A Anvisa aprovou o registro da vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) em nome da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos). A vacina é fruto de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada entre a Fundação e o parceiro privado GlaxoSmithKline Brasil Ltda.

 

A vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) é indicada para a imunização ativa de crianças com idade de 12 meses a 12 anos, contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.

 

A utilização da vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) deve ser baseada nas recomendações oficiais do Ministério da Saúde.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Segundo Maria Lúcia Fatorelli, coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida no Brasil e  convidada pela presidente do Parlamento Grego Deputada Zoe Konstantopoulou para colaborar com o Comitê da Verdade sobre a Dívida Pública criado em 4 de abril de 2015, a origem da atual crise da Grécia esconde um segredo:

 

“Por trás da crise grega há um enorme e ilegal plano de resgate de bancos privados. E a forma pela qual tal plano está se dando representa um imenso risco para toda a Europa”, diz ela.  

 

Leia o artigo completo da auditora aqui

Jean Wyllys, deputado federal pelo PSOL-RJ, é conhecido por sua luta em prol dos direitos humanos visando à redução das desigualdades no país. Segundo ele, é dentro deste esforço que se insere o enfrentamento da guerra às drogas, que provoca a morte de milhares de pessoas por ano e afeta, em sua maioria, jovens, negros e pobres. Dedicado a esta causa, Jean Wyllys propôs, em 2014, o Projeto de Lei 7270, que tem como objetivo regular a produção, comércio e consumo da maconha, como um passo inicial para a regulação futura de todas as drogas. Para o deputado, a proibição mata muito mais do que o uso de qualquer droga, e, portanto, é necessário romper com a lógica do tráfico, transferindo o controle das drogas para as mãos do Estado.  

 

Baseado em diversos modelos de controles da Cannabis pelo mundo, o projeto de lei pretende estabelecer políticas públicas para as atuais drogas ilícitas, assim como as políticas de álcool e tabaco no país, tendo como objetivos a redução dos efeitos nocivos dos componentes das drogas através da informação, a diminuição do encarceramento de pessoas, a anistia aos presos condenados como traficantes, o recolhimento de impostos, a distinção do uso recreativo para o uso abusivo, a redução da violência, o comércio legal das drogas e a descriminalização dos usuários.

 

Convidado do seminário Maconha: usos, políticas e interfaces com a saúde e direitos, promovido pela Fiocruz no Rio de Janeiro, Jean Willys concedeu entrevista exclusiva sobre as expectativas que cercam seu projeto de lei.

 

Confira abaixo:

 

Em março de 2014 você apresentou o Projeto de Lei 7270, que regula a produção, industrialização e comercialização da maconha. Esse PL foi baseado em quais modelos de controle da droga? A partir de que dados o senhor elaborou essa proposta?

 

Jean Wyllys - Para a elaboração do projeto, estudamos diversos modelos: a lei uruguaia, a emenda constitucional do Colorado (EUA), os modelos da Espanha e de Portugal, o projeto de lei elaborado pela deputada estadual Maria Rachid na Argentina, e as propostas da rede Pense Livre, do Grownroom e do pesquisador André Kiepper, da Fiocruz, que participaram da equipe que meu mandato criou para debater e construir o nosso projeto, junto a dezenas de ativistas do movimento antiproibicionista, coletivos, ONGs e especialistas. Contudo, o texto final não reproduz o modelo de nenhum país, mas reúne diferentes experiências e as adapta à realidade brasileira, que é muito particular, levando em consideração não apenas o direito individual do usuário de drogas, mas também o fracasso da chamada "guerra às drogas" e suas consequências: milhares de jovens pobres e majoritariamente negros que são mortos ou encarcerados e um aumento da violência letal e da insegurança pública. O projeto leva em consideração tudo isso. São 60 páginas, com mudanças em diversas leis e uma ampla fundamentação.

 

De que forma o uso da maconha seria fiscalizado? Qual seria o limite do uso da Cannabis e em quais situações?

