24/04: SINFARMIG SE JUNTA AOS SERVIDORES DA SAÚDE DE BETIM E APOIA REINVINDICAÇÕES

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Em nota divulgada na manhã de hoje (24), os coordenadores do Sind-Saúde/MG informaram que a paralisação continua nas unidades de saúde de Betim até amanhã, sexta-feira, quando haverá nova assembleia para decidir sobre os rumos do movimento. A Campanha de Vacinação do Idoso ocorrerá normalmente no sábado, 26/04.
 

O Sinfarmig participou ontem, 23/04, juntamente com o Sind-Saúde/MG e o Sindguarda-MG, da segunda manifestação dos servidores da Saúde de Betim, uma rede de trabalhadores que chega a quase 6 mil pessoas. 


A primeira mobilização aconteceu no dia 15/04. Ontem, a manifestação conjunta dos servidores da saúde e da educação a partir do Centro da cidade e que se concentrou no Centro Administrativo de Betim, reuniu cerca de mil pessoas.    
 

As 40 unidades de saúde do município estão funcionando em escala mínima, com 30% da capacidade. Além de perdas salariais que chegam a 27%, com último reajuste real concedido em 1996, os servidores denunciam a gradual desestruturação do sistema de saúde público no município. 


“Mesmo fora desse período de paralisação já trabalhamos em escala mínima por falta de servidores nas unidades”, denuncia a farmacêutica Juliana Sousa, do Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam) do bairro Teresópolis. 


“Importante destacar que os trabalhadores da saúde em Betim atendem todos os dias a uma demanda sempre crescente. E as condições de trabalho vêm se deteriorando dia a dia com falta de recursos humanos e materiais”, completa o diretor do Sinfarmig. Rilke Novato Públio participou da passeata da Unidade de Saúde Sete de Setembro até o Centro Administrativo Municipal de Betim.  


“Se a população acha que o atendimento precário devido à falta de estrutura dos serviços é normal, isso está errado. Não é normal o que está acontecendo com a saúde pública de Betim”, disse a diretora do Núcleo Regional de Betim do Sind-Saúde-MG, Berenice de Freitas Diniz. O diretor do Sindguarda/MG, Tomaz de Jesus, falou aos manifestantes que se o sistema de saúde de Betim está desestruturado, os trabalhadores vão estruturá-lo. 


Tomaz confirmou que as condições de trabalho da guarda-municipal, que trabalha na segurança das unidades de saúde, também são precárias: “falta de caneta para escrever a cadeira para os funcionários sentarem”, disse, acusando a prefeitura de Betim de incentivar a privatização da saúde com apoio explícito aos planos de saúde e de negligenciar a saúde pública no município.        

 

Fonte: Assessoria de Imprensa do Sinfarmig