Usar medicação com cautela não é uma lição nova para Luciane dos Santos, agente comunitária de Saúde da Clínica da Família, no Rio de Janeiro. Seu objetivo em participar do Congresso sobre o Uso Racional de Medicamentos é “ter mais conhecimento” para falar na linguagem do paciente. “Quero fazer meus pacientes entenderem que o uso racional de medicamentos não é importante só para ele, como para a família, e para a comunidade em geral”.
Seu objetivo em participar do Congresso sobre o Uso Racional de Medicamentos é “ter mais conhecimento” para falar na linguagem do paciente. “Quero fazer meus pacientes entenderem que o uso racional de medicamentos não é importante só para ele, como para a família, e para a comunidade em geral”.
Seu objetivo em participar do Congresso sobre o Uso Racional de Medicamentos é “ter mais conhecimento” para falar na linguagem do paciente. “Quero fazer meus pacientes entenderem que o uso racional de medicamentos não é importante só para ele, como para a família, e para a comunidade em geral”.
Falar a língua dos pacientes parece mais difícil do que se imagina. “Eu tenho uma usuária que toma 500 comprimidos por mês. Ela é viciada em remédio”. Mas, a voz firme e o expressivo sorriso de Luciane, entrega seu entusiasmo para levar adiante as lições aprendidas no congresso. “Todos os agentes comunitários do Brasil deveriam estar aqui”.
Diante da importância de formar e informar a população, a qualificação dos profissionais foi o leme das palestras do dia.
Moderadora da mesa de debates com o tema “ensino com visão multiprofissional”, a professora universitária e tesoureira da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Célia Chaves, destacou que os cursos de graduação ainda são deficientes em ofertas interdisciplinares. Segundo ela, onde acontece essa troca de experiência com mais força é na residência. “Existem no país inúmeras residências multiprofissionais da forma como a gente imagina. Mas, não basta juntar todo mundo, é preciso fazer os profissionais se integrarem, atuarem juntos”.
A trajetória da palestrante Viviane de Almeida Sarmento, é o melhor exemplo. Ela é odontóloga, pós-doutorada em Radiologia Odontológica e doutora em Estomatologia, e vice-coordenadora de uma residência clínica integrada com oito cursos diferentes. “É fundamental que os profissionais se conversem”, alerta Célia. O Uso Racional de Medicamentos tem muito a ganhar com esta ação. “Sem dúvida há o benefício quando há a formação do profissional com esse olhar”.
A estudante de farmácia de Mogi das Cruzes, Daniela Cristina, saiu da palestra encantada. “Foi muito sensacional ver um dentista mostrando as deficiências que um paciente tem, e a avaliação em conjunto do farmacêutico, do médico, do enfermeiro”.
Agora, ela tem uma “outra visão de como deve ser”. “Antes, o farmacêutico era muito individualizado, mas agora eu vejo que tudo se encaixa perfeitamente”.
Se as profissões na área da saúde se completam, a única mensagem que fica em evidência não é difícil de entender: a saúde carece de profissionais capacitados, aptos a entender as necessidades de cada paciente, conectando-os uns com os outros.
Fonte: Fenafar – Autor: Leonardo Simões