Congresso Brasileiro de Educação Farmacêutica (Cobef) reunirá entre os dias 10 e 12 de junho professores, estudantes, farmacêuticos, órgãos de classe, sindicatos, associações profissionais e sociedades científicas para discutir os desafios da educação farmacêutica.

 

O evento é organizado pela Associação Brasileira de Educação Farmacêutica (Abef) e pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). Para os organizadores do evento, é fundamental, neste momento, “reavaliar e rediscutir as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para o curso de graduação em Farmácia, frente às transformações sociais, econômicas, políticas, culturais e as legislações em vigor. Dentro desse diálogo também cabem outras preocupações como: a definição de um eixo orientador para a formação profissional, a interdisciplinaridade, a integração ensino-serviço-comunidade, a integralidade na atenção à saúde do individuo e da coletividade, o trabalho em equipe e o uso de métodos ativos de apropriação do conhecimento, sem perder de vista o desenvolvimento tecnológico”.

 

Para o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos a realização do Cobef é mais do que bem-vinda e contribuirá para fortalecer a elaboração em torno dos novos desafios profissionais que se apresentam para a categoria diante da aprovação da Lei 13.021 e do crescente desenvolvimento de uma Política Nacional de Assistência Farmacêutica que vem inserindo o farmacêutico de forma mais contundente nos serviços do Sistema Único de Saúde.

 

As atuais Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Farmácia estão em vigor há 12 anos. De lá para cá, emergiu um novo cenário nas ciências farmacêuticas e na profissão, fruto do desenvolvimento tecnológico, do empoderamento da população e da reorganização dos serviços de saúde que pedem a formação de um profissional que seja capaz de identificar estas mudanças, adaptar-se e ser também impulsionador de avanços.

 

Para mais informações sobre o evento e para realizar a sua inscrição acessa a página do Congresso Brasileiro de Educação Farmacêutica.

 

Da redação com informações do Cobef

  

Várias organizações no Brasil e internacionais têm desenvolvido ações pela quebra e/ou pela rejeição da patente do sofosbuvir, medicamento para hepatite C do laboratório Gilead e cujos preços praticados têm impedido o acesso de milhões de pessoas ao tratamento da doença.

 

O Sovaldi, quando usado com outra droga, pode curar a maioria dos casos de hepatite C em 12 semanas com poucos efeitos colaterais, o que tem feito crescer a demanda pelo remédio ao redor do mundo. Globalmente, cerca de 150 milhões de pessoas têm hepatite C, que destrói gradualmente o fígado.

 

Nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, ativistas irão se concentrar em frente ao escritório da Coordenação de Propriedade Intelectual – COOPI da ANVISA para fazer uma ação pela rejeição da patente do sofosbuvir. Isso porque a COOPI está  analisando o pedido de patente para o medicamento. Se este pedido for concedido, vai permitir que a empresa Gilead continue cobrando o preço de U$7500 (por 12 semanas de tratamento) no Brasil.

 

Se o pedido for negado, vai permitir que exista concorrência e redução de preço. Essa redução será essencial para que o medicamento chegue a todos que precisam. O Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (GTPI-Rebrip), coletivo de organizações da sociedade civil que defende a ampliação do acesso a medicamentos, apresentou argumentos técnicos que provam que essa patente deve ser rejeitada. Agora é preciso que esses argumentos sejam considerados e que a ANVISA diga “não” para esta patente que pode bloquear o acesso de milhares de pessoas ao tratamento.

 

Marcela Vieira, advogada envolvida na ação de quebra de patente no Brasil, disse que o governo propõe tratar apenas os pacientes cujos fígados já mostrem sinais de danos. Segundo ela, se o preço do tratamento fosse menor do que os US$ 7.500 propostos pela Gilead, o governo poderia cuidar também de casos menos avançados da doença.

 

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A advogada, coordenadora do GTPI/Rebrip (Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos), disse que com mais de US$ 16 bilhões em vendas desde o lançamento do Sovaldi, no final de 2013, a Gilead "já recuperou muito mais do que gastou" em pesquisa e desenvolvimento da droga.

 

Na ação desta sexta-feira haverá distribuição de panfletos para os pedestres alertando sobre como a cura da hepatite C está sendo colocada fora do alcance das pessoas por conta das estratégias abusivas de patente e preço da empresa multinacional Gilead. Será levado para o local uma caixa gigante do medicamento sofosbuvir e as pessoas poderão apoiar à ação carimbando a caixa com a Frase: “Livre de Patentes”.

 

Ações internacionais

 

Em outros países, também estão ocorrendo ações pela quebra de patente. A Initiative for Medicines, Access and Knowledge (iniciativa para acesso e conhecimento de medicamentos, em português), grupo jurídico de Nova York, vai realizar ações na Argentina, na China, na Rússia, na Ucrânia e também no Brasil. Em todos esses países, exceto na China, a organização tem o apoio de grupos de advocacia locais especializados em patentes.

 

As ações indicam que a controvérsia em torno do Sovaldi está se espalhando a partir dos Estados Unidos para países com renda média. Nos Estados Unidos, o custo de US$ 84 mil (cerca de R$ 254 mil) para um ciclo de tratamento fez o Medicaid – programa público de saúde norte-americano para pessoas de baixa renda– ter que esticar seu orçamento.

