O Uso Racional de Medicamentos foi debatido pelos odontólogos mineiros reunidos na sexta-feira, 28/08 no auditório do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CRO-MG). O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) foi convidado a participar e esteve representado pelo diretor Sebastião Fortunato de Faria Filho.

 

Segundo o presidente do CRO-MG, Luciano Elói Santos, o Fórum foi criado com a intenção de prestar esclarecimentos aos odontólogos sobre a prescrição, especialmente de antiinflamatórios, antibióticos e analgésicos. “Procuramos com isso dar mais segurança e conforto para profissionais e pacientes, destacou o presidente”. Conforme Luciano, a utilização de novas terapêuticas pelos odontólogos, como aplicação de ácido ialurônico e toxina botulínica, também está exigindo mais atualização dos profissionais.      

O diretor do Sinfarmig, farmacêutico Sebastião Fortunato fala aos odontólogos

 

 

O diretor do Sinfarmig destacou para os odontólogos que o uso racional do medicamento é complexo. “Porque o medicamento envolve vários atores: o prescritor, o dispensador e quem vai fazer uso dele”, exemplificou Sebastião Fortunato.  O farmacêutico ressaltou a importância do evento para assegurar o uso racional de medicamentos de modo mais amplo na sociedade.    

Na sexta-feira, 28 de agosto, foi comemorado o Dia Nacional da Vigilância Sanitária em evento realizado na Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais que teve como tema “Proteção e promoção da saúde da população expressas por meio das ações de vigilância sanitária”.

 

Cerca de 100 pessoas estiveram presentes, entre eles servidores da vigilância sanitária de várias cidades do interior do Estado, animados pela perspectiva de mais valorização profissional. “A retenção dos profissionais passa pela valorização da profissão, com mais capacitação e criação de planos de cargos e salários”, avaliou o superintendente da Vigilância Sanitária de Minas Gerais, Rilke Novato Públio. Ele contou que atualmente o Conselho Nacional de Saúde (CNS) realiza debates sobre a carreira dos vigilantes sanitários.

 

 

Conforme o superintendente, ainda é freqüente se ou vir dizer que a vigilância sanitária cria dificuldades para o estabelecimento de negócios no país, o que ele considera um grande equívoco. “Defendemos que os serviços estejam no mercado com qualidade. A vigilância sanitária é indutora do desenvolvimento quando estabelece normas de garantia de serviços para a sociedade permitindo que a economia avance”, frisou.   

 

O Dia Nacional da Vigilância Sanitária foi instituído em janeiro deste ano pela Lei 13098.

A Lei da Biodiversidade, sancionada em maio, prevê que comunidades tradicionais, povos indígenas e agricultores familiares possam negar o acesso de pesquisadores e representantes de indústrias ao conhecimento e a elementos da biodiversidade brasileira. De acordo com o gerente de projetos do Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, Henry Novion, o consentimento prévio informado será o instrumento usado para condicionar os acessos e no documento constarão todas as regras a serem seguidas pelos setores acadêmicos e produtivos.

 

“A lei reconhece quem vai dizer como determinado conhecimento vai ser usado e não é o governo, não é universidade, não é a empresa. A lei diz que quem vai dizer como, segundo usos, costumes e tradições, o conhecimento pode ou não ser usado é o povo que detém aquele conhecimento. É o povo que dá o consentimento”, explicou Novion.

 

O gerente acrescentou que, na regulamentação da lei, estará previsto o responsável legal por dar esse consentimento, se será uma associação local, por exemplo, ou uma organização ou federação que represente as comunidades e povos. A regulamentação tem prazo de 180 dias para ficar pronta, a partir da sanção da lei.

 

Manoel da Silva Cunha é extrativista na Reserva Extrativista do Médio Juruá e diretor do Conselho Nacional das Populações Extrativistas e, de acordo com ele, a comunidade já discute alguns conhecimentos que não tem interesse em compartilhar com a indústria e a academia. “Temos alguns tipos de uso de plantas, que têm rituais que o poder não é só nosso, foi o espírito que ensinou e não temos interesse de repassar. Mas têm muitos conhecimentos e muito patrimônio genético que estão aí para ter uma função social e ambiental e não estão tendo. A pesquisa e as empresas precisam chegar e a comunidade precisa abrir esse conhecimento. Eu não tenho dúvida de que a cura do câncer está aí, que a cura da aids está aí, só precisa pesquisar.”

