Após uma inspeção realizada na empresa União Química Farmacêutica Nacional S/A, a Anvisa determinou a suspensão de todos os lotes dos medicamentos listados abaixo com data de validade vigente:

 

Baclon (baclofeno),

 

Bioflex (dipirona + cloridrato de orfenadrina + cafeína)

 

Clonazepam e Constante (alprazolam)

 

Durante a vistoria, foi constatado que os medicamentos eram produzidos com alterações pós-registro não autorizadas, ou seja, em desacordo com os respectivos registros na Agência.

 

Além da suspensão da distribuição, comercialização e uso de todos os lotes dos medicamentos citados, a Anvisa determinou, também, que a empresa faça o recolhimento do estoque existente no mercado.

 

A medida consta da Resolução 3.149/2015, publicada nesta terça-feira (17/11) no Diário Oficial da União (DOU).

 

Fonte: Imprensa Anvisa

A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, comercialização, divulgação e uso de todos os lotes dos produtos fabricados e distribuídos a partir de 20 de março de 2014  pela empresa  Laboratórios Corpo e Cheiro Ltda.

 

Os produtos foram suspensos após serem apontadas irregularidades durante inspeção para verificação de Boas Práticas de Fabricação.

 

Com a decisão, a empresa deve promover o recolhimento do estoque existente no mercado.

 

A medida consta da Resolução 3.144/2015, publicada nesta segunda-Feira (16/11) no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: Imprensa Anvisa

A Anvisa determinou, nesta segunda-feira  (16/11), a suspensão da distribuição, fabricação, comercialização e uso  de  todos  os  equipamentos  com finalidade  de embelezamento e estética da empesa Eletrobel Aparelhos Elétricos Ltda Me. Os produtos não têm registro na Agência.

 

Com a decisão, a empresa deve promover o recolhimento do estoque existente no mercado.

 

A medida consta da Resolução 3.145/2015, publicada nesta segunda-Feira (16/11) no Diário Oficial da União (DOU).

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Por Luiz Carlos Azenha -  Do Viomundo  - publicado em 13/11

 

Uma semana depois do rompimento das barragens da Vale/BHP Billiton/Samarco em Mariana, o que escrevi aqui — depois de ter estado pessoalmente na região — se confirmou: o crime ambiental expôs quanto o Estado brasileiro está entregue à iniciativa privada. Sim, isso é natural no capitalismo, mas o Brasil é recordista no “entreguismo”.

 

1. O plano de emergência da Samarco, propagandeado pelos relações públicas da empresa e disseminado pela mídia que faz “jornalismo declaratório”– na feliz frase de meu colega Caco Barcellos — era para inglês ver. Dez minutos se passaram entre o rompimento das barragens e a chegada da lama a Bento Rodrigues, mas não havia sistema de alerta para os moradores do vilarejo, nem plano adequado para fazer um rápido resgate, nem qualquer ideia de como conter a lama antes de chegar a grandes centros populacionais, como Governador Valadares, com quase 280 mil habitantes. Recebi mensagem de um leitor segundo o qual o caos na cidade é completo e moradores começam a ir embora por falta de água!

 

2. A “lama inerte” propagandeada pela Samarco contém altas concentrações de ferro, manganês e alumínio que inviabilizam o tratamento da água para consumo humano e oferecem riscos à saúde. Para não falar no chumbo, arsênio e antimônio — metais pesados que podem estar presentes na lama. No entanto, não se ouviu um alerta sequer — nem da empresa, nem das autoridades municipais, estaduais e federais — para que a população ribeirinha se mantenha distante da lama que cobre as margens do rio do Carmo e, agora, do rio Doce. O governo de Minas fez uma única análise sobre a óbvia turbidez da água. O serviço de água e esgoto de Governador Valadares fez uma análise incompleta por não dispor do equipamento necessário. Ou seja, ou o Estado brasileiro dá cobertura às mineradoras, ou é incompetente/desaparelhado para lidar com elas. Provavelmente os dois.

 

3. A Samarco prometeu “monitorar as águas” dos rios e as autoridades e jornalistas levaram isso a sério. Como se a raposa tivesse credibilidade para monitorar o galinheiro. É a naturalização de um Estado dependente da iniciativa privada para “defender” o interesse público. Ou de um Estado capturado pelo poder econômico. Escolham. Notem como prefeitos e autoridades em geral pedem ajuda diretamente à Vale ou à Samarco. Praticamente imploram por água potável, por exemplo. Mas onde estão os planos de emergência que deveriam existir em função de barragens que acumulavam 62 milhões de metros cúbicos de lama e água?

 

4. A Assembleia Legislativa de Minas finalmente aprovou uma comissão para investigar as mineradoras no Estado, o que os tucanos haviam barrado durante o governo Anastasia. Porém, a comissão inclui deputados que receberam R$ 587 mil em doações de mineradoras! É a desmoralização completa e absoluta… Enquanto pagam a políticos por dentro e por fora, as mineradoras deixam uma fração minúscula de seus lucros nas comunidades locais — 0,7% no caso de Mariana, em 2014. O grosso do lucro vai para acionistas estrangeiros, que não têm qualquer relação com Mariana, Minas Gerais e o Brasil e não vão arcar com os custos ambientais presentes ou futuros deixados pela mineração.

 

Entreguista

 

5. Fernando Henrique Cardoso é o político que vendeu a Vale, patrimônio do povo brasileiro, a preço de banana. Um crime, entre outros motivos por não incluir no preço as reservas minerais que já haviam sido descobertas! Infelizmente, a lógica de submeter o Estado aos interesses privados, que ele aperfeiçoou ao exercer o poder, continuou vigorando, inclusive em empresas supostamente “estatais” como a Petrobras, Cemig, Sabesp, Sanepar e muitas outras… O lucro é sempre privado, os prejuízos são sempre públicos. A população, esta fica ao Deus dará.

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