 

A Gilead liberou para 11 fabricantes de medicamentos genéricos na Índia a produção de sofosbuvir, como o Sovaldi é conhecido genericamente, para venda em 91 países em desenvolvimento. Mas esse grupo não inclui países de renda média como Argentina, Brasil, China e Ucrânia, nem a Rússia, que é considerada um país de rendimentos elevados de acordo com os padrões do Banco Mundial.

 

A I-MAK, como a organização de Nova York é conhecida, estima que seriam necessários US$ 270 bilhões para tratar as 40 milhões de pessoas com hepatite C nestes cinco países, levando em conta que a Gilead cobre na maioria dos outros países os mesmos US$ 7.500 por tratamento que está propondo no Brasil.

 

"O que isso significa, de maneira simples, é que pessoas que precisam da droga não estão tendo acesso a ela ou não terão no curto prazo", disse Priti Radhakrishnan, fundador e diretor do I-MAK. "Se não houvesse patentes, a versão genérica vendida por cerca de US$ 1.000 na Índia poderia estar à venda nos outros países também."

 

Ações para quebra da patente já ocorrem em outros lugares. Em janeiro, o escritório de patentes da Índia negou a patente do sofosbuvir após uma ação iniciada pela I-MAK e advogados locais. Uma disputa judicial também foi iniciada em fevereiro na Europa pela ONG francesa Médicos do Mundo (Médecins du Monde).

 

Representantes da I-MAK disseram que seria muito dispendioso para eles tentar quebrar as patentes da Gilead nos EUA. Eles afirmam, no entanto, sem citar nomes, terem sido contatados por outras pessoas interessadas na ação.

 

"Entendemos que as ações contra nossa propriedade intelectual são uma consequência inevitável do esforço de implementar um acesso global a produtos tão revolucionários", disse Alton. A Gilead também enfrentou ações contra suas patentes de drogas contra o HIV, algumas abertas pelos mesmos grupos que agora tentam quebrar suas patentes no caso da hepatite C.

 

As patentes ainda não foram concedidas no Brasil, na Argentina e na Ucrânia, onde os grupos tentarão evitar que isso ocorra. 

 

Da redação com Folha de S.Paulo e Agências
Publicado em 22/05/2015

Capacitação em Assistência Farmacêutica para Profissionais do Sistema Único De Saúde (SUS) - Com o Uso da Simulação Realística 

 

 

 

CONVITE

 

O Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE/MS), por meio deste CONVITE, apresenta as Normas Gerais para o processo de inscrição de candidatos à CAPACITAÇÃO EM ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA PARA PROFISSIONAIS DO SUS - COM O USO DA SIMULAÇÃO REALÍSTICA em 2015.

 

O curso é ofertado na modalidade EAD e presencial, em parceria com o Centro de Simulação Realística do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, com apoio da Associação Brasileira de Educação Farmacêutica – ABEF e Sociedade Brasileira da Farmácia Hospitalar - SBRAFH, realizado no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), conforme segue: 

 

1. Objetivos

 

Os objetivos da capacitação são fornecer subsídios para o gerenciamento do sistema e dos processos de administração de fármacos aos pacientes, bem como para a análise dos processos de qualidade e segurança na administração de fármacos aos pacientes, em ambiente hospitalar. A capacitação empregará a “Simulação Realística”, uma metodologia de treinamento inovadora, que, por meio de cenários de vivências práticas, replica experiências da vida real e favorece um ambiente participativo e de interatividade.

 


2. Carga Horária

 

A carga horária será de 16 horas, sendo 08 horas em formato de Ensino a Distância (EAD) e 08 horas de simulação realística integralizada em um dia de atividade presencial no Centro de Simulação Realística do Hospital Albert Einstein.

 


3. Público Alvo

 

Farmacêuticos de hospitais públicos e filantrópicos, serviços de urgência e emergência públicos e filantrópicos, serviços de oncologia públicos e filantrópicos e serviços de atenção psicossocial públicos e filantrópicos, e farmacêuticos-docentes de instituições públicas de ensino superior.

 


4. Distribuição das vagas

 

Em 2015 serão ofertadas 520 vagas, em 13 edições, com 40 (quarenta) farmacêuticos em cada edição.

 

5. Inscrição

 

5.1 Período: 
O período de inscrição será de 19 de maio a 07 de junho de 2015. 
5.2 Procedimentos: 
Cada candidato deverá efetivar a sua inscrição via internet, no período informado no item 5.1, por meio do preenchimento da Ficha de Inscrição (online) 
Clique aqui, e deverá anexar cópia digitalizada dos documentos citados no item 5.3.
5.3 Documentação exigida: 
a) Carteira de identidade e CPF; 
b) Diploma de graduação (frente e verso); 
c) Declaração de ciência, concordância e liberação para a participação do(a) candidato(a) na capacitação, assinada pelo dirigente da Instituição/Unidade Acadêmica/ Órgão, 
modelo clique aqui
d) Currículo resumido em, no máximo, duas páginas, especificando área de atuação, dentro da sua instituição.