 

De forma semelhante ao álcool e ao tabaco, duas drogas atualmente legais e cujo abuso causa danos muito mais graves, haverá limitações para a venda e para o uso perto de escolas. Será proibida a venda a menores de idade, não poderá haver publicidade, deverão existir anúncios com os efeitos nocivos dos componentes da droga como tem hoje nos maços de cigarro, o Estado fiscalizará a produção para garantir a qualidade do produto, será proibido o uso de amônio para o prensado e outras formas de produção que aumentam a toxicidade e não será permitido dirigir sob os efeitos da maconha, etc. O modelo é o do álcool e o tabaco, mas levando em consideração as especificidades da Cannabis.

 

Do ponto de vista da segurança pública, como o senhor acha que o controle da maconha poderia contribuir para a melhoria dessa área?

 

Imensamente. Legalizar a Cannabis e acabar com a guerra às drogas não é somente uma questão de liberdades individuais. É também uma questão de segurança pública e de direitos humanos. A guerra às drogas está dizimando a juventude mais pobre das periferias, que morre vítima das lutas de facções, da repressão ao tráfico, da violência policial e das milícias. Ou é encarcerada pelo comércio ilegal de drogas ou, em muitos casos, pelo uso delas. Dependendo da cor e da classe social, a mesma quantidade de substância pode ser considerada para uso ou para tráfico, e a pessoa pode ir parar em presídios superlotados, que são verdadeiros infernos e escolas do crime.

 

Por isso, o projeto de lei 7270/2014, que protocolei na Câmara dos Deputados, faz muito mais do que legalizar a maconha: ele propõe uma série de mudanças radicais na política de drogas do Brasil. A legalização tem sido o aspecto mais comentado do projeto, tanto por aqueles que são a favor quanto por aqueles que se opõem, mas a proposta vai além. Entre a lei e sua justificativa, são 60 páginas que recomendo ler a quem quiser criticá-lo.

 

A proibição mata muito mais do que o uso de qualquer droga. E como a maconha, segundo a ONU, é a droga consumida por 80% dos usuários de drogas ilícitas, podemos dizer que a proibição da maconha é a que mais mata. De acordo com um relatório dos repórteres Willian Ferraz, Hugo Bross, Kaio Diniz e Vanderson Freizer, 56% dos assassinatos no Brasil têm ligação direta com o tráfico. Os mortos, em sua grande maioria, são jovens pobres de 15 a 25 anos. E são mais de 50 mil mortes por ano.

 

Como está a tramitação do projeto de lei? Quais as dificuldades percebidas no país para a implantação do PL?

 

A principal dificuldade é que esse Congresso, com sua atual composição, tem se mostrado incapaz de debater qualquer tema com seriedade. Somos reféns dos discursos de ódio, do fundamentalismo, da demagogia, do mau-caratismo e da burrice. É triste. Os projetos que colocam na agenda propostas de mudança profunda da sociedade, as iniciativas progressistas e tudo aquilo que for na contramão dessa realidade que está ali sequer são debatidos. Muita gente diz que há uma onda conservadora, mas o que há, na verdade, é uma ausência de debate. Só a voz dos fascistas é ouvida no Congresso. São tempos sombrios. Mas eu acredito que mesmo assim seja necessário apresentar projetos e convocar a sociedade civil a se organizar e mobilizar para se fazer ouvir no parlamento. Atualmente, o projeto está aguardando a Constituição de Comissão Especial pela Mesa Diretora.

 

Além da maconha, outras drogas são traficadas e vendidas ilegalmente no Brasil. Qual seria a solução para o controle de outros entorpecentes?

 

 

O projeto avança na regulação da produção e comercialização da maconha, mas não legaliza as demais drogas atualmente ilícitas. Considero este projeto um primeiro passo de uma mudança mais profunda que deve continuar, já que sou favorável à regulação de todas as drogas. Isso deve acontecer após um amplo processo de debate, conscientização e construção de um modelo alternativo ao atual, evidentemente fracassado.