 

Para ele, entretanto, as comunidades tradicionais e povos indígenas precisam ter autonomia e soberania sobre esse conhecimento. “Se ela [a comunidade] não quer abrir, que não sofra nenhum tipo de represália ou pressão nenhuma, que sejamos soberanos nessa decisão. Que não seja o governo que diga o que a gente abre ou não, que a lei não dê esse privilégio às empresas.”

 

O procurador da República no Distrito Federal Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, representante do Ministério Público no Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (Cgen), destaca que a regulamentação da lei deve garantir a paridade na composição do conselho, a conformação do comitê gestor do Fundo de Repartição de Benefícios. Entretanto, segundo ele, o conceito de consentimento prévio informado deve ser muito bem apropriado pelos povos e comunidades tradicionais.

 

“Ele [o consentimento] é que condicionará o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, dando aval para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e exploração comercial e industrial. Se as comunidades não souberem o que é o consentimento prévio informado, não saberão qual o seu principal direito, direito de ser consultado e poder de dizer sim ou não, de forma bem esclarecida e que seja o melhor para a comunidade”, disse Lopes.

 

O índio Alberto Terena, da Aldeia Buriti, de Mato Grosso do Sul, explica que será um processo muito complexo para seu povo dividir seus conhecimentos de forma comercial, mas espera que possam assegurar o direito de negar esse acesso. “Há algumas coisas para nós que não se mede em valor. Qualquer medicamento não envolve só o remédio em si, mas toda uma espiritualidade de um povo, uma crença. A lei, às vezes, não vem pra dar uma segurança, ela vem pra ser infringida, burlada. E, a partir de agora, vamos lidar com influências muito poderosas, da indústria de cosméticos e farmacêutica. Queremos, com a regulamentação, que aquilo venha em nosso benefício, mas percebemos que vamos entrar na briga do mercado.”

 

Segundo o diretor do Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, Rafael Marques, o estado deve trabalhar na fiscalização para que o consentimento seja respeitado. “A legislação não foi feita pautada pelas empresas, o direito deles [dos povos e comunidades] está assegurado, de ser consultado antes que o acesso seja feito.”

 

Representantes de comunidades tradicionais e povos indígenas estiveram reunidos, na última semana, em uma oficina de capacitação para a regulamentação da Lei da Biodiversidade, em Rio Branco, no Acre. O próximo dos seis encontros regionais ocorre esta semana em Belém, no Pará, de 2 a 4 de setembro, e uma oficina nacional está programada para em Brasília, em outubro. Os eventos são organizados por um grupo de trabalho da Comissão Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais e, conduzidos pelo Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente.

 

Desde o dia 12 de junho está aberta, na página do ministério, a consulta pública sobre a regulamentação da lei e, a partir da primeira semana de setembro até 16 de outubro, a minuta do texto do decreto será inserida para críticas e sugestões.

 

*A repórter viajou a convite do Ministério do Meio Ambiente.

 

Fonte: Agência Brasil – repórter Andreia Verdélio
 

É amanhã, 1º de setembro, o Ato Público contra a mercantilização da saúde. Praça da Estação, às 9h e depois rumo à Praça Sete.

 

O ato público levantará questões sobre a defesa incondicional de um SUS 100% público, de qualidade e sob a gestão do Estado e abre a 8ª Conferência Estadual de Saúde.

 

E também vai debater:

 

a consolidação do SUS como um sistema único e universal, com financiamento estatal estável e gestão pública que garanta a oferta de serviços e cuidados integrais e de qualidade;

 

a flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para a contratação de trabalhadores da saúde (investindo no quadro de servidores próprios da saúde e diminuindo a contratação de Organizações Sociais);

 

a garantia de maior financiamento público com o fim da Desoneração das Receitas da União (DRU) para o setor da saúde;

 

o investimento de 10% da Receita Corrente Bruta da União na saúde pública;

 

a rejeição de todas as formas de privatização e parcerias público-privadas e a entrada do capital estrangeiro nos serviços de assistência à saúde;

 

a não aprovação de projetos em curso no Congresso Nacional que atuam contra o SUS, a exemplo do Projeto de Emenda Constitucional 451, entre outros.

 

Fonte: 8ª Conferência Estadual de Saúde - Conselho Estadual de Saúde

 


 

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