 

6. Seleção

 

Os critérios de seleção serão: 
a) Análise da ficha de inscrição
b) Comprovação dos documentos solicitados no item 5.3; 
c) Ordem de inscrição.

 

7. Resultados da seleção

 

O DAF/SCTIE/MS responsabilizar-se-á pela seleção e comunicação aos candidatos sobre o status da inscrição (atendida ou não), via site www.saude.gov.br/medicamentos e e-mail.

 

8. Local de realização e Cronograma

 

A capacitação ocorrerá no Centro de Simulação Realística do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, na cidade de São Paulo. As datas das edições do curso serão divulgadas oportunamente. Caso o profissional seja selecionado para datas em que a sua participação não seja possível, este será remanejado para outra edição.

 

9. Disposições Gerais

 

9.1 É de inteira responsabilidade do(a) candidato(a) manter os seus dados cadastrais atualizados. 
9.2 Os casos omissos e as situações não previstas serão resolvidos pela Comissão Técnica, composta por representantes do DAF/SCTIE/MS. 
9.3 Para os participantes provenientes do Estado de SP receberão o voucher com dados sobre passagem e hospedagem se a distância da cidade de origem para a capital for de 300 km. Para os participantes provenientes da cidade de São Paulo não haverá a cobertura das despesas de transporte e hospedagem.
9.4 Para os participantes provenientes de outras localidades, haverá a cobertura do transporte aéreo, hospedagem, alimentação no curso e traslados do hotel até o local do evento e do local do evento ao aeroporto. 
9.5 Todos os participantes terão disponibilidade de alimentação no curso.
9.6 Será emitido o certificado de participação com 75% de presença da carga horária do curso EAD e 75% de presença da carga horária do curso presencial. 
9.7 Somente os participantes que finalizarem a etapa EAD estarão habilitados para participação na etapa presencial de simulação realística.

 

9.8 Após o recebimento da confirmação da passagem aérea e da hospedagem, caso sejam feitas alterações, as diferenças de valores serão de responsabilidade dos candidatos. 

 

9.9 Após o recebimento da confirmação da passagem aérea e da hospedagem, caso o profissional cancele a sua participação, deverá encaminhar justificava para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. . Este poderá ser remanejado para outra edição do curso, mas, neste caso, os custos de transporte aéreo, hospedagem, e traslados serão de responsabilidade do candidato ou da entidade que pertence.

 


10. Informações

 

Informações adicionais sobre o curso por meio do correio eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .

 

 

 

Acesse o edital: 

 

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/maio/20/Edital---capacita----o-AF-2015.pdf


Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/sctie/daf/index.php?option=com_content&view=article&id=17784&catid=1052&Itemid=250

Na sexta-feira (15), o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) realizou a primeira reunião de negociação coletiva com o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde de Minas Gerais (Sindhomg). 
 
A categoria reivindicou na Assembleia de Farmácia Hospitalar realizada no dia 28/04, a fixação de um “Piso Salarial” para os Farmacêuticos Hospitalares, além de adicional para o RT, gratificação de função, adicional por tempo de serviço...
 
Nesta primeira rodada de negociação, o Sindicato patronal, Sindhomg, mais uma vez se negou a estabelecer “Piso Salarial” para o setor e ofereceu um reajuste salarial de 7,0%  índice bem abaixo da inflação acumulada no período.
 
A Diretoria do Sinfarmig recusou a proposta oferecida pelo sindicato patronal e reivindicou avanços na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de Farmácia Hospitalar 
 
Patronal insiste na intransigência  
 
Segundo a diretora do Sinfarmig, Júnia Lelis, ampliar avanços nas negociações com o Sindhomg vem exigindo determinação e paciência dos farmacêuticos hospitalares e da diretoria do Sinfarmig visto que a diretoria do patronal  mais uma vez não compareceu à reunião. “A tática é a de se fazerem representar por seu advogado que cumpre o papel de transmissor das decisões da diretoria e limita-se a apresentar contrapropostas medíocres e sempre abaixo dos valores de correção da inflação do período”, explica.
 
 
Novas atribuições impostas pela legislação
 
A realidade do trabalho para os farmacêuticos hospitalares vem mudando radicalmente a partir das novas atribuições impostas pela legislação. A presença do farmacêutico é cada vez mais expressiva e determinante e vem qualificando os serviços prestados nos hospitais. Isso deve estar claro para os patrões, mas antes tem que ser uma bandeira que cada um de nós carrega para si mesmo. Vamos acreditar mais e iremos mais longe pelo justo reconhecimento de nosso trabalho!      
 
 
Reiteramos que estamos em plena campanha salarial de Farmácia Hospitalar e conclamamos toda a categoria a participar conosco das reuniões de negociação coletiva
 
Reforçamos o convite para que os colegas farmacêuticos compareçam e fortaleçam a luta. A  participação de cada um é fundamental para avançarmos e garantirmos nossos direitos. Juntos somos mais fortes! 
 
 
Todas as informações relativas às negociações são divulgadas no site do Sinfarmig www.sinfarmig.org.br

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