Na quarta-feira, 29/10, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), única parlamentar farmacêutica na Câmara dos Deputados, fez pronunciamento para registrar a comemoração dos 40 anos da Fenafar. Leia, abaixo, a íntegra da declaração.
 

“A Federação Nacional dos Farmacêuticos tem sido, em seus quarenta anos de existência, uma entidade profundamente comprometida com a defesa dos farmacêuticos, da assistência farmacêutica e da saúde pública no Brasil e parceira das mais avançadas posições  junto ao movimento sindical brasileiro.
 

No aniversário de 40 anos da FENAFAR, eu como única deputada farmacêutica, manifesto orgulho de sua atuação. Reafirmo meu compromisso de manutenção desta vitoriosa parceria, que recentemente produziu a maior vitória da categoria farmacêutica desde a sua regulamentação, a saber, a elevação da farmácia a estabelecimento de saúde e de assistência farmacêutica . Novas lutas virão: pela jornada de 30horas e pelo piso nacional para os farmacêuticos e estaremos juntos.
 

O fazer farmacêutico será cada vez mais reconhecido, à medida que fortaleçamos a cada dia as nossas entidades representativas. Assim sendo, a atuação combativa da FENAFAR, sua intransigência na defesa dos profissionais da farmácia e de suas especialidades, aliada a seu compromisso com a saúde da população brasileira fazem da nossa Federação uma  referência nacional."
 

Alice Portugal
Deputada Federal – PCdoB/BA


Fonte: Imprensa Fenafar

Se você é daquelas pessoas ocupadas que têm dificuldades para controlar o calendário de vacinas dos familiares – e o das crianças é muito importante – a solução pode ficar na sua mão para lembrá-lo inclusive em tempo real. É um aplicativo que você pode baixar no seu smartphone ou tablet.


Criado pelo Ministério da Saúde, esse aplicativo é uma ferramenta que de forma fácil, moderna e ágil possibilita o acompanhamento do calendário de vacinação de crianças e adultos. Estão disponíveis todas as vacinas ofertadas pelo SUS e o usuário poderá cadastrar até 10 carteiras de vacinação.


O aplicativo Vacinação em Dia pode ser acessado no site do Ministério da Saúde, onde os calendários de vacinação também podem ser enviados via e-mail para impressão. Ele tem principalmente a função de lembrete, com notificações sobre as campanhas sazonais de vacinação, Também é possível calcular, a partir da inserção da primeira vacina no calendário, quando o usuário deve comparecer novamente ao posto de vacinação para a próxima imunização, com o envio de um lembrete por mensagem.

O Vacinação em Dia funciona em tablets e smartphones que utilizem sistemas operacionais iOS e Android 2.2 ou superior. O usuário poderá baixar no Google Play e na Apple Store. A ferramenta tem  3,1M de tamanho e já foi baixada entre 5.000 e 10.000 vezes.

Fonte: Blog da Saúde

A Federação Nacional dos Farmacêuticos foi fundada em 25 de outubro de 1974 por profissionais que perceberam a importância de haver uma organização nacional que representasse a categoria nos debates fundamentais para a valorização do farmacêutico e para o avanço do país.
 

São 40 anos de luta pela afirmação da identidade do farmacêutico como profissional de saúde indispensável para promover as ações que envolvem o medicamento – – desde a sua produção até a orientação correta para o usuário sobre o seu uso racional. Essa luta sempre esteve vinculada à concepção da Saúde como direito de todos para a construção de uma país menos desigual, mais soberano e desenvolvido.

 
A Fenafar teve papel decisivo no processo de debate que culminou em conquistas fundamentais para a sociedade brasileira como a constituição do Sistema Único de Saúde e a construção da Política Nacional de Assistência Farmacêutica.

 
Protagonizou ao longo de sua história momentos fundamentais para o avanço democrático nacional, participando ativamente de lutas pelo desenvolvimento nacional com justiça social e soberania.
 

