A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais está com inscrições abertas, das 9h do dia 30/11 até as 17h do dia 8/12, no sítio eletrônico www.fhemig.mg.gov.br, para cadastramento de currículos em processo seletivo simplificado.

 

Há vagas para farmacêutico nas localidades de Barbacena, Belo Horizonte, BH/Barreiro, Juiz de Fora, Patos de Minas e Ubá.

 

Também há vagas para profissionais com especialização em Farmácia Hospitalar nas localidades de Belo Horizonte e BH/Barreiro.

Nesta quinta -feira (26/11) a Anvisa determinou a suspensão de todas as publicidades dos produtos IMECAP, IMECAP Cellut Cápsula, IMECAP Redutor de Medidas Cápsula, IMECAP Hair e IMECAP Antissinais Cápsula, produzidos pela empresa Vidfarma Indústria de Medicamentos Ltda.

 

As propagandas alegam que os produtos possuem propriedades funcionais ou de saúde não comprovadas pela Agência.

 

A medida está na Resolução 3.235/2015 publicada quinta-feira  (26/11) no Diário Oficial da União (DOU).

 

Fonte: Imprensa Anvisa

O Canal Saúde estreia na TV aberta, em Brasília (DF), no dia 9 de dezembro. A programação da emissora do Sistema Único de Saúde (SUS), criada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fará parte da multiprogramação da TV Brasil, possibilitada pela migração para o Sistema de Brasileiro de TV Digital. O Canal Saúde irá ocupar o canal 2.4.

 

 

 

Dentro do contexto da sua entrada na TV aberta, o Canal Saúde vai debater a gestão participativa da emissora, na 15ª Conferência Nacional de Saúde, em Brasília, no dia 3 de dezembro, quinta-feira, às 10h, na Tenda Paulo Freire.

 

Com a migração gradual da TV aberta do sistema analógico para o sistema digital, a previsão é de que, em janeiro de 2016, a transmissão do Canal Saúde chegue também às cidades do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) e até 2019 a emissora esteja acessível, em sinal aberto, a todos os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

 

A mudança permitirá que conteúdo de qualidade sobre o SUS alcance mais de 120 milhões de pessoas nos próximos anos. O Canal Saúde foi incluído na programação da TV aberta digital por meio de um acordo interministerial, assinado em setembro deste ano, para a implantação dos canais públicos no Sistema Brasileiro de TV Digital, que inclui, além da Saúde, um canal para a Educação, um para o Poder Executivo e um para a Cultura.

 

“O mais importante dessa entrada na TV aberta é que o Canal Saúde não é uma emissora da Fiocruz ou do Ministério da Saúde, é um canal do SUS, do Sistema Único de Saúde”, defende a gerente do Canal Saúde, Marcia Corrêa e Castro. “É fundamental entender o SUS como política de Estado e não de Governo. O mesmo vale para a Comunicação Pública, que deve ser política de Estado. É nessa seara que o Canal Saúde se insere e é aí que está o papel dele e a importância da sua programação chegar a cada vez mais brasileiros”, conclui.


Debate

 

O debate na Tenda Paulo Freire, paralelo à Conferência, será aberto a todos, delegados ou não delegados, na tenda que fica localizada fora dos pavilhões onde será realizada a décima quinta.

 

Para debater a ampliação desta janela para a compreensão do SUS, discutir conteúdos e formas de gerir o Canal Saúde, estarão presentes representantes do Conselho Nacional de Saúde, Ministério das Comunicações, Intervozes e do próprio Canal.

 

Fonte: Blog da 15ª CNS - 26/11/2015

Para alguns deputados, a fosfoetanolamina sintética só deve ser distribuída a pacientes quando houver estudos conclusivos de sua eficácia; para outros, porém, é preciso reconhecer os benefícios trazidos a quem já utilizou a substância

 

A substância, ainda não liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vem sendo anunciada por pesquisadores e pacientes como a cura para diversas variantes do câncer em seres humanos.

 

A substância orgânica foi estudada e sintetizada de forma independente no fim dos anos 1980 por Gilberto Orivaldo Chierice, professor aposentado do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP).

