Há cerca de duas décadas, as estatinas surgiam como medicamentos que mudariam o combate aos altos níveis de colesterol presentes no sangue. Substâncias que agem na raiz do colesterol, as estatinas inibem a produção da enzima responsável pela sua síntese, prevenindo doenças como o infarto e derrame cerebral, entre outras. Ao longo dos anos as substâncias evoluíram, apresentando poucos efeitos colaterais e sendo facilmente comercializadas no mercado brasileiro.

 

Entusiasmados com o potencial das estatinas, cientistas passaram a investigar a possibilidade de utilizá-las no tratamento de outras doenças. Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desenvolveram estudos a fim de verificar a eficácia das estatinas na redução dos danos neurológicos de pacientes que tiveram sepse e na potencialização do medicamento utilizado atualmente no tratamento de pacientes com hanseníase e tuberculose. Confira as reportagens:

 

Esperança para pacientes de sepse

A sepse é um processo de resposta inflamatória generalizada associada a uma infecção (de origem bacteriana, viral ou parasitária) que causa danos em múltiplos órgãos, podendo levar o paciente à morte. Danos neurológicos vêm sendo observados nos pacientes que sobrevivem à sepse, com sintomas que podem incluir delírios, déficit de atenção e problemas de memória, acarretando limitações que podem ser irreversíveis. Com o objetivo de investigar uma estratégia que minimize o problema, pesquisadores do IOC/Fiocruz comprovaram que substâncias já conhecidas dos médicos podem ser eficazes: as estatinas, comumente usadas no controle do colesterol. Em testes com camundongos, foi verificado que o medicamento produz efeitos protetores, reduzindo os danos neurológicos na situação de sepse.

 

Por ser considerada a principal causa de mortalidade em Unidades de Terapia Intensiva, muitas pessoas acreditam que a infecção causadora da sepse ocorre exclusivamente em ambiente hospitalar. O biomédico Pedro Celso Braga Alexandre, que elaborou o estudo durante o doutoramento no Programa de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular do IOC, esclarece que este é um mito comum. “Infecções comunitárias que uma pessoa adquira, também podem ocasionar o quadro de sepse”, alerta o especialista. Continue a leitura sobre esse estudo aqui.

 

Aliadas no tratamento da hanseníase e tuberculose

 

Algumas das doenças mais antigas da história, a hanseníase e a tuberculose permanecem como uma preocupação para a saúde pública brasileira. Nos últimos anos, a resistência aos medicamentos vigentes tem chamado a atenção de cientistas. Em busca de alternativas que colaborem para resolver esta questão, pesquisadores do IOC/Fiocruz comprovaram que as estatinas, substâncias amplamente usadas para o controle das taxas de colesterol, são capazes de potencializar a ação da rifampicina, principal antibiótico utilizado atualmente no tratamento destas enfermidades.

 

A hanseníase e a tuberculose são doenças infecciosas provocadas pelos microorganismos Mycobacterium leprae e Mycobacterium tuberculosis, respectivamente. O tratamento é realizado de forma padronizada por meio da combinação de drogas, entre elas a rifampicina. Coordenador do estudo e pesquisador do Laboratório de Microbiologia Celular do IOC, Flávio Alves Lara, afirma que a resistência crescente aos medicamentos durante os últimos anos é um fator de preocupação. "Para as duas doenças o tratamento atual é tido como eficaz. Apesar disso, o que temos observado é que, após alguns anos, esses pacientes retornam ao centro médico", afirma.

 

De acordo com o microbiologista, por conta do mecanismo de resistência aos antibióticos, algumas bactérias podem sobreviver ao tratamento e, com o tempo, os pacientes voltam a apresentar sintomas das doenças. Essa resistência pode ocorrer de duas formas: os microorganismos podem, por meio de mutações, alterar o sítio alvo da droga ou se esconder dela, através do acúmulo de moléculas gordurosas (como colesterol) na parede celular, formando uma barreira que impede o acesso do medicamento à célula. É neste ponto que o colesterol entra como uma peça-chave.

 

Leia mais sobre o assunto aqui

 

Fonte: Assessoria de Comunicação IOC

Está suspenso no país o produto CASTANHA DA ÍNDIA INDIANA fabricado pela empresa Wanerva do Brasil Ltda. O produto não possui registro no país e o fabricante não tem autorização de funcionamento no país.

