O Canal Saúde estreia na TV aberta, em Brasília (DF), no dia 9 de dezembro. A programação da emissora do Sistema Único de Saúde (SUS), criada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fará parte da multiprogramação da TV Brasil, possibilitada pela migração para o Sistema de Brasileiro de TV Digital. O Canal Saúde irá ocupar o canal 2.4.

 

 

 

Dentro do contexto da sua entrada na TV aberta, o Canal Saúde vai debater a gestão participativa da emissora, na 15ª Conferência Nacional de Saúde, em Brasília, no dia 3 de dezembro, quinta-feira, às 10h, na Tenda Paulo Freire.

 

Com a migração gradual da TV aberta do sistema analógico para o sistema digital, a previsão é de que, em janeiro de 2016, a transmissão do Canal Saúde chegue também às cidades do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) e até 2019 a emissora esteja acessível, em sinal aberto, a todos os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

 

A mudança permitirá que conteúdo de qualidade sobre o SUS alcance mais de 120 milhões de pessoas nos próximos anos. O Canal Saúde foi incluído na programação da TV aberta digital por meio de um acordo interministerial, assinado em setembro deste ano, para a implantação dos canais públicos no Sistema Brasileiro de TV Digital, que inclui, além da Saúde, um canal para a Educação, um para o Poder Executivo e um para a Cultura.

 

“O mais importante dessa entrada na TV aberta é que o Canal Saúde não é uma emissora da Fiocruz ou do Ministério da Saúde, é um canal do SUS, do Sistema Único de Saúde”, defende a gerente do Canal Saúde, Marcia Corrêa e Castro. “É fundamental entender o SUS como política de Estado e não de Governo. O mesmo vale para a Comunicação Pública, que deve ser política de Estado. É nessa seara que o Canal Saúde se insere e é aí que está o papel dele e a importância da sua programação chegar a cada vez mais brasileiros”, conclui.


Debate

 

O debate na Tenda Paulo Freire, paralelo à Conferência, será aberto a todos, delegados ou não delegados, na tenda que fica localizada fora dos pavilhões onde será realizada a décima quinta.

 

Para debater a ampliação desta janela para a compreensão do SUS, discutir conteúdos e formas de gerir o Canal Saúde, estarão presentes representantes do Conselho Nacional de Saúde, Ministério das Comunicações, Intervozes e do próprio Canal.

 

Fonte: Blog da 15ª CNS - 26/11/2015

Para alguns deputados, a fosfoetanolamina sintética só deve ser distribuída a pacientes quando houver estudos conclusivos de sua eficácia; para outros, porém, é preciso reconhecer os benefícios trazidos a quem já utilizou a substância

 

A substância, ainda não liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vem sendo anunciada por pesquisadores e pacientes como a cura para diversas variantes do câncer em seres humanos.

 

A substância orgânica foi estudada e sintetizada de forma independente no fim dos anos 1980 por Gilberto Orivaldo Chierice, professor aposentado do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP).

 

Depois de patentear o composto, o docente passou a distribuí-lo a pessoas interessadas, alegando que ele não é tóxico e é eficaz contra o câncer.

 

Para o deputado Mandetta (DEM-MS), que também é médico, o uso indiscriminado do composto ao longo de quase 20 anos retrata uma sequência de equívocos. “O primeiro é a distribuição às pessoas sem fazer as devidas perguntas. E se tiver uma lesão renal? E se antecipar a morte do paciente? E se tiver efeito e passar para outras gerações”, questionou o parlamentar, ressaltando que nenhum indivíduo é igual ao outro e cada droga tem as próprias doses, indicações e contraindicações.

 

Testes clínicos
Também médico, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) considerou importante não estimular o charlatanismo em torno do tema, referindo-se ao caráter milagroso atribuído à substância pelo senso comum. Chinaglia, por outro lado, disse que a ciência não pode trabalhar negando os fatos e os possíveis resultados positivos da fosfoetanolamina no tratamento do câncer.

 

“Essa substância, que é produzida pelo próprio organismo, só existe concentradamente em células tumorais, exatamente por ser uma reação do organismo. Negar esse fato é não fazer ciência. Aí é o preconceito, é o interesse econômico da chamada indústria do câncer”, disse o deputado, favorável aos testes clínicos da substância.

 

Enfermeira, a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) disse que a fosfoetanolamina só deve ser distribuída às pessoas após a aprovação em todas as quatro fases da pesquisa clínica no Brasil. Ao defender agilidade nesse processo, Zanotto disse que é preciso acreditar na pesquisa feita no Brasil. “Precisamos reconhecer que este medicamento vem sendo produzido por uma universidade, que já foi distribuído para diversos pacientes, e há relatos de pacientes do resultado do medicamento”, disse ela.

 

O deputado Rogério Peninha Mendonça (PDMB-SC) disse ter ouvido relato de pessoas desenganadas que tomaram a substância e teriam sido curadas. “É justo uma pessoa que não tem mais esperança ficar esperando porque não há estudos? O que podemos esperar de sequelas de pessoas que têm poucos dias de vida?”, disse.

 

Para o deputado Weliton Prado (PMB-MG), enquanto todos os testes clínicos não forem concluídos, é preciso garantir o acesso à substância para pacientes com câncer em fase avançada. “Fiquei impressionado com o retorno das pessoas que usaram a fosfoetanolamina. E acredito que é fundamental assegurar o direito de uso a pacientes que já passaram por quimioterapia, por radioterapia e enfrentam a fase mais avançada da doença”, destacou.

