O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse ontem (29) que o ministério vai criar um grupo de trabalho para analisar a eficácia e a segurança da fosfoetanolamina na cura de casos de câncer, por meio de uma portaria com previsão de ser publicada amanhã (30), no Diário Oficial da União. “Vamos financiar e colocar os laboratórios públicos a disposição dos pesquisadores para chegarmos o quanto antes a um parecer final sobre essa substância”.

 

A fosfoetanolamina foi sintetizada pela equipe de pesquisadores chefiada por Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, em São Carlos, há cerca de 20 anos, e ficou conhecida nas redes sociais como “pilula do câncer”, pela suposta capacidade de destruir tumores malignos. O problema é que a substância não passou oficialmente pelas etapas de pesquisa exigidas pela legislação, que prevê uma série de estudos antes de um medicamento ser usado por seres humanos.

 

Segundo o ministro, os donos da patente concordaram hoje, durante audiência pública no Senado, em cumprir as exigências científicas para determinar a eficácia da droga, e vão participar do grupo composto por representantes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para a realização dos estudos clínicos, os pesquisadores terão o apoio do Instituto Nacional do Câncer e da Fiocruz.

 

“Nós estamos torcendo para que essa substância tenha efetividade, e que seja segura, mas temos a preocupação de que esse tensionamento todo que foi criado e que está na sociedade, leve pessoas a abandonarem tratamentos comprovadamente eficientes para se aventurarem com uma droga que não cumpriu os protocolos científicos.”, alertou o Ministro.

 

Marcelo Castro explicou que as exigências do Brasil para a liberação de medicamentos estão de acordo com os protocolos definidos pela Organização Mundial de Saúde, praticados no mundo inteiro. Esse método científico incluiu testes em células e em cobaias antes de ensaios clínicos em humanos.

 

Para ressaltar a importância dos testes, o ministro citou dois medicamentos, a anti-inflamatório Viox e o tranquilizante Talidomida, que apresentaram problemas após a comercialização. “Medicamento é coisa importante e séria. Estou dando o exemplo de duas drogas que obedeceram todas as exigências científicas e, mesmo assim, trouxeram graves problemas para a população. Imagine uma droga que nunca foi testada”, disse.

 

Por algum tempo, cápsulas de fosfoetanolamina sintética foram fornecidas, de graça, em São Carlos, mas a USP proibiu a produção e distribuição porque o medicamento não é registrado na Anvisa. Desde então, pacientes que tinham conhecimento dos estudos têm entrado na Justiça para obter a substância.

 

No início de outubro, o Supremo Tribunal Federal liberou o acesso à fosfoetanolamina a um paciente do Rio de Janeiro que estava na fase terminal da doença. Desde então, a demanda pela substância não para de aumentar. “Nós vamos dar todo o suporte necessário para fazer os ensaios clínicos e chegar a um veredicto sobre essa substância. Não podemos ficar na situação que estamos hoje, agravada por decisões judiciais”, afirmou o ministro.

 

Fonte: Agência Brasil – repórter Maiana Diniz

"Muitos países hoje podem ser arruinados de um dia para o outro, como na Grécia, através de um ataque especulativo"

 

São Paulo – Em evento realizado na quarta-feira (28), em São Paulo, o sociólogo português Boaventura Souza Santos, professor da Universidade de Coimbra, e o jurista Fábio Konder Comparato, professor aposentado da Faculdade de Direito da USP, analisaram a crise do capitalismo financeiro global que o mundo está enfrentando atualmente.

 

Em debate promovido pela Escola de Governo, com o tema 'A Crise Global Contemporânea', os pensadores afirmam que, como consequência, a democracia ficou fragilizada, as nações perderam autonomia e cresceu a desigualdade, como mostra a reportagem de Caroline Campos, para o Seu Jornal, da TVT.

 

Comparato enfatiza que o mundo está nas mãos dos banqueiros. Para ele, um dos principais problemas é que os bancos só visam ao lucro, com investimentos em fundos, e, por isso, não ajudam na distribuição da riqueza. "Antigamente eram os industriais que davam as cartas, até no campo político e internacional. Hoje são os banqueiros. Ora, o banco não produz nenhuma riqueza", refletiu o jurista.


Boaventura, por sua vez, acrescenta que essa crise global também coloca em risco a democracia, porque o modelo atual de governo das nações é desigual na distribuição de riqueza. "Muitos países, hoje, podem ser arruinados de um dia para o outro, como a gente viu na Grécia, por meio de um ataque especulativo. Isso criou uma instabilidade política extraordinária, porque a organização política das sociedades é nacional, mas há um mercado global financeiro que controla a política nacional", analisa o sociólogo português.

 

"Na crise de 1929, os bancos, sobretudo nos EUA, pegavam os depósitos dos clientes e aplicavam em especulação na bolsa. Quando a bolsa caiu, os clientes foram lá para tirar o dinheiro do banco e não tinha mais. Está se fazendo a mesma coisa. Ou seja, é o crime financeiro organizado", disse Comparato, que defendeu como medida urgente a separação das atuações dos bancos de depósito dos bancos de investimento.

 

Já Boaventura constatou que, no Brasil, nos últimos anos, assistiu-se a um processo importante de distribuição de riquezas, sobretudo por meio do Bolsa Família, mas que isso se deu em um ambiente hostil. "No momento em que as coisas se tornam mais difíceis, imediatamente, instala-se a crise", afirmou.

