
Normalmente, alunos do primeiro ano do curso de Farmácia demonstram conhecer dois lados importantes da profissão: a formação acadêmica e a existência de um mercado que eles esperam que os absorva dali alguns anos. Levar aos futuros farmacêuticos a informação de que, tão importante quanto a formação e o mercado de trabalho é a existência de um sindicato que garanta direitos e avanços trabalhistas, tem sido uma das atribuições da diretoria do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig).
“Queremos que eles saibam que, se tiverem problemas relacionados à jornada de trabalho, piso salarial, descontos incorretos no contracheque, sem falar da rescisão do contrato de trabalho, encontrarão no Sinfarmig o suporte necessário”, ressalta a diretora Júnia Lelis, acrescentando que o Sindicato é a Casa dos Farmacêuticos.
Em palestras sobre o Sinfarmig dadas para duas turmas de Farmácia da Nova Faculdade, de Contagem, na semana passada, ela disse ter notado grande interesse dos alunos pelas atividades do Sindicato. Júnia conta que a atuação futura no mercado de trabalho preocupa os jovens desde o começo da vida universitária, justificando a presença do Sindicato. “A professora avisou antes que haveria palestra do Sinfarmig e ninguém faltou”, observa.
Segundo ela, muitos estudantes queriam saber sobre os segmentos profissionais onde existem mais queixas dos farmacêuticos. “Explicamos que o setor de Farmácia e Drogaria, que emprega 70% dos profissionais, é o que registra maior número de reclamações”, disse a diretora.
O não cumprimento de algumas cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho é o que gera mais queixas entre os farmacêuticos do setor, conforme a diretora. “Ouvir um pouco sobre as diversas áreas de atuação dos profissionais de Farmácia também ajuda os estudantes a aplacarem um pouco a ansiedade sobre o futuro profissional”, completa a diretora. 