 

O diretor superintendente do Hospital Amaral Carvalho, Antônio Luis Cesarino de Moraes Navarro, que também participou da comissão geral, negou que o hospital tenha realizado pesquisa clínica sobre o produto. “Não a pesquisamos, porque não havia estudo pré-clínico [geralmente feito com animais]. As primeiras informações sobre o estudo pré-clínico vieram em 2007”, disse.

 

Esclarecer dúvidas
O líder do Solidariedade, deputado Arthur Oliveira Maia (BA), que propôs o debate para esclarecer dúvidas sobre os diversos aspectos envolvendo a substância, disse que é preciso considerar benefícios e consequências do uso da fosfoetanolamina.

 

“A mais renomada instituição de ensino do País desenvolveu um medicamento que, segundo diversas pessoas que o utilizaram, seria capaz de curar o câncer”, observou. “Por outro lado, uma parte da comunidade científica desconfia dos resultados por não ver lógica nenhuma em um único medicamento ser capaz de combater os mais diversos tipos de câncer”, completou.

 

Por desconhecer a eficácia da substância, dada a falta de informações sobre o controle clínico de pessoas que fizeram uso dela, a USP publicou neste ano uma portaria proibindo sua distribuição. A universidade aguarda a análise e aprovação da Anvisa.

 

A proibição da substância, entretanto, levou diversas pessoas a questionarem na Justiça o direito de continuar usando a fosfoetanolamina, mesmo em caráter experimental.

 

Recentemente uma liminar do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), reverteu decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que proibia a distribuição da droga aos interessados.

 

Agência Câmara / Reportagem – Murilo Souza – publicada em 24/11/2015

Sem estudos em toda a literatura médica que relacionem a infecção de gestantes pelo vírus Zika com o nascimento de crianças com microcefalia, a neuropediatra Vanessa Van der Linden defende que os novos casos dessa deformidade no cérebro revelam uma nova doença, já que fogem do padrão conhecido. “Se é provocada pelo Zika ou por outro vírus, ou outro agente, não sabemos. O que posso dizer é que os casos não seguem o padrão que a gente vê nas outras pacientes que têm infecção congênita e filhos com microcefalia”, explicou Vanessa, do Hospital Barão de Lucena, presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente do Recife.

 

Ela foi a primeira médica a buscar a Secretaria de Saúde de Pernambuco para alertar sobre o aumento do número de casos de crianças com o crânio menor que o normal. “Um dia, cheguei à UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e tinha três casos de crianças com a cabecinha assim, isso me deixou intrigada, normalmente a gente via uma a cada mês ou a cada dois meses”, relatou. Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de casos de microcefalia saltou de 147, em 2014, para 739 neste ano, a maioria (487) em Pernambuco.

 

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. A neuropediatra esclarece que essa condição pode ter diversas causas, como agentes químicos e infecções por toxoplasmose ou pelo citomegalovírus. Cada causador provoca um quadro típico, como alteração na visão, na audição ou em outros órgãos. Segundo a médica, em muitos desses novos casos os recém-nascidos têm comprometimento do coração, “mas a amostra ainda é muito pequena para dizer que está relacionado à nova doença”.

 

À medida que os casos foram chegando, a neuropediatra pedia exames para toxoplasmose e para citomegalovírus, e todos deram negativo. A especialista diz que recebeu informações de casos parecidos fora do Nordeste e que tudo deve ser bem investigado.

 

Vanessa participou nessa terça-feira (24) de um seminário para profissionais de saúde do Distrito Federal, em Brasília. Segundo ela, há casos de crianças com microcefalia que se desenvolvem, têm filhos, mas que em outros casos o bebê tem muitas convulsões e por isso pode não ter o desenvolvimento adequado.

 

A relação entre o aumento de casos de microcefalia e a presença do vírus Zika em gestantes foi cogitada mais fortemente há pouco mais de uma semana, quando o Laboratório de Flavivírus, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, constatou a presença do vírus em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia. Segundo o Ministério da Saúde, apesar de ser um resultado  importante, os dados atuais não permitem confirmar a relação da infecção pelo Zika com a microcefalia.  Essa correlação está sendo investigada em parceria pelo governo federal e os estaduais.

 

Os primeiros casos de Zica no Brasil foram registrados em maio de 2015.

 

Fonte: Agência Brasil, repórter Aline Leal

Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Infecções do Japão descobriu que uma proteína encontrada em seres humanos tem efeitos inibidores sobre o vírus HIV, informou hoje (25) a emissora pública de televisão NHK.

 

As células nas quais se encontra esse tipo de proteína – denominada March8 – não infectam as células sãs, segundo as conclusões do grupo de pesquisa.

 

Kenzo Tokunaga, um dos cientistas, espera que seja desenvolvido um medicamento que ajude o corpo humano a produzir essa proteína com a qual podem ser tratados pacientes com o HIV.

 

Essa descoberta poderia beneficiar os 36,9 milhões de portadores do vírus em todo o mundo, a grande maioria na África, de acordo com dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV.

 

Nessa terça-feira em Genebra, as Nações Unidas anunciaram que pretendem duplicar o número de tratamentos antirretrovirais de pessoas infectadas com o vírus da aids até 2020. Atualmente, pouco menos da metade das pessoas que vivem com o HIV tem acesso a esse tipo de tratamento.

 

O dia 1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

 

Fonte: Agência Brasil

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