 

Fábio Comparato disse que o fundamental é exercer, a todo momento, a denúncia: "É preciso mostrar a todos, sobretudo ao povão, que ele está sendo explorado por pessoas que ele nem enxerga, e que o governo é refém dos bancos", alertou.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, participou na manhã desta quinta (29), no Senado  Federal, de uma Audiência Pública destinada a debater a substância fosfoetanolamina, que, segundo seus pesquisadores, seria eficaz na cura do câncer. Realizada conjuntamente por deputados e senadores, a sessão recebeu pesquisadores, cientistas e pessoas interessadas no tema.

 

Questionado sobre o papel da Anvisa em torno de toda a polêmica envolvendo a Fosfoetanolamina, Jarbas Barbosa foi enfático: “A Anvisa está no lado de proteger a saúde da população. Essa é a nossa missão legal e a de qualquer agência regulatória do mundo. Se nos forem apresentados todos os estudos necessários, eles serão priorizados em nossa análise. Mas não podemos liberar medicamentos que não passaram por esse crivo. Isso seria colocar em risco a saúde da população”.

 

Ele explicou que, para a liberação de um medicamento, se faz necessária uma série de ensaios clínicos, estudos que são exigidos por agências regulatórias do mundo inteiro e que comprovam se uma substância é segura e eficaz.

 

Os detentores da patente da Fosfoetanolamina ainda não apresentaram qualquer tipo de estudo à Anvisa. Porém, Jarbas explicou a todos que, iniciados os ensaios clínicos, a agência poderá apoiar e esclarecer qualquer dúvida que os pesquisadores tenham relação ao protocolo necessário para o registro da substância.

 

“A Anvisa está de portas abertas para apoiá-los”, ressaltou o diretor-presidente. “Mas é impossível nós termos, não só no Brasil, mas em qualquer país civilizado do mundo, um medicamento utilizado na população sem que todos os ensaios clínicos comprovem que ele é absolutamente seguro e eficaz”.

 


Jarbas explicou, ainda, que dentro dos nossos critérios da Anvisa, qualquer medicamento que seja desenvolvido no Brasil ou que seja destinado a uma doença que não disponha de outras alternativas, ele imediatamente vai para o começo da fila de pedidos de registros. Tem total prioridade.

 

“Nós temos hoje, na fila de análise de pesquisas clínicas da Anvisa, apenas  26 estudos. O mais antigo ingressou em julho passado. Ou seja, a Anvisa faz essa análise com muita rapidez”, assegurou. No entanto, alertou: “Sem a comprovação de que uma substância é segura, não podemos liberá-la. Já houve, no mundo, medicamentos que foram retirados do mercado exatamente porque, ao serem usados em larga escala, foram verificados efeitos adversos graves e que podem, inclusive, levar à morte”.

Fonte: Imprensa Anvisa

As eleições no Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sinfarmig) foram realizadas ontem, 28/10.  Foi eleita a Chapa Única que concorreu ao pleito com 93,65% dos votos para o triênio 2016-2018.

 

A Diretoria do Sinfarmig é, por definição estatutária, uma diretoria colegiada, não presidencialista, onde cada um dos seus diretores tem o mesmo poder de decisão.

 

Queremos muito que a próxima gestão possa ter a participação de todos os colegas que queiram contribuir no avanço e no alcance dos objetivos comuns a toda a categoria.

 

Os candidatos eleitos agradecem a confiança dos farmacêuticos e conclamam a todos para juntos, fazerem uma gestão coparticipativa e de conquistas para a categoria.

 

Mais do que seu voto, queremos sua participação efetiva na próxima gestão! Utilize todos os canais possíveis de contato para opinar: criticando, sugerindo, enfim, contribuindo para avanços em nossa profissão.

 

DIRETORIA EXECUTIVA DO SINFARMIG ELEITA PARA O TRIENIO - 2016|2018

 

Secretaria de Administração e Finanças
Efetivos:
Farmª Christianne Maria Nunes Jácome
Farmª Júnia Dark Vieira Lelis
Farmª Simone Furtado dos Santos
Suplente:
Farmº Sebastião Fortunato de Faria Filho
 

 

Secretaria de Organização Política
Efetivos:
Farmº Nivaldo Cesar de Souza Junior
Farmº Celso C. de Jesus
Suplente:
Farmº Valdir Latorre
 

 

Secretaria de Comunicação e Assuntos Culturais
Efetivos:
Farmº Ricardo Ribeiro
Farmº Denison de Souza Silveira
Suplente:
Farmº Daniel Kascher
 

 

Conselho Fiscal
 

 

Efetivos:
Farmº Rilke Novato Públio
Farmª Sandra Quintão Brant
Farmª Vanessa Noronha

Suplente:
Farmª Silvana Maria Corrêa Mafra Bóson
 

 

REPRESENTANTES REGIONAIS

 

Regional Sul de Minas  
Farmº Paulo Henrique Pazotti

 

Regional Oeste de Minas
Farmº Albano Rubens do Valle Verona

 

Regional Leste de Minas
Farmª Christine Lauar

 

Regional Norte de Minas
Farmº  Patrick Brito

 

Regional Zona da Mata
Farmª Maria Helena Braga

 

Regional Vale do Jequitinhonha e Mucuri
Farmª Stela Maris Machado de Meira         

 

Regional Vale do Aço – Ipatinga
Farmª Adriana dos Santos
 
 

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