26/11: ATO MÉDICO SERÁ VOTADO AMANHÃ (27)

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Caro Senador

Em nome da FRENTE MINEIRA EM DEFESA DA SAÚDE

(Conselho Regional de Psicologia – MG; Conselho Regional de Nutricionistas – MG; Conselho Regional de Serviço Social – MG; Conselho Regional de Enfermagem – MG; Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – MG; Conselho Regional de Fonoaudiologia de MG/MT/MS/ES; Sindicato dos Farmacêuticos - MG; Sindicato dos Psicólogos – MG; Sindicato dos Farmacêuticos – MG; Sindicato dos Fonoaudiólogos – MG; Sindicato dos Jornalistas Profissionais de MG; Movimento Minas Contra o Ato Médico; Associação dos Usuários de Saúde Mental de MG- ASSUSAM; Associação dos Psicólogos do Alto Paraopeba - APAP MG; Fórum de Formação em Saúde Mental de Minas Gerais; Conselho Municipal de Saúde de Betim – MG; Diretório Acadêmico de Psicologia da PUC MG)

Gostaríamos que levasse em consideração estes aspectos na próxima terça-feira (27/11):

De um lado o Ato Médico põe fim a uma antiga reivindicação da categoria, com a delimitação legal de seu campo de atuação. De outro, os demais profissionais da saúde temem o risco de que o texto, da forma como está, se for transformado em lei, esvazie suas funções e resulte na reserva de mercado para os médicos.

SOMOS CONTRA O QUE?

Somos contra a forma que esta redigido o PL, que não respeita as conquistas históricas, sociais e legais das outras profissões... Que coloca em risco o direito de escolha dos cidadãos... Que faz reserva de mercado...Que fere frontalmente os princípios do SUS!! O Projeto vai de encontro a todas as políticas públicas de saúde existentes e contra a toda construção da aplicação dessas políticas que se desenvolveram nos últimos 20 anos em nosso país.

O QUE REPRESENTA

Teoricamente: Regulamentação da profissão de médico
Na prática: Um crime contra 4 milhões de outros profissionais de saúde e uma ameaça à população brasileira. Se fosse tão simples quanto alguns médicos querem fazer crer, este projeto não estaria em discussão durante 10 anos..

PORQUE A SAUDE SAI PERDENDO

Fere a liberdade do indivíduo de escolher os profissionais que considera adequados para seu tratamento e retira a autonomia dos demais profissionais da saúde, uma vez que subordina o trabalho desses profissionais à prescrição de médicos, os quais não possuem formação que abarque completamente os demais ramos da saúde.
Se esse projeto de lei for aprovado no Senado, nenhum brasileiro poderá ir a um outro profissional de saúde sem passar num médico antes e depois do tratamento.


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E O ATO MÉDICO

Vai à contramão dos avanços da democracia brasileira, conseguida através de muitas lutas e protestos, e ferindo os preceitos do Sistema Único de Saúde (SUS) - acesso universal, integralidade, tratamento igualitário, controle social, descentralização política e acessibilidade Se for aprovado “O Ato Médico” para você se consultar e/ou ser tratado por um psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista, Terapeuta Ocupacional, fonoaudiólogo o cidadão teria que primeiro passar por uma consulta médica. Outros profissionais como o Assistente Social, o farmacêutico, o bioquímico, o enfermeiro também perderiam sua autonomia profissional.
Além de afrontar a autonomia dos profissionais, essa lei aumentaria os gastos com saúde e deixaria milhões de brasileiros sem a assistência direta desses profissionais.

A formação acadêmica de um médico não engloba o conhecimento técnico e prático de todas as outras 12 profissões de nível superior da área da saúde.

Atenciosamente,

Frente Mineira em Defesa da Saúde