A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que se refere às famílias de menor renda (de até 2,5 salários) ficou em 0,85% em junho, queda de 0,1 ponto percentual em comparação a maio. A inflação acumulada para as famílias nesta faixa de renda no primeiro semestre do ano foi 7,21%. A taxa acumulada nos últimos doze meses ficou em 9,52%.  O IPC-C1 foi divulgado hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

Apesar da queda de junho, o IPC-C1 fechou com variação superior ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação das famílias com rendimento de até 33 salários. Em junho, O IPC registrou variação de 0,82%. Na taxa anualizada, o resultado acumulado dos últimos 12 meses,  o IPC-C1 também registrou resultado superior ao IPC acumulado dos últimos 12 meses: 9,52%. O resultado é 0,37 ponto percentual superior ao índice das famílias de menor renda.

 

Os dados da FGV indicam que quatro das oito classes de despesa componentes do IPC-C1 apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: saúde e cuidados pessoais (1,54% para 0,64%); alimentação (1,16% para 1,02%); habitação (1,16% para 0,97%); e vestuário (0,81% para 0,32%).

 

Em contrapartida, os grupos transportes (-0,19% para 0,29%); despesas diversas (1,53% para 2,36%); educação, leitura e recreação (0,36% para 0,77%); e comunicação (-0,30% para 0,37%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação.

 

Fonte: Agência Brasil

Na quinta-feira (2/7), o Official Journal of the European Union publicou o reconhecimento da equivalência do controle brasileiro ao padrão europeu aplicado a insumos farmacêuticos. Com isso, fica reconhecido que a regulação estabelecida pela Anvisa, os procedimentos empregados pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), bem como os controles e ações de verificação de cumprimento aplicáveis no Brasil atingem nível de proteção equivalente ao adotado pela União Europeia.  Assim, o Brasil foi oficialmente incluído na lista de países com equivalência nos controles de insumos farmacêuticos.

 

Aqueles países não incluídos na lista que desejam exportar para a União Europeia, além dos controles e certificações exigidas pela legislação nacional, devem ainda emitir certidão (written confirmation) garantindo que os insumos farmacêuticos atendem a todos os requisitos europeus.

 

Além de simplificar e agilizar o processo de exportação brasileira de insumos farmacêuticos para o mercado europeu, esse resultado fortalece a imagem brasileira tanto do setor farmacêutico, quanto do SNVS. Até hoje, faziam parte da lista de equivalência com a União Europeia somente a Austrália, o Japão, a Suíça e os Estados Unidos. Agora, Brasil e Israel foram incluídos nesse rol.

 

Esse resultado foi obtido após negociações bilaterais e a realização de duas auditorias da União Europeia no Brasil, uma em 2013 e outra em 2014. Nacionalmente, a coordenação do processo de negociação e auditoria coube à Anvisa. A participação e o engajamento das vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foi decisivo para o resultado positivo da auditoria.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

São Paulo – Nos próximos 15 anos, cerca de 250 mil pessoas devem morrer em consequência da poluição atmosférica, de acordo com dados da nova pesquisa de Poluição Atmosférica e Doenças Respiratórias, divulgada pela Universidade de São Paulo (USP).

 

Segundo a pesquisadora Mariana Matera Veras, existem diversos fatores de risco, porém, a poluição é o mais perigoso. “A poluição é um fator de risco maior do que o tabagismo, sedentarismo e o consumo excessivo de sódio”, afirmou em entrevista à TVT.

 

A pesquisa da USP mostra que a poluição pode ser devastadora para a saúde pois piora os sistemas cardiorrespiratórios, aumenta o risco de infarto, diminui a fertilidade entre homens e mulheres e prejudica o desenvolvimento dos bebês durante a gravidez. Hoje, a poluição faz mais vítimas do que o câncer de mama, a Aids e acidentes de trânsito. “Não existe nenhum método que possamos usar para evitar a exposição, ela é inevitável, porém, é possível prevenir diminuindo os níveis de poluentes.”

 

Os mais prejudicados pela poluição são crianças, idosos e pessoas que trabalham nas ruas. As cinco principais capitais do país gastam em média R$ 460 milhões por ano com tratamentos e internações decorrentes da poluição. Até 2030, um milhão de brasileiros devem ser internados, e esse número só será menor se a frota de carros nas ruas diminuir em grande escala, já que 90% da poluição é causada por veículos motorizados.

 

“Não existe nenhum método que possamos usar para evitar a exposição, ela é inevitável, porém, é possível prevenir diminuindo os níveis de poluentes”, explica. "Individualmente, a nossa missão é tentar diminuir o uso do automóvel e favorecer os meios de transporte coletivo", diz Mariana.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

O Brasil é uma potência mundial e os países vizinhos torcem para o seu sucesso, pois dependem dele para também se desenvolver, disse a escritora argentina Beatriz Sarlo, uma das principais atrações da 13ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Ela comparou ontem (2) as viagens que o escritor Mário de Andrade, o homenageado deste ano na Flip, fez no fim da década de 1920, relatadas em O Turista Aprendiz, e suas próprias viagens pela América Latina, na década de 1960, registradas no livro Viagens: da Amazônia às Malvinas.

Beatriz diz que, ao contrário do modernista, que era um etnógrafo e buscou retratar as manifestações culturais regionais, ela “era totalmente ignorante”. “Foi uma viagem de aprendizagem. Aprendi enquanto trabalhava. Eu não sabia nada de nada, imaginava que havia uma revolução na América Latina e que seríamos um povo unido e revolucionário.”


De acordo com ela, a revolução que se imaginava na época em que o continente estava tomado por ditaduras militares não ocorreu. Porém, muita coisa mudou e fez com que a América Latina se tornasse um continente viável atualmente.

Para Beatriz, a evolução do continente ocorre com uma grande potência no meio, que é o Brasil. "Todos rezam para que seja um país bem-sucedido, porque todos serão bem-sucedidos" junto com ele.

A escritora ressaltou que o Brasil é muito grande, é o "primo rico" do continente e se estabelece como potência mundial, apesar dos problemas. “Aqui há muita corrupção, mas no meu país também tem e não há ninguém preso por isso. Na Argentina, jamais um 'mão direita' do presidente vai para a cadeia. Houve mudanças muito importantes.”

Sobre literatura, Beatriz Sarlo afirmou que a crítica literária perdeu importância, que atualmente “não ajuda mais a vender livros”. Ela acrescentou que dificilmente a atual geração deixa algum clássico, tanto na literatura quanto na música.

“Para os jovens que estão entrando na escola hoje em dia, os clássicos são a cultura do passado, a ideia do que é clássico está em crise. Para os que são 15 anos mais jovens do que os que estão aqui, acho que nem temos clássicos da música pop. Na minha época, era muito claro que o clássico eram os Beatles", destacou.

Beatriz Sarlo participou da abertura da Flip na quarta-feira (1º), quando apresentou uma perspectiva das vanguardas latino-americanas das décadas de 1920 e 1930 . Neste sábado, a escritora volta à Tenda dos Autores, na mesa Turistas Aprendizes, para debater literatura de viagem com a portuguesa Alexandra Lucas Coelho, que cobriu, como correspondente do jornal Público, conflitos armados no México, Afeganistão, Iraque e Egito, além de ter passado um ano no Brasil, que resultou no livro Vai, Brasil, lançado no ano passado.

Fonte: Agência Brasil / Akemi Nitahara

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