04/10: VEM AÍ A 2ª REUNIÃO DO FÓRUM DE MEDICALIZAÇÃO DE BH E REGIÃO METROPOLITANA -- NA QUINTA, 10/10, NO SINFARMIG

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No dia 10 de outubro, quinta-feira, às 19h, o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais vai sediar a segunda reunião do Núcleo sobre Medicalização de BH e Região Metropolitana. Os núcleos sobre medicalização vêm sendo criados sistematicamente em todo o Brasil desde 2010, a partir da fundação do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade que tem abrangência nacional.



O Núcleo de BH e Região é o terceiro a ser criado no estado, que já conta com os Núcleos do Triângulo Mineiro e do Leste de Minas. O Sinfarmig, juntamente com o Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG), idealizador do Núcleo e vários conselhos regionais de classe são entidades que participam do Núcleo de BH e RMBH desde sua criação em 07 de agosto deste ano.       



A reunião de quinta-feira é aberta a todos os profissionais de saúde e a todos que se interessarem pelo assunto.    



O objetivo da criação dos núcleos, em todo o Brasil, é a abordagem e discussão do fenômeno da medicalização que consiste em tratar, equivocadamente, como doença, alterações de comportamento sem origem orgânica, que são decorrentes do convívio social e/ou cultural.



A tendência crescente de medicalizar a sociedade – notada, por exemplo, no elevado consumo atual de tranqüilizantes e ansiolíticos - seria, conforme estudiosos do assunto, uma maneira de “corrigir” comportamentos de crianças e adultos, promovendo uma sociedade ajustada à produção capitalista.



Profissionais como psicólogos, farmacêuticos e pediatras vêm alertando para os riscos que a medicalização pode trazer tanto para o indivíduo, como dependência e outros efeitos colaterais, como para o desenvolvimento da sociedade.



Como diz a professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) Beatriz de Paula Souza, também membro da executiva nacional do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, pesquisadora do assunto há mais de 15 anos: “o que tem acontecido é que as pessoas se assustam de estarem tristes ou nervosas. Com muita freqüência usam calmantes. Elas têm uma ideia de que infelicidade, raiva, desespero, são emoções a serem evitadas, mas esses sentimentos são positivos porque são importantes para o desenvolvimento do ser humano”.