A Anvisa aprovou, nesta segunda-feira (3/11), o registro de uma nova vacina influenza ainda inédita no País, a vacina influenza tetravalente (fragmentada, inativada). Com isso, pacientes e médicos terão uma nova opção de prevenção contra a gripe a partir do momento que a vacina chegar ao mercado.

 

 

As atuais vacinas influenza registradas na Anvisa e utilizadas na vacinação contra a gripe no Brasil são trivalentes, ou seja, imunizam contra três cepas de vírus influenza: dois tipos de cepa A e um tipo de cepa B. Já a vacina tetravalente (fragmentada, inativada) é composta por dois tipos de cepas do vírus influenza B, adicionalmente às cepas influenza A.

 

 

A composição da vacina é recomendada anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com base nas informações recebidas de todo o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes. Dessa forma, a cada ano, a vacina da gripe é modificada no intuito de proteger contra os tipos mais comuns de vírus naquela época.

 

 

A vacina influenza tetravalente (fragmentada, inativada) é indicada para imunização ativa de adultos e crianças acima de 3 anos.

 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

O governo brasileiro garantiu, em nota, que não haverá desabastecimento do medicamento hidroxiureia, utilizado para o tratamento de pacientes com doença falciforme. O laboratório, responsável pela fabricação do remédio, liberou um comunicado aos hemocentros do país alertando para a interrupção temporária da produção devido à falta do princípio ativo.


A hidroxiureia é usada no Brasil para o tratamento de doença falciforme desde 2002. O medicamento reduz e até elimina as crises de dor e infecções, frequentes na vida das pessoas que tem a doença. Por ano, o Ministério da Saúde subsidia 3,5 milhões de comprimidos do medicamento usado por 15 mil pessoas no país.


Segundo Maria Zenó Soares da Silva, que sofre com a doença, o alerta feito pelo laboratório provocou a reação imediata de pacientes que se tratam em hemocentros. “O sofrimento das pessoas que têm a doença vai voltar [se faltar o remédio]. Eu tomo [hidroxiureia] há 15 anos e tenho vida depois de começar a tomar. Antes, eu vivia internação atrás de internação”, explicou Maria, que é integrante da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doenças Falciformes (Fenafal).


A anemia falciforme é uma doença hereditária que provoca uma alteração genética na hemoglobina, proteína que dá a coloração avermelhada ao sangue e ajuda no transporte do oxigênio pelo sistema circulatório. A deformação que provoca nas hemácias – glóbulos vermelhos do sangue – dificultam a circulação do sangue e provocam intensas crises de dor, que, segundo os médicos, pode resultar na internação do paciente e causar infartos ou lesões de órgãos.


O remédio também pode ser usado para o tratamento de leucemia, melanoma e câncer de colo uterino. De acordo com o comunicado do laboratório, a produção do medicamento está comprometida por falta do princípio ativo e só será retomada a partir do próximo ano, o que significa mais tempo para que o remédio volte a ser comercializado. O levantamento feito pelo governo mostrou que os hemocentros estão com estoques no limite. No Hemorio, a quantidade de medicamento disponível só atende a demanda até o final de novembro.

“A hidroxiureia é um medicamento estratégico para a doença”, explicou Joice Aragão de Jesus, coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde. Durante uma audiência pública sobre os desafios relacionados à doença falciforme, na semana passada, Joice disse que o governo já estava ciente do comunicado e estudava alternativas para impedir o desabastecimento. “É um remédio básico para os tempos de crise e isso é preconizado mundialmente. O laboratório informou que até dezembro não tem o princípio ativo”, completou.

No debate, Joice Aragão elencou os avanços na área de saúde para o tratamento da doença e lembrou que hoje, 40 mil pessoas estão em tratamento nos hemocentros. Este ano, 130 brasileiros morreram em função da doença falciforme que atinge principalmente a população negra (95% dos doentes).

Entre as melhorias no tratamento, a coordenadora da área elencou a distribuição de medicamentos, como a penicilina, em fórmula líquida para crianças, e afirmou que o governo trabalha agora para informatizar os dados usando informações de todas as unidades de saúde, incluindo as unidades neonatal.

Carmen Cunha Mello Rodrigues, enfermeira do Centro Infantil Boldrini, hospital de Campinas que é referência no tratamento de câncer e de doenças do sangue, reconheceu que esses avanços contribuíram para reduzir problemas como a morte de crianças que só eram diagnosticadas tardiamente. Ela citou como exemplo o programa de triagem neonatal – feito em recém-nascidos pelo teste do pezinho.

Por outro lado, Carmem ressaltou que, nos atendimentos que acompanha, fica clara a falta de preparo de profissionais de unidades de atendimento à saúde. “Com certeza menos crianças estão morrendo antes dos 5 anos, mas será que estamos de fato mudando a história? A maioria das pessoas com a doença [falciforme] continua na espera em corredores das emergências e, frequentemente, são atendidas por profissionais que sabem muito menos do que elas [sobre a doença]”, disse.

