Mais de 40% da população adulta de Minas Gerais, o equivalente a 6,2 milhões de pessoas, possui pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT), segundo dados inéditos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). O levantamento, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que essas enfermidades atingem principalmente o sexo feminino (46,3%) – são 3,7 milhões de mulheres e 2,4 milhões de homens (34,4%) portadores de enfermidades crônicas. No Brasil, o índice atinge cerca de 40% da população, o equivalente a 57,4 milhões de pessoas.
Hipertensão e Diabetes – Doenças crônicas de grande magnitude, sendo também as mais graves, a hipertensão e o diabetes foram alvo de profunda investigação da PNS. A pesquisa revelou que a hipertensão atinge 3,6 milhões de pessoas acima de 18 anos em Minas Gerais, o que corresponde a 24% da população. Importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a doença aparece mais no sexo feminino, com prevalência em 28% das mulheres e 19,8% dos homens. No Brasil, a hipertensão atinge 31,3 milhões de adultos, o que corresponde a 21,4% da população.
Um dado apontado pela PNS é a obtenção do medicamento para o tratamento. No Brasil, 35,9% afirmaram obter pelo menos um medicamento para hipertensão por meio do Programa Farmácia Popular. Além disso, 91,1% receberam recomendações médicas para reduzir a ingestão de sal; 87,4% para a realização de acompanhamento regular; 88,4% para a manutenção de uma alimentação saudável e 84,7% para a manutenção do peso adequado.
Sobre o diabetes, transtorno metabólico causado pela elevação da glicose no sangue, a pesquisa informa que a doença atinge 979 mil pessoas em Minas – o que corresponde a 6,4% da população adulta local. As mulheres (7,1%), mais uma vez, apresentaram maior proporção da doença do que os homens (5,5%) – 578 mil contra 402 mil habitantes. Em todo o Brasil, 9 milhões de brasileiros – o que corresponde a 6,2% da população adulta – possuem a doença.
Problema de Coluna e Colesterol chamam a atenção
A Pesquisa Nacional de Saúde traz, pela primeira vez, o percentual de brasileiros que afirmam ter um diagnóstico médico de problema crônico de coluna. Atualmente, 2,7 milhões de adultos são acometidos pela doença em Minas Gerais, o que corresponde a 17,6% da população. Os problemas lombares são os mais comuns e a prevalência também é maior entre as mulheres (19,6%), contra 15,4% dos homens. Atualmente, 27 milhões de adultos no país são acometidos pela doença, o que corresponde a 18,5% da população.
No caso do colesterol, a PNS identificou que 2,2 milhões de moradores de Minas com mais de 18 anos apresentam colesterol alto, o que representa 14,8% da população adulta. Sendo 16,8% das mulheres e 12,6% dos homens. Quando analisados os dados nacionais, a PNS aponta que 18,4 milhões de brasileiros apresentam colesterol alto, 12,5% da população adulta.
Já a depressão, distúrbio afetivo que ocasiona queda do humor, atualmente atinge 1,6 milhão de adultos em Minas. O diagnóstico da doença corresponde a 11,1% da população da capital – sendo que a prevalência é de 15,1% entre as mulheres e 6,6% nos homens. Já a prevalência da depressão no país chega a 11,2 milhões ou 7,6% da população.
Em todo o país, dos que afirmaram receber o diagnóstico de depressão, 52% disseram usar medicamentos, 16,4% fazem psicoterapia e 46,4% receberam assistência médica nos últimos 12 meses. Em relação ao local de atendimento, 47,7% mencionaram que foram atendidas em algum serviço da rede pública – sendo 33,2% em Unidades Básicas de Saúde, 9,2% em hospitais públicos e 5,3% em Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Fonte: Agência Saúde