (Reprodução da Agência Brasil)

Uma das principais causas de cegueira permanente é o glaucoma. A doença faz aumentar a pressão nos vasos sanguíneos que irrigam as células da retina e do nervo ótico, o que pode provocar a perda progressiva da visão, podendo levar à cegueira. Para evitar essas complicações, o coordenador-geral de média e alta complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin, explica que é preciso ficar atento aos sintomas da doença "Existe alguns sinais e sintomas. Você pode ter características como um olho mais avermelhado, dor no olho, diminuição da visão periférica e o aumento da pressão interna, que é o aumento da pressão ocular. Principalmente, o glaucoma, afeta pessoas numa faixa etária acima de 40 anos de idade, pessoas que já tenham uma história na família, ou seja: pais, tios e avós com glaucoma, além disso, pessoas diabéticas e pessoas que usam, por tempo prolongado, os corticoides."

 

O aposentado Celso Rodrigues de Moura recebeu o diagnóstico de glaucoma quando tinha 40 anos de idade. Hoje, aos 65 anos, ele conta como foi o processo de tratamento da doença. "Eu sempre fazia consultas anuais para verificar a miopia, entre as consultas fazia medição geral. E notou que estava aumentando a pressão. Essa pressão nos olhos é que caracteriza o glaucoma. A gente não sente nada no olho. Usei colírios durante muito tempo. Chegou uma hora que fui submetido a uma cirurgia. Quem está chegando aos 25, 30 anos, deve sempre fazer uma consulta no médico pelo menos uma vez por ano."

 

Segundo o coordenador-geral de média e alta complexidade do Ministério da Saúde, JoséEduardo Fogolin, o diagnóstico e o tratamento para combater o glaucoma são oferecidos gratuitamente no SUS "No sistema público de saúde  ofertamos todo o tratamento. Desde o diagnóstico, até o uso de colírios ou alguma cirurgia. O glaucoma, se não for tratado adequadamente, leva à cegueira, aliás, é a principal causa de cegueira irreversível. Então, dessa forma, deve-se controlar periodicamente, porque como é uma doença que muitas vezes não tem sintomas, às vezes você não adere ao tratamento e esse descuido pode ter consequências graves. O importante é procurar o serviço de saúde para que possa ser feita uma avaliação."

 

A melhor maneira de prevenir o glaucoma é consultar um médico oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Sendo uma doença crônica e sem cura, ele pode ser controlado com o uso de medicamentos apropriados.

Fonte: Diane Lourenço/ Agência Saúde

De acordo com o levantamento da Coordenação Geral de Informações e Análise Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade materna por 100.000 pessoas era, no ano de 2011, de 68,8 para mulheres negras e de 50,6 para mulheres brancas. Os homicídios aparecem como segunda causa de morte mais frequente entre a população negra, enquanto na população branca, o indicador aparece como quinta causa de mortalidade mais comum.
Algumas doenças genéticas ou hereditárias são mais comuns da população negra e exigem um acompanhamento diferenciado, como Diabete melito (tipo II), hipertensão arterial, miomas, deficiência de glicose 6 fosfato desidrogenas, além da anemia falciforme, que pode ser encontrada em frequências que variam de 2% a 6% na população brasileira em geral, e de 6% a 10% na população negra.


O Departamento de Apoio a Gestão Participativa (DAGEP), parte integrante da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), atua na implementação de políticas de promoção da equidade para populações em vulnerabilidade. Entre as ações do departamento está a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). São objetivos incluir os temas de racismo como determinante social de saúde e a importância da apropriação desta temática na formação e educação permanente de trabalhadores e do controle social em saúde e cidadãos em geral, além de reverberar o reconhecimento do racismo institucional enquanto determinante social em saúde.


Hoje é comemorado o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra e também é celebrado o Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme. As datas são um estímulo à sensibilização de profissionais de saúde para as demandas específicas da população negra e trazem reflexões sobre o racismo institucional e suas consequências à saúde da população preta e parda.