 

No projeto, proponho diferenciar os conceitos de “droga” e seus subtipos, “droga lícita” e “droga ilícita”, e estabelecer um mecanismo de atualização anual das listas — que hoje são atualizadas com uma indefinida “periodicidade” —, “de conformidade com as disposições legais em vigor e tecnicamente fundamentadas em critérios científicos atualizados”. E proponho também a criação de um Conselho multissetorial para avaliar toda a política de drogas, fazer pesquisa e assessorar o governo.

 

O novo sistema articulado que o projeto propõe para a atualização das listas de drogas ilícitas que o Poder Executivo deverá publicar anualmente garante que as decisões que devam ser tomadas no sentido de incluir ou excluir uma ou outra substância, ou bem de optar pela legalização e regulação de todas elas, tenha bases técnico-científicas e, também, uma avaliação, com base em dados estatísticos, análise de especialistas e pesquisas de campo, dos resultados que uma e outra política (tomando como ponto de partida para o novo paradigma a regulação da produção e comercialização de Cannabis) tiveram em cada um dos aspectos que são considerados relevantes para as finalidades das políticas públicas sobre drogas.

 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias - Amanda de Sá

A ampliação do limite da renda que pode ser comprometida com crédito consignado deve ser vista com cautela, na avaliação de especialistas. Hoje (13), foi publicada no Diário Oficial da União a medida provisória que amplia esse limite da renda do trabalhador ou aposentado de 30% para 35%. Esse percentual a mais (5%) só poderá ser usado para pagamento de compras com o cartão de crédito.

 

As instituições financeiras oferecem cartão de crédito consignado, com pagamento mínimo da fatura descontado em folha de pagamento. As taxas de juros das modalidades de empréstimo consignado são bem mais baratas que as do cartão de crédito tradicional. Para se ter uma ideia, em maio, os juros do crédito consignado estavam em 27,2% ao ano, enquanto do rotativo do cartão de crédito (quando se paga o mínimo da fatura e financia-se o restante) chegou a 360,6% ao ano.

 

Para o diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade, Miguel de Oliveira, o lado positivo da medida é a ampliação de limite de uma linha de crédito que tem taxas de juros mais baixas. Por outro lado, com essa ampliação, sobra menos dinheiro para os consumidores pagarem outras despesas, como água e luz, medicamentos e moradia. “É uma linha de crédito que não se pode postergar o pagamento, porque vem descontado do salário. Se estiver com 35% comprometido, sobra 65% para todas as outras despesas. Amplia o endividamento das famílias e pode levar à inadimplência em outras áreas”, disse Oliveira.

 

O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques ressalta que é preciso fazer um planejamento financeiro, com corte de gastos supérfluos para evitar cair no endividamento e inadimplência. “As pessoas querem gastar mais que a renda permite. Se não fizer um planejamento, nunca vai sair do vermelho”, disse.

 

Em maio, a presidenta Dilma Rousseff vetou o aumento do limite de 30% para 40% da renda. Na época, a presidenta entendeu que sem a introdução de contrapartidas que ampliassem a proteção ao tomador do empréstimo, a medida proposta poderia acarretar um comprometimento da renda das famílias para além do desejável e de maneira incompatível com os princípios da atividade econômica.

 

“O congresso queria votar 40%. Como não aprovou, o governo deu uma compensação”, disse Marques.

 

Para Oliveira, a medida do governo é contraditória em um momento em que o Banco Central tem subido os juros para conter a demanda por produtos e serviços e assim, reduzir a inflação. “Por um lado, o Banco Central está subindo os juros para reduzir a demanda, por outro lado, o governo incentiva as pessoas a usarem mais crédito”, disse.

 

A Medida Provisória nº 681, que passa a valer a partir de hoje, é assinada pelo vice-presidente da República, Michel Temer.

 

Fonte: Agência Brasil - Kelly Oliveira – repórter

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