Para a enfermeira, os currículos das faculdades de medicina precisam ser reformulados. “Hoje, você tem duas horas de aula sobre doenças hematológicas. Eu fui aprender algo sobre doença falciforme na prática”, disse. Carmem Rodrigues ainda alertou para os problemas sociais enfrentados por esta população, lembrando que muitos pais acabam perdendo emprego para acompanhar os filhos doentes em diversas internações, “que muitas vezes podem ocorrer mais de uma vez por mês”, e afeta ainda a frequência escolar das crianças.

Ela reiterou a necessidade de uma mudança de postura, por parte dos médicos, no tratamento a pessoas com doença falciforme. Uma das maiores críticas feitas durante o debate foi ao atendimento feito por esses profissionais que, muitas vezes, não acreditam no relato de dor e acusam os doentes de serem “viciados em morfina”, medicamento usado desde os primeiros anos de vida para aliviar as crises.

Fonte:  Agência Brasil - Carolina Gonçalves

O câncer de próstata é a doença mais frequente no sexo masculino, perdendo, apenas, para o câncer de pele não-melanoma. Estatísticas apontam que a cada seis homens, um é portador da doença. Quase 50% dos brasileiros nunca foram ao urologista e, até o fim de 2014, a projeção é que 12 mil morrerão vítimas da doença, em função da descoberta em estágio avançado.

 

Os dados foram divulgados pelo Instituto Lado a Lado pela Vida e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com o intuito de conscientizar a população masculina sobre a doença e diminuir a taxa de mortalidade. O SBU promove a campanha Novembro Azul, uma iniciativa que já faz parte do calendário nacional das campanhas de prevenção no Brasil. O objetivo é combater a doença e, principalmente, motivar os homens a fazer exames preventivos. A forma mais eficiente de diagnóstico ainda é o exame de toque retal.

 

A próstata é uma glândula do aparelho reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, de forma e tamanho semelhantes a uma castanha. Ela está localizada abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma. O câncer de próstata é mais incidente que o câncer de mama, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A estimativa, entre 2012 e 2013, apontou 60.180 novos casos de câncer de próstata e 52.680 de mama. De acordo com especialistas, o preconceito com o exame de toque retal ainda é forte no Brasil. Apenas 32% dos homens brasileiros declararam já ter feito o exame.

 

Na capital fluminense, vias expressas e monumentos fazem parte da campanha. Segundo a concessionária que administra a via expressa Linha Amarela, os colaboradores trabalharão com uma fita azul no atendimento aos usuários. Além disso, a concessionária pede que as pessoas trabalhem de azul em um dia do mês. Os corredores e computadores serão enfeitados com o tema da campanha, além da inclusão de um pop-up no site oficial da empresa.

 

No dia em que se comemora o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata – 17 de novembro -, o Cristo Redentor será iluminado de azul em apoio ao Novembro Azul. De acordo com a presidenta do Instituto Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, a campanha é referência na missão de orientar a população masculina a cuidar melhor da saúde e procurar o médico com mais frequência.

 

"Os homens são mais resistentes à ideia de ir regularmente ao médico e, por isso, acabam descobrindo a doença em estágio já avançado", destaca Marlene Oliveira.
O público-alvo da campanha Novembro Azul são homens a partir de 40 anos e grupos que participam do processo de prevenção e cuidados, como familiares e parceiros. Mais informações estão no endereço eletrônico www.novembroazul.com.br.

Fonte: Agência Brasil

A Anvisa determinou, nesta segunda-feira (03/11), a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote AIIM/16 do medicamento Torisel 25 mg/ml (Tensirolimo) que contém diluente do lote AHZW/1N. A empresa fabricante, Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda, comunicou o recolhimento voluntário do lote após receber queixas relatando a presença de cristais no diluente do medicamento citado. O lote possui validade até junho de 2016.

 

Também foi determinada a suspensão dos lotes 924040 e 924423 do medicamento Yervoy (Ipilimumabe)200 mg/40 ml, solução injetável, fabricado por Bristol-Myers Squibb Farmacêutica S.A. O fabricante comunicou recolhimento voluntário dos lotes, como medida de precaução, após receber reclamações referentes a rachaduras em frascos do lote citado. Tais rachaduras podem comprometer a esterilidade do produto e/ou a introdução de pequenas partículas de vidro no interior do frasco.

 

Foi interditado cautelarmente, pelo prazo de 90 dias, o lote 002 do saneante Desinfetante para uso geral – Eucalipto, marca Candura, 2l, fabricado por Iplasa Indústria e Comércio de Produtos Domissanitários. O lote apresentou resultado insatisfatório no ensaio de teor de tensoativo catiônico e determinação de pH.

 

Também foi determinada a interdição cautelar do lote 1574 do cosmético Hygipart Gel Antisséptico (Gel Alcoólico Antisséptico), frasco de 600 mL/440g. O lote foi fabricado pela empresa Kelldrin Industrial Ltda em 01/2014 e possui validade até 01/2016. A medida é por causa do resultado insatisfatório no ensaio de teor de álcool etílico.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

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