Brasília será sede da Reunião de adesão a Frente em Defesa do SUS, que acontecerá na sala do pleno do Conselho Nacional de Saúde (CNS), na terça-feira (10.11), das 10h às 16h. O evento é uma ação do CNS e contará com a participação de entidades parceiras na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O processo de subfinanciamento do SUS é histórico e teve continuidade em 2015 e poderá agravar-se nos anos seguintes. O crescimento acelerado da insuficiência orçamentária irá refletir diretamente na vida da população e na qualidade do atendimento das diferentes unidades de serviços existentes no Brasil. Neste contexto, o CNS mobiliza-se para um amplo debate em defesa da saúde pública do país.

 

Para Ronald Santos, conselheiro nacional de saúde, poucas vezes na história do SUS se fez tão importante um movimento em defesa da saúde pública. “A agenda da Frente deve ser conjunta com ações no parlamento, nas ruas e principalmente na 15ª Conferência Nacional de Saúde, que acontece em dezembro deste ano”, diz.

 

A iniciativa da Frente em Defesa do SUS parte de experiências de mobilizações que já possuem uma grande aderência, como a campanha Saúde+10. A fonte dos recursos para tal seria, por exemplo, a taxação de grandes fortunas e grandes transações financeiras.

 

De acordo com a presidenta do CNS, Maria do Socorro de Souza, a defesa do direito universal da saúde é um desafio que deve ser ampliado e fortalecido, exigindo muita mobilização dos atores que integram organizações que atuam na área da saúde. “A agenda que estamos propondo tem um potencial para agregar vários parceiros, por isso todos que defendem a democracia e o SUS devem participar”, afirma.

 

A Frente também será publicizada durante o ato político na Esplanada dos Ministérios, no dia 1 de dezembro, na abertura da 15º Conferência Nacional de saúde. A manifestação será em defesa da democracia, da participação e das políticas públicas.

 

Fonte: Blog da 15ª CNS
Publicado em 09/11/2015

O Jornal Brasil de Fato está fazendo a cobertura diária da tragédia ocorrida em Mariana no dia 05/11. A cobertura é atualizadas várias vezes ao dia. No dia 05 de novembro, duas barragens da empresa de mineração Samarco se romperam destruindo o distrito de Bento Rodrigues.

 

 

Mais de 600 pessoas estão morando em abrigo temporário e já foram confirmadas as mortes de outras quatro.

 

 

Acompanhe aqui a cobertura realizada pelo Jornal  

Começou ontem, segunda-feira, a votação que vai escolher os novos representantes da categoria para os próximos anos.

 

Na eleição de 2015, serão escolhidos quatro conselheiros regionais, uma chapa de diretoria e uma chapa de conselheiro federal. Votação ocorre exclusivamente pela internet, no site www.votafarmaceutico.org.br, até meio dia de quarta-feira, 11 de novembro.


Participe. Seu voto fortalece a categoria!

A Fenafar realizou, na sexta-feira, 06/11, a primeira reunião do novo Conselho de Representantes da entidade, após o seu 8º Congresso, com a presença de 24 estados e o Distrito Federal.

 

 

Por Renata Mielli, de Brasília


Para contextualizar os debates e as ações que o CR deve apontar para dar desdobramento às resoluções congressuais, foi feita uma análise da conjuntura política e econômica do país, que contou com a presença da deputada federal Angela Albino (PcdoB-SC) e do consultor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – DIAP, Ântonio Queiroz.


O presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, abriu a reunião destacando a sua representatividade. “É uma demonstração de uma importante vitória, que representa o acerto de uma política de construção coletiva, de ouvir, de buscar a unidade e que tem como princípio – desde o primeiro congresso da Fenafar – realizar um sindicalismo classista, politizado, independente, de luta, que trata com muita atenção as questões específicas e econômicas da categoria farmacêutica, a luta pela sua valorização, mas também trata dos problemas do Brasil, do desenvolvimento nacional, da soberania e da luta pela Saúde Pública”.


A deputada federal Angela Albino iniciou sua apresentação dizendo que toda organização do movimento social, que todos os sindicatos, precisam incluir na sua agenda de discussão a análise da conjuntura política. Ela reafirmou a visão de que o sindicato não pode se resumir a luta pelas demandas econômicas da categoria, que são fundamentais, mas são insuficientes para obter avanços mais estratégicos. “Nossas lutas não são nossas lutas apenas. Temos que ter um papel político para atuar em consonância com um contexto político”.


Onda conservadora e o papel da mídia


A deputada discorreu sobre a crise política e econômica que estamos atravessando. “Temos uma crise econômica que é mundial e que nos afeta e também precisamos reconhecer nossas debilidades”, mas ela chamou a atenção para o papel político que os meios de comunicação têm cumprido, ao amplificar a crise econômica, gerando mais instabilidade política.


“A crise existe mas ela é manipulada pelos meios de comunicação porque a mídia tem lado”, diz se referindo ao consórcio oposicionista no país que é composto pela direita conservadora e a mídia hegemônica.


Além da crise, a mídia têm insuflado um discurso conservador que está fortemente representado no atual Congresso Nacional, pelos parlamentares da bancada religiosa, da bancada dos setores agropecuários e de empresários ligados à indústria da violência. Para exemplificar, Angela falou dos projetos que atacam os direitos das mulheres e de outros que representam graves retrocessos aos direitos humanos.