 

Depois de patentear o composto, o docente passou a distribuí-lo a pessoas interessadas, alegando que ele não é tóxico e é eficaz contra o câncer.

 

Para o deputado Mandetta (DEM-MS), que também é médico, o uso indiscriminado do composto ao longo de quase 20 anos retrata uma sequência de equívocos. “O primeiro é a distribuição às pessoas sem fazer as devidas perguntas. E se tiver uma lesão renal? E se antecipar a morte do paciente? E se tiver efeito e passar para outras gerações”, questionou o parlamentar, ressaltando que nenhum indivíduo é igual ao outro e cada droga tem as próprias doses, indicações e contraindicações.

 

Testes clínicos
Também médico, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) considerou importante não estimular o charlatanismo em torno do tema, referindo-se ao caráter milagroso atribuído à substância pelo senso comum. Chinaglia, por outro lado, disse que a ciência não pode trabalhar negando os fatos e os possíveis resultados positivos da fosfoetanolamina no tratamento do câncer.

 

“Essa substância, que é produzida pelo próprio organismo, só existe concentradamente em células tumorais, exatamente por ser uma reação do organismo. Negar esse fato é não fazer ciência. Aí é o preconceito, é o interesse econômico da chamada indústria do câncer”, disse o deputado, favorável aos testes clínicos da substância.

 

Enfermeira, a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) disse que a fosfoetanolamina só deve ser distribuída às pessoas após a aprovação em todas as quatro fases da pesquisa clínica no Brasil. Ao defender agilidade nesse processo, Zanotto disse que é preciso acreditar na pesquisa feita no Brasil. “Precisamos reconhecer que este medicamento vem sendo produzido por uma universidade, que já foi distribuído para diversos pacientes, e há relatos de pacientes do resultado do medicamento”, disse ela.

 

O deputado Rogério Peninha Mendonça (PDMB-SC) disse ter ouvido relato de pessoas desenganadas que tomaram a substância e teriam sido curadas. “É justo uma pessoa que não tem mais esperança ficar esperando porque não há estudos? O que podemos esperar de sequelas de pessoas que têm poucos dias de vida?”, disse.

 

Para o deputado Weliton Prado (PMB-MG), enquanto todos os testes clínicos não forem concluídos, é preciso garantir o acesso à substância para pacientes com câncer em fase avançada. “Fiquei impressionado com o retorno das pessoas que usaram a fosfoetanolamina. E acredito que é fundamental assegurar o direito de uso a pacientes que já passaram por quimioterapia, por radioterapia e enfrentam a fase mais avançada da doença”, destacou.

 

O diretor superintendente do Hospital Amaral Carvalho, Antônio Luis Cesarino de Moraes Navarro, que também participou da comissão geral, negou que o hospital tenha realizado pesquisa clínica sobre o produto. “Não a pesquisamos, porque não havia estudo pré-clínico [geralmente feito com animais]. As primeiras informações sobre o estudo pré-clínico vieram em 2007”, disse.

 

Esclarecer dúvidas
O líder do Solidariedade, deputado Arthur Oliveira Maia (BA), que propôs o debate para esclarecer dúvidas sobre os diversos aspectos envolvendo a substância, disse que é preciso considerar benefícios e consequências do uso da fosfoetanolamina.

 

“A mais renomada instituição de ensino do País desenvolveu um medicamento que, segundo diversas pessoas que o utilizaram, seria capaz de curar o câncer”, observou. “Por outro lado, uma parte da comunidade científica desconfia dos resultados por não ver lógica nenhuma em um único medicamento ser capaz de combater os mais diversos tipos de câncer”, completou.

 

Por desconhecer a eficácia da substância, dada a falta de informações sobre o controle clínico de pessoas que fizeram uso dela, a USP publicou neste ano uma portaria proibindo sua distribuição. A universidade aguarda a análise e aprovação da Anvisa.

 

A proibição da substância, entretanto, levou diversas pessoas a questionarem na Justiça o direito de continuar usando a fosfoetanolamina, mesmo em caráter experimental.

 

Recentemente uma liminar do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), reverteu decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que proibia a distribuição da droga aos interessados.

 

Agência Câmara / Reportagem – Murilo Souza – publicada em 24/11/2015

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