Em 2014, tivemos uma importante conquista para a categoria e vitória para a sociedade com a aprovação de uma bandeira histórica da Fenafar: a aprovação da lei 13.021 que transforma a Farmácia em Estabelecimento de Saúde. Um desafio que deverá, daqui para a frente, uma parte importante dos esforços de toda a categoria para ser efetivado
 

A força da Fenafar e da luta em defesa do profissional farmacêutico está assentada na força dos sindicatos, uma vez que a Fenafar é uma entidade que congrega, atualmente 17 sindicatos de farmacêutico. Somos uma entidade representativa da categoria farmacêutica em nível nacional.
 

Em sua história, a Fenafar fortaleceu as suas instâncias democráticas de participação, realizando 7 Congressos Nacionais, promovendo inúmeras atividades de formação e debate, como os Simpósios Nacionais de Assistência Farmacêutica, Encontros Regionais de Farmacêuticos, estimulando a categoria a participar de outras instâncias, como os conselhos de saúde (municipais, estaduais e o nacional, do qual a Fenafar é membro) e temos tido presença destacada nas Conferências de Saúde.
 

Nesses 40 anos, a Fenafar construiu uma história de lutas, buscando sempre o respeito à categoria e o resgate do importante papel social do farmacêutico na atenção à saúde. No nosso aniversário, parabenizamos todos e todas os profissionais que são os que no dia-a-dia contribuem para fortalecer a nossa categoria.  

 

Fonte: Imprensa Fenafar

REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

30/10/2014  02h00

Um grupo de pesquisadores estava testando uma série de moléculas similares como arma contra o mal de Chagas, doença causada por um parasita e que pode levar à insuficiência cardíaca.


As substâncias não se revelaram muito eficazes para esse fim, mas alguns dos ratos usados no estudo, repararam os cientistas, apresentavam uma potente ereção.


Após estudar melhor o fenômeno, a equipe da Unifran (Universidade de Franca, no interior paulista) acabou mostrando que uma das substâncias, a (-)-cubebina –pronuncia-se "menos cubebina"– tinha potencial para ser usada como medicamento contra a disfunção erétil em seres humanos, inclusive com vantagens em relação a fármacos que estão no mercado hoje, como o Viagra (citrato de sildenafila).

 

A equipe obteve recentemente a patente do uso da molécula para esse fim nos Estados Unidos e está negociando testes mais detalhados dela com representantes da indústria farmacêutica, afirma o coordenador do estudo, o farmacêutico Márcio Luís Andrade e Silva.


"Esperamos fechar isso o mais rápido possível. Podemos ter excelentes notícias em breve, mas a negociação ainda é confidencial", diz ele.

 

TEMPERO DO ORIENTE

A molécula, como indica seu nome, foi obtida a partir da cubeba ou pimenta-de-java (Piper cubeba), nativa da Indonésia, tradicionalmente usada como condimento ou para fins medicinais.

 

Segundo Andrade e Silva, a equipe passou a fazer modificações na estrutura molecular dos derivados da cubeba, testando essas substâncias também contra doenças como esquistossomose ou como anti-inflamatório.

 

Após verificar o curioso efeito nos ratos, a equipe passou a fazer exames mais detalhados do fenômeno, inclusive analisando o que acontecia com o corpo cavernoso do pênis dos animais –a parte do órgão que, ao receber maior irrigação sanguínea, é a principal responsável por mantê-lo ereto.

"Comparamos a ação da (-)-cubebina com a do princípio ativo do Viagra e verificamos que ela é 50% mais potente", diz o farmacêutico da Unifran. Trocando em miúdos, a molécula derivada da planta enche o pênis com sangue de modo mais eficiente, deixando-o mais túrgido ("cheio"), como dizem os especialistas.

 

Essas análises mais detalhadas também mostraram que a substância atua inibindo uma enzima (molécula que acelera reações bioquímicas), a fosfodiesterase-5, que mantém o pênis em seu estado flácido. Essa enzima também é o alvo de remédios contra disfunção erétil existentes hoje.

 

Andrade e Silva afirma que a maior potência da molécula não necessariamente indica que seu efeito seria mais doloroso ou difícil de reverter. "Tudo isso é uma questão de formulação e dosagem, algo que podemos ajustar conforme os estudos avançam", pondera.


Para que a substância se torne a base de um novo produto, serão necessários mais testes em animais e ao menos três baterias diferentes de ensaios clínicos com pacientes humanos, o que deve exigir vários anos de estudos.

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