Chamou atenção a forte participação de farmacêuticos, estudantes e gestores públicos em três eventos realizados nos dias 12 e 13/09, em Manaus (AM). Mais de 300 pessoas participaram do 6º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica, do 3º Encontro de Sindicatos de Farmacêuticos do Norte e Nordeste e do 1º Encontro Amazonense de Farmacêuticos no Controle Social da Saúde: compromisso com o SUS.
“Foram encontros muito importantes por causa da participação de todos os estados do Norte e Nordeste do país, da presidência e diretorias da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Centro-Oeste, Sudeste e Sul”, diz o diretor do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) e vice-presidente da Fenafar, Rilke Novato Públio, que viajou a Manaus.
Conforme o diretor do Sinfarmig, as condições dos eventos favoreceram o avanço das discussões sobre assistência farmacêutica no país. Segundo Rilke, o 6º Simpósio de Assistência Farmacêutica também inovou no formato contribuindo para a ampliação dos debates. “Os grupos se reuniam antes da realização das mesas-redondas propiciando participação mais efetivas dos presentes”, contou.
Ele cita como um exemplo de debate bem-sucedido, a discussão proposta para a assistência farmacêutica na região Norte. Os participantes deixaram claro que é preciso mais atenção da sociedade e da academia para as doenças e endemias da região como a filariose e a febre amarela. “São doenças negligenciadas na universidade e pela indústria farmacêutica, recebendo poucos investimentos e estudos”, atesta o diretor do Sinfarmig.
Os participantes do 3º Encontro dos Sindicatos do Norte e Nordeste destacaram no documento oficial do evento o apoio ao Programa Mais Médicos do Governo Federal. “Mas insistiram também que os estados não precisam somente de médicos, mas também de mais profissionais de saúde como farmacêuticos e assistentes sociais”, relata Rilke.
Ele conclui acrescentando que a participação nos eventos, prestigiados pela presença maciça de profissionais e estudantes, ressaltou o quanto o Brasil é grande e diverso em suas necessidades de atendimento à população. “Isso torna mais clara a importância de darmos mais atenção à força de trabalho da saúde’, finalizou o diretor.