A suspensão engloba a fabricação, distribuição, divulgação, comercialização de todos os demais produtos fabricados pela empresa. Também foi determinada a apreensão e inutilização de todas as unidades do item citado.

A medida está na Resolução n°1.822, publicada nesta sexta-feira (26/06) no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: Imprensa Anvisa

O Edital para a vaga na Gerência-Geral de Inspeção da Anvisa está sendo disponibilizado no Portal do Servidor, que pode ser acessado por meio do endereço www.servidor.gov.br.

 

A seleção a vaga na Gerência-Geral de Inspeção Sanitária (GGINP) será composta pelas etapas de análise curricular, seguida da entrevista – para a qual será exigida a apresentação de um texto.

 

Para se inscrever, os candidatos a vaga de gerente-geral  deverão  preencher formulário eletrônico disponível no link.

 

O prazo para efetuar a inscrição no processo seletivo para a vaga na Gerência-Geral de Inspeção Sanitária (GGINP) vai até o próximo dia 2 de julho.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Os sintomas: tristeza por períodos longos, choro frequente, irritabilidade, autocrítica em excesso


"Quase todos os dias eu me sentia horrível. Quase todos os dias sentia o peso insuportável da vida. Tudo era difícil. Tudo era obstáculo. Até meus passatempos, antes preferidos e divertidos, não mais me trazem qualquer prazer. Sempre ansioso, sempre à beira da explosão. Me odiava e odiava tudo e todos que estavam ao meu redor. Parece que perdi a esperança.”

Assim se descreveu um adolescente a um médico amigo meu. Em conversas sobre os jovens e suas ansiedades, ele me relatou esse caso como emblemático de um problema frequente, intrigante e muito preocupante: o progressivo aumento do número de adolescentes com diagnóstico de depressão. Muitas vezes graves. Às vezes levando a atos de automutilação e até suicídio.

As causas dessa incidência cada vez mais elevada não são claras, mas os números não deixam dúvidas sobre a importância desse problema. Vários estudos realizados por pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos estimam que entre 7% e 11% dos adolescentes apresentam sintomas claros de depressão, e que de 2% a 3% têm quadros graves da doença. No Brasil, as estatísticas científicas estimam que os jovens apresentam incidências semelhantes, sendo a depressão mais comum nas meninas adolescentes (12%) do que nos meninos (5%).

A depressão tem um peso enorme não somente nos jovens pacientes, com grande impacto na qualidade de vida dos adolescentes e de seus familiares, associada ao aumento dos riscos de desfechos graves. O uso frequente de serviços médicos e hospitalares e a necessidade de tratamentos prolongados também sobrecarregam os sistemas de saúde e elevam os custos desses cuidados.

Os tratamentos atuais, apesar de melhorarem substancialmente em relação ao passado, ainda deixam de controlar totalmente a maioria dos pacientes.

Os sintomas mais comuns, que podem alertar pais e amigos para um caso de depressão, são: tristeza por longos períodos, choro frequente, dificuldade de tomar decisões, perda de energia, irritabilidade, dificuldade de concentração e de trabalho, e autocrítica constante.

Mesmo não parecendo haver correlação entre depressão na adolescência e sua persistência na idade adulta, muitos dos adultos com a doença apresentaram seus primeiros sintomas na adolescência. Os adolescentes acometidos são frequentemente filhos de pais ou familiares imediatos com depressão.

Identificar o problema precocemente e tratá-lo de forma adequada, utilizando tanto as abordagens comportamentais quanto medicamentosas, é fundamental. Melhora a qualidade de vida do adolescente e de sua família, e reduz o risco de evolução grave, por vezes fatal.

Os especialistas do Instituto de Saúde Mental dos Estados Unidos recomendam a atenção, o cuidado e a prevenção nas crises de depressão. A incidência de uso abusivo de álcool, drogas e de comportamento antissocial é muito mais comum em pacientes com depressão. O custo social dessa doença mental é alto. O sofrimento individual, incalculável. E nenhum adolescente está imune. A atenção aos sintomas e sinais de alerta pode salvar a vida de muitos jovens.

Publicado em 25/06/2015

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