Mais uma arma no combate ao HIV. É o que possibilita a nova RDC da Anvisa, aprovada nesta sexta (20), que permite o registro no Brasil de autotestes para a triagem do vírus HIV e que poderão ser utilizados por usuários leigos. O país passa a ser um dos poucos do mundo a adotar esta estratégia, buscando ampliar o acesso ao diagnóstico, o que configura-se em mais um instrumento para auxiliar no controle da infecção no Brasil.


A Anvisa atendeu ao Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, que solicitou o apoio da agência para regulamentar a comercialização de autotestes de HIV em farmácias, drogarias, postos de medicamentos, serviços de saúde e programas de saúde pública.


O novo regulamento técnico tem como um de seus objetivos o impacto na redução da transmissão do vírus e na queda do surgimento de novos casos.


A RDC estabelece que os produtos deverão conter informações claras que indiquem seu uso seguro e eficaz, incluindo ilustrações como fotografias, desenhos ou diagramas sobre a obtenção da amostra, execução do teste e leitura do resultado.


A norma também responsabiliza os produtores no esclarecimento quanto à janela imunológica humana, que é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e a produção de anticorpos no sangue, bem como orientações de conduta do indivíduo após a realização do teste.


Ao aprovar este regulamento, a Anvisa considerou também a agilidade da resposta ao indivíduo e a relação risco-benefício da testagem.  Vale ressaltar que trata-se de um método para triagem: o resultado obtido no teste, seja positivo ou negativo, deverá ser confirmado por um serviço de saúde especializado e em testes laboratoriais.


Outro ponto importante a se destacar é que o autoteste não poderá ser utilizado, de forma alguma, na seleção de doadores em serviços de coleta de sangue.

Para consolidar a RDC, a Anvisa estabeleceu, para os produtores, algumas prioridades, como a disponibilização de um canal de comunicação telefônico de suporte ao usuário 24 horas, durante os sete dias da semana, e uma embalagem contendo indicação do serviço Disque Saúde do Ministério da Saúde (136).

Qualidade de vida

Estimativas do Ministério da Saúde apontam que cerca de 143 mil brasileiros desconhecem ser portadores do HIV.  Por conta disso, o governo brasileiro tem desenvolvido diversas estratégias para controlar a transmissão do vírus, estabelecendo políticas públicas que reforçam a ampliação do conhecimento das pessoas quanto à infecção pelo HIV e estimulando o acesso ao diagnóstico.

O conhecimento do estado de saúde permite melhorar a qualidade de vida das pessoas diagnosticadas e reduzir a probabilidade de transmissão do vírus, auxiliando no controle da infecção pelo HIV.

Fonte: Imprensa Anvisa

Os farmacêuticos Luciano Martins Rena Silva, Elaine Cristina Coelho Baptista, Junia Célia de Medeiros e Gizele Souza Silva Leal são os novos diretores do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF-MG).  Os integrantes da Chapa 2 foram escolhidos por 6877 farmacêuticos, o que representa 50,33% dos votos válidos. A chapa foi também a mais votada para representar os profissionais no CFF, com 6915 votos.

 

Para compor o plenário do CRF-MG para os próximos quatro anos, os farmacêuticos elegeram quatro conselheiros regionais e um suplente, respectivamente por número de votos: Claudiney Luís Ferreira (4960 votos), Rigleia Maria Moreira Lucena (4514 votos), Gizele Souza Silva Leal (4429 votos), Luciano Martins Rena Silva (4406 votos) e Waldemar de Paula Junior (4090 votos).

 

Resultado

 

O processo eleitoral foi coordenado pelo Conselho Federal de Farmácia e auditado por uma empresa especializada. A Chapa 1 obteve 6786 votos para diretoria (49,67% dos votos válidos) e 6804 votos para conselheiro federal (49,60% dos votos válidos). Foram contabilizados os votos de 15383 eleitores.

 

Com informações do CRF-MG

Durante a reunião da Mesa Estadual Permanente de Negociação do SUS-MG realizada ontem (19) na sede da Escola de Saúde Pública, em Belo Horizonte, das 09h às 13h, o Sinfarmig se posicionou sobre as alterações de jornada dos farmacêuticos que trabalham na rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

 

A inclusão do assunto na pauta da reunião foi solicitada pelo Sinfamig à Mesa após receber vários e-mails e telefonemas dos farmacêuticos pedindo esclarecimentos sobre a situação.

 

Em cumprimento à Lei 13021, sancionada no ano passado, todas as farmácias públicas e privadas devem manter farmacêutico em tempo integral de funcionamento – a Lei vale, obviamente, também para as farmácias dos hospitais públicos estaduais.

 

A alteração da jornada dos farmacêuticos, feita de forma unilateral, portanto não negociada com os farmacêuticos, pelo estado, visa atender às exigências da legislação. Como a Fhemig não se dispõe a realizar concurso e nem a contratar servidores em número suficiente para atender à nova demanda ,os farmacêuticos são penalizados com sobrecarga de trabalho.

 

Para o Sinfarmig, os profissionais farmacêuticos não podem ser punidos com mudança nas jornadas e troca de locais de trabalho de maneira arbitrária, como vem acontecendo, para atender à obrigação dos gestores de cumprirem a lei.   

 

A diretora Júnia Lélis, que representou o Sinfarmig na reunião, chamou a atenção para a irregularidade. Para ela a atitude é desrespeitosa. “Demonstramos à gestão estadual da saúde que a atitude é inaceitável. Mudar jornada e locais de trabalho dos farmacêuticos de uma hora para outra causa transtornos pessoais e familiares. Sem falar que muitos estudam ou possuem mais de um emprego o que pode vir a prejudicá-los também nesse sentido”.    

 

Por orientação da presidência da Mesa Estadual Permanente de Negociação do SUS-MG manifestada na reunião, a Fhemig deverá chamar os farmacêuticos para conversar sobre o assunto para, juntamente com os profissionais, buscar soluções para os impasses gerados pelas mudanças.

 

O Sinfarmig solicita aos colegas que trabalham em hospitais públicos ou privados e que estejam em situação análoga, que procurem o nosso sindicato para, juntos, fazermos de tudo  para  revertermos esta situação.

 

Lutemos sempre por melhores salários e condições de trabalho!

Mais da metade dos brasileiros de 15 a 17 anos que se autodeclaram pretos ou pardos estavam no ensino médio (51%) em 2014, segundo levantamento feito pelo Instituto Unibanco com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada na semana passada. Em 2001, esse percentual era de 25%. No mesmo período, a proporção de jovens brancos no ensino médio cresceu 14 pontos percentuais – chegando a 65%.

Em 2001, mais da metade (53%) dos alunos negros de 15 a 17 anos ainda estava estudando na primeira etapa da educação básica, ou seja, estavam atrasados em relação ao que era esperado para a sua faixa etária. Na última Pnad, o percentual caiu 21 pontos e hoje a proporção de jovens negros ainda atrasados no fundamental é de um terço (32%) - entre os brancos, esse percentual é de 22%.

No total da população de 15 a 17 anos sem estudar, 19% já completaram o ensino médio. Na população branca, esse percentual é de 28%, superior ao verificado entre os negros (15%).

Ainda de acordo com o levantamento, 57% dos negros que estão fora da escola não completaram o ensino fundamental. Entre os brancos, o percentual de jovens de 15 a 17 anos fora da escola é de 43%.



Fonte: Agência Brasil

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