07/05: ESCOLA DE SAMBA VOLTA ÀS RUAS DE BH NA LUTA ANTIMANICOMIAL

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Ele está de volta, o tradicional Desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda que Tan Tan que reúne milhares de foliões no Centro de Belo Horizonte e marca a data de 18 de maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Quem promove é o Fórum Mineiro de Saúde Mental e a Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais. 


Este ano, o desfile está marcado para a segunda-feira, 19 de maio. A concentração será na Praça da Liberdade a partir das 15 horas e vai percorrer as avenidas João Pinheiro, Afonso Pena, ruas Espírito Santo e Tupinambás até a dispersão na Praça da Estação. O tema é A cidade que queremos: seja feita a nossa vontade! 


A Escola virá composta em seis alas:

1ª ALA: VIOLAR PODIA SER VERBO DE VIOLÃO!
 
A cidade que queremos traça rotas cujos caminhos transPIRAM liberdade! Nela, a cidadania tem a ver com o encantamento com o outro e com a construção de um coletivo que se sustenta e se enriquece nas diferenças “e na multiplicidade toda que há dentro de cada um”. 


2ª ALA: EU SEMEIO VENTO NA MINHA CIDADE, VOU PRA RUA E BEBO A TEMPESTADE. 

 “Molecar a linguagem” e inventar o destino, pois “ninguém é doido ou então todos”. “A cidade que eu quero, todos querem” nos deslimites da poesia que afirmam novas formas de sociabilidade. 


3ª ALA: SE ESSA RUA FOSSE MINHA, EU VOLTAVA A CIRCULAR: VAMOS DAR REVIRAVOLTA, NESTA ONDA DE TRANCAR. 

A ala das crianças e adolescentes nos convida a ocupar as ruas da cidade que queremos, com brincadeiras e jogos de rua, algumas esquecidas, engolidas pelo mundo digital. Na rua da cidade que queremos pode rodar argola, soltar pipa, petecar e emperequetar os muros com grafites. 


4ª ALA: BOMBRILHÃO: O CHASSI DO UNIVERSO 

Dentre outros (ins)PIRADOS que referenciam essa ala destaca-se Miró que em suas constelações de céus inteiros busca sobrepor a fúria cega desencadeada pela guerra. Salvador Dali em aspectos de sua obra busca o excessivo e o dourado para escapar do sistema totalitário resultante da automatização e da esterilidade. 


5ª ALA: NÃO PONHA CORDA NO MEU BLOCO: COPOS DE LEITE E DE FLOR 

Nossa sociedade vem enfrentando um grave problema que mostra sua face de diversas formas: a violência. Poderíamos citar toda a descriminação existente nos diversos tipos de preconceitos: a cor do que tem a pele colorida de outra cor, o sexo de quem tem o gênero diferente do seu, a crença daquele que se ajoelha para um Deus outro, a boca que declara amores dos 


6ª ALA: PICHEI SEU MURO, TIA: DO LADO DA RUA, QUE É NOSSA!


Ítalo Calvino, em seu livro As cidades invisíveis, nos alerta: “de uma cidade, não aproveitamos suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas. 

Foram elencados nesta ala, numa espécie de mosaico de cidadania, diversos espaços que foram abertos mundo a fora, nas últimas décadas; marcos, marcas, fissuras, retratos, respostas das cidades às transformações construídas por seres humanos e coletivos que ousaram, corajosamente, decidir seus destinos e produzir rupturas e revoluções, dividindo com as cidades e seus cidadãos, suas conquistas. 


Redação com informações do Fórum Mineiro de Saúde Mental e Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais