19/06: FARMACÊUTICOS MINEIROS INICIAM ENCONTRO NO SINFARMIG

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Começou nesta manhã em Belo Horizonte o Encontro Estadual dos Farmacêuticos que visa colher contribuições dos profissionais para a 15ª Conferência Nacional de Saúde que será realizada no final do ano em Brasília. Assim como vem acontecendo em Encontros de Farmacêuticos propostos pela Federação Nacional dos Farmacêuticos, juntamente com os Sindicatos associados neste primeiro semestre, em Belo Horizonte os pontos de destaque levantados nas Oficinas dos 10 anos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica  no ano passado vão orientar os debates ao longo do dia.

 

 

 

“Nesse momento vamos ver o que é prioritário discutir tendo visão do cenário (da saúde nacional como um todo)”, disse a presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos (Enafar), Silvana Nair Leite na abertura do Encontro. Segundo ela, o trabalho realizado nas oficinas da PNAF no ano passado, em 15 estados brasileiros, de identificar forças, fraquezas, ameaças e oportunidades da PNAF, agora deve ser formatado em propostas a serem defendidas nas etapas que antecedem a 15ª Conferência Nacional de Saúde, assim como nesta última.

 

“Essas propostas, inseridas na Conferência Nacional, devem dar materialidade de enfrentamento da realidade por meio das políticas de saúde”, completou a farmacêutica.
A presidente da Enafar lembrou que os farmacêuticos devem continuar unidos, fortalecidos para enfrentar os desafios que terão pela frente. Silvana Leite disse que a Lei 13021 – Farmácia Estabelecimento de Saúde – em vigor desde o ano passado, deve continuar a ser defendida para que seja incorporada aos serviços de saúde e não virar letra morta. “Somos nós (farmacêuticos) que defendemos a Lei 13021, tem outros setores que não defendem”, alertou, prevendo que esses mesmos setores podem trabalhar pela derrubada da Lei.

 

 

O diretor de Medicamentos Básicos do Estado de Minas Gerais, farmacêutico Nivaldo Souza, disse que o Encontro de Farmacêuticos deve servir para que os profissionais discutam qual é seu papel no Sistema Único de Saúde (SUS).  “Existe uma lacuna no Sistema que os farmacêuticos devem preencher e que está relacionada ao nosso conhecimento (específico) sobre os medicamentos assim como médicos fazem diagnósticos e enfermeiros se encarregam de cuidados, por exemplo”. Conforme Nivaldo, falta aos farmacêuticos aplicarem esse conhecimento na prática.  

 

Sindicatos parceiros do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais também marcam presença como o Sindicato dos Trabalhadores de Saúde de Minas Gerais, Sind-Saúde. Para a diretora Berenice de Freitas Diniz, todo trabalhador deve contribuir para a Conferência Nacional de Saúde: “Como a Assistência Farmacêutica está prevista no SUS é importante que os farmacêuticos consolidem e apliquem os avanços dessa área e lutem pelo SUS de qualidade”.

 

Rilke Novato Públio, diretor do Sinfarmig, disse que o Encontro dos Farmacêuticos mineiros é oportuno. “Há uma sequência de eventos, a Oficina da PNAF em setembro, com forte participação do controle social e o Encontro agora, que nos permitem avaliar com mais precisão as propostas destacadas pela sociedade para a Assistência Farmacêutica e que estarão sendo debatidos na 15ª Conferência”, apontou.

 

A diretora do Sinfarmig, Júnia Lelis fez a palestra de conjuntura para os participantes. Ela destacou os 19 Encontros de Farmacêuticos que estão sendo realizados no país: eles são estratégicos, ocorrem antes e durante as etapas distritais, municipais e estaduais da 15ª Conferência Nacional de Saúde. “Tudo tem como foco a Conferência”, ressaltou, lembrando que as oficinas da PNAF tiveram saldo positivo e forte presença do controle social, insistindo ainda que é preciso ampliar a discussão da Assistência Farmacêutica no setor privado. A diretora falou sobre os oito eixos da Conferência Nacional de Saúde e relacionou cada com a conjuntura política e social brasileira, especialmente com as ameaças e oportunidades que rondam cada um daqueles pressupostos.

 

Júnia destacou ainda as campanhas e congressos realizados pela Fenafar que fortalecem a luta dos farmacêuticos há 40 anos. Ela lembrou das campanhas pelas 30 horas de trabalho para o farmacêutico e a que defende o fim da violência contra as mulheres e os direitos da mulher farmacêutica. “A agenda da Fenafar continua dinâmica e atualizada com o Congresso da entidade que será realizado entre 06 e 08 de agosto em Cuiabá”, sublinhou.