“Essa ofensiva exige uma ampla unidade em defesa da democracia. O ambiente polítco não nos permite apostarmos nas nossas divergências, temos que ter muita clareza nos pontos que nós convergirmos e eles não podem ser esgotados apenas nas pautas das nossas categorias, senão não teremos avanços. Não podemos achar que a nossa luta é apenas por salários. Nunca nenhum sindicalista pode dar a impressão para a sociedade de que a nossa luta particular é maior que a luta coletiva”, afirmou.

 

 

 

 

Crise política e econômica


Ântonio Queiroz, do DIAP, fez um diagnóstico bastante aprofundado do quadro político e econômico do país. Na sua avaliação “existe uma crise política influenciando a economia, que tem uma disputa ideológica como pano de fundo: o empresariado é contra um Estado que tenha ação na economia para definir políticas de investimento”.


Ele destacou que “há no Brasil uma combinação de quatro fatores que são sinônimos de crise em qualquer País ou lugar: um governo fraco; um Congresso conservador e subordinado ao poder econômico; um Judiciário midiático; e uma imprensa tendenciosa. Essa combinação torna o ambiente político e social confuso e deixa a população atônita. Precisamos compreender bem esse ambiente para não sucumbirmos ao desalento nem à desesperança”.


Somado a isso, Toninho do Diap considera que desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula, o governo tem tido um problema de comunicação. “Isso fica patente quando se vê o resultado de uma pesquisa recente que mostra que as pessoas atribuem a méritos pessoais a sua melhoria de vida”.


Temos um setor empresarial que não investe na economia.


“Alega-se que os investimentos não acontecem na dimensão esperada por falta de confiança ou temor de que o governo possa interferir na margem de lucro das empresas”. Apesar disso, “o Brasil continua como um destino de investimento estrangeiro direto importante, inclusive porque seus ativos estão baratos, mas poderá perder essa condição se os Estados Unidos modificarem sua política monetária ou se mais uma agência de risco retirar o selo de bom pagador do País: o grau de investimento”.


Neste cenário, Queiroz ressalta que “os ajustes promovidos pelo governo não podem incidir sobre as políticas públicas que beneficiam os mais pobres. Está em curso uma onda de flexibilização das medidas de regulação, uma onda neoliberal para acabar com a política de conteúdo nacional, junto com uma onda conservadora, que quer mudar o conteúdo do projeto político”.


Os desdobramentos de junho de 2013


Nos aspectos políticos, Toninho buscou nas manifestações de junho de 2013 alguns sinais da crise política que estamos vivendo hoje. Para ele, “as manifestações eram para pedir mais Estado, mais governo e mais políticas públicas. Depois foi apropriada por setores que não tinham mais interesses. “O cidadão foi às ruas nas dimensões de eleitor, contribuinte, usuário de serviços públicos e consumidor”, disse.


Em sua análise, “o eleitor é o titular de poder e quando delega para que alguém em seu nome legisle, fiscalize, aloque recursos no orçamento ou administre um Município, um Estado ou a própria União, o faz com base em um programa, com exigência de prestação de contas; na dimensão de contribuinte. Ele criticou a injustiça tributária, que incide basicamente sobre consumo e salários, quando deveria recair sobre renda, lucros e dividendos, patrimônio, grandes fortunas; como usuário de serviço público, que foi o estopim das manifestações, especialmente no transporte público, o cidadão igualmente tinha e continua tendo razão. Apesar do esforço dos servidores públicos, os serviços públicos são insuficientes; na dimensão de consumidor, foi às ruas em razão da retomada da inflação, contra a atualização das tarifas públicas ou dos preços administrados, como energia elétrica e combustíveis, também impactou o orçamento das famílias, contribuindo para o aumento da indignação do consumidor, Mas o cidadão não protestou na dimensão de trabalhador, porque naquele momento o emprego e a renda cresciam. Ocorre que, ao não verem suas reivindicações terem desdobramentos, ficaram “frustrados em suas expectativas, os eleitores ficaram indignados e passaram a se identificar “contra tudo que está aí”. O Congresso eleito nesse ambiente político foi esse que vemos, formado por bancadas como a ruralista, a evangélica, a da segurança/bala e a da bola, que, somadas, reúnem a maioria absoluta das cadeiras da Câmara dos Deputados. Essas bancadas, que representam o que há de mais atrasado na política nacional, têm atuado de modo articulado”.


Toninho se soma à preocupação da deputada Angela Albino sobre a necessidade de se construir uma ampla unidade em defesa da democracia. Também disse que é preciso fortalecer os sindicatos e os movimentos sociais e ampliar o debate político na sociedade, porque, ao contrário do que a mídia hegemônica tenta impor no sentido de criminalização da política: "é na política que os problemas coletivos são resolvidos. Todas as conquistas dos avanços civilizatórios são produtos de decisões políticas. Se você desqualifica a política você perde este instrumento fundamental para definir regras de convivência, mecanismos de proteção. Quando se desqualifica a política, se qualifica o mercado, e o mercado só pensa no lucro, não tem compromisso ético, social nenhum. Se a gente não participa da política, este espaço vai ser ocupado por gente inescrupulosa que não tem compromissos com o interesse público.

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