Doença Falciforme
O Programa Nacional de Triagem Neonatal/PNTN é fundamental para o diagnóstico de doenças falciformes feito em recém-nascidos por meio do teste do pezinho. A partir dos 04 meses de vida pode ser feito o exame de eletroforese de hemoglobina em Unidades de Atenção Básica, para que intercorrências da doença possam ser evitadas com tratamento imediato.


A Associação Baiana das Pessoas com Doenças Falciforme (ABADFAL) com apoio da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doenças Falciformes do Brasil (FENAFAL), coordenada pela senhora Maria Zenó Soares, lançou este ano uma campanha nas redes sociais Intitulada "Eu amo uma pessoa com doença falciforme”. A campanha foi dialogada inicialmente com uma associação da Costa Rica, a FUNDREPA (Fundación para la Investigación y Apoyo a la Persona con Drepanocitosis y otras Hemoglobinopatías), e, partir daí, lançada mundialmente. A campanha está estruturada em quatro idiomas: português, francês, espanhol e inglês. Foram convidas pessoas de associações em diversas partes do mundo, envolvendo 21 países, entre eles Panamá, Brasil, Portugal, Líbano, Alemanha, Costa Rica, Venezuela, Peru, Chile, Guiné Bissau, México e El Salvador. De acordo com a Federação, em 12 dias cerca de 600 fotos já foram publicadas com o mote da campanha.


O antropólogo Altair Lira é pesquisador do Instituto Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), tem uma filha com doença falciforme e participou da idealização da ação. “Envolver a sociedade e as diversas pessoas na causa das pessoas com doença falciforme é estabelecer um elo, uma corrente de solidariedade e de intervenção social unindo pessoas e povos”, conta. Sobre a filha, Altair Lira explica que começou a atuar ativamente para as questões relacionadas com a Doença Falciforme em virtude de sua experiência. “A ela devo tudo que sei e que me traz e me inclui neste universo da causa das pessoas com doença falciforme. E, além disso, ela me abriu o mundo para uma perspectiva de ser um ser solidário, atuante em comunidade. Participar da ABADFAL e da FENAFAL, entidade que congrega 49 associações em 26 Estados, traz uma perspectiva da necessidade de avanços profundos no tratamento das pessoas com doença falciforme. A primeira delas é a perspectiva de tomarmos a questão a sério, definir este cuidado como prioridade, como urgência. Pensarmos na agenda de saúde num comprometimento institucional que possa reduzir a morbimortalidade da doença, ampliando o cuidado e melhorando a qualidade de vida destas pessoas, incluindo no SUS o transplante de medula para a cura, melhorar os serviços de diagnostico e tratamento”, reivindica.

 

De acordo com a Coordenadora da Politica Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme e Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados, Joice Aragão de Jesus, as pessoas com doença falciforme se bem cuidadas têm poucas limitações. “Atualmente os procedimentos para os cuidados em doença falciforme possibilitam que estas pessoas estejam nos espaços de trabalho e estudos e possam usufruir de uma qualidade de vida razoável. Atividades esportivas, exposição ao frio ou calor intenso, cansaço prolongado, estresse, não ingestão adequada de água são situações que devem ser evitadas, pois levam a crises e infecções e várias intercorrências graves com mais facilidade que em outras pessoas que não tem a doença”, explica.

 

Pessoas com doença falciforme apresentam anemia crônica e episódios frequentes de dor severa, decorrentes do processo de vaso oclusão causados pela forma de foice (por isso o nome falciforme) que as hemácias assumem, após liberarem o oxigênio para os tecidos, impedindo que elas circulem adequadamente.

 

Todos os medicamentos que compõem a rotina do tratamento estão normatizados no SUS. Os que integram a farmácia básica são: ácido fólico (de uso contínuo), penicilina oral ou injetável (obrigatoriamente até os cinco anos de idade), antibióticos, analgésicos e antiinflamatórios (nas intercorrências). A hidroxiuréia, os quelantes de ferro, o dopller transcraniano e transfusões sanguíneas integram os medicamentos e procedimentos para atenção especializada.
 

Fonte: Blog da Saúde - Bia Magalhães

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