A taxa de detecção de aids no Brasil caiu 5,5% de 2013 para 2014, passando de 20,8 casos por 100 mil habitantes para 19,7. No ano passado, foram diagnosticados 39.951 casos e, em 2013, 41.199, informa o Boletim Epidemiológico HIV/Aids de 2015, divulgado hoje (1°) pelo Ministério da Saúde.

 

De acordo com estimativa do ministério, atualmente, 781 mil pessoas vivem com HIV/Aids no Brasil.

 

A queda de 5,5% é a maior redução anual de detecção de novos casos, diz o ministério. “Vale lembrar que também foi o ano em que mais fizemos testes no Brasil. Outra tendência importante é a queda da morte por aids”, disse o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.

 

Ele acrescentou que, desde 2003, houve queda de 10,9% na mortalidade de pacientes com aids no país.

 

No entanto, o número de casos de aids notificados entre jovens de 15 a 24 anos vem aumentando nos últimos anos. Em 2004 foram notificados 3.419 casos de aids nessa faixa etária, o que representa uma taxa de detecção de 9,5 por 100 mil habitantes. Em 2014, foram 4.669 notificações e uma taxa de detecção de 13,4 por 100 mil habitantes.

 

Para o ministro da Saúde, Marcelo Castro, o crescimento da aids entre os jovens é motivo de preocupação. “Preocupa-nos sobremaneira a situação dos jovens e nos parece que houve um certo relaxamento. E não podemos. A aids é uma enfermidade grave e devastadora e deve ser encarada com a seriedade devida”, disse Castro.

 

Os jovens são o foco de uma campanha publicitária lançada hoje, Dia Mundial da Luta contra a Aids, pelo Ministério da Saúde.

 

Quanto à faixa etária, a maior concentração dos casos da doença está entre as pessoas de 25 a 39 anos. Entre o número total de casos registrados, no país de 1980 a junho de 2015, os homens foram maioria entre os infectados. Eles responderam por 65% dos casos e as mulheres, por 35%. A taxa de detecção de aids em homens tem apresentado tendência de crescimento nos últimos 10 anos, enquanto o inverso ocorre entre as mulheres.

 

Assim como entre os jovens, a taxa de detecção vem apresentando tendência de aumentado entre as gestantes. Entre os anos de 2005 e 2014, houve aumento de 30%.

 

Os dados do relatório mostram que a concentração de casos de aids identificados de 1980 a junho de 2015 é maior nas regiões Sul e Sudeste com, respectivamente, 53,8% e 20% do total de casos. Em seguida, vêm o Nordeste, com 14,6% do total de casos, o Centro-Oeste, com 5,9%, e o Norte, com 5,7%. De acordo com o Ministério da Saúde, observa-se tendência de queda da taxa no Sudeste nos últimos 10 anos e de estabilização na Região Sul. O Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste apresentam tendência significativa de crescimento.

 

O ministro Marcelo Castro informou que a meta brasileira é diagnosticar, até 2020, 90% das pessoas portadoras de HIV, submeter ao tratamento 90% das diagnosticadas e ter 90% destas pessoas com carga viral indetectável. “Das pessoas que estão submetidas ao tratamento, hoje, 88% já tem carga viral abaixo de níveis detectáveis”, disse Castro.

 

Na data em que, mundialmente, discutem-se a prevenção e o combate ao HIV/aids, o ministério lançou campanha publicitária que tem como slogan “Com o tratamento, você é mais forte que a aids” que busca incentivar o tratamento precoce da doença.

 

Fonte: Agência Brasil

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta quinta-feira (3) para discutir a implementação da logística reversa prevista na Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010). A reunião será às 9h30, no plenário 5.

 

Pela Lei, a logística reversa é definida como um instrumento de desenvolvimento econômico e social para viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento ou outra destinação final ambientalmente adequada.

 

Autor do requerimento para realização da audiência, o deputado Renato Molling (PP-RS) explica que o Decreto 7.404/10, que regulamenta a Lei, definiu que os sistemas de logística reversa serão implementados e operacionalizados por meio de acordos setoriais, estendidos a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro e aos demais produtos e embalagens, considerando, prioritariamente, o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados.

 

“Já se passaram cinco anos da aprovação da Lei de Resíduos Sólidos e os avanços em relação à logística reversa ainda são muito pequenos. Dessa forma, é muito importante a presença dos convidados para prestar esclarecimentos quanto à construção dos acordos setoriais. Como estão sendo formalizados esses acordos? Quais já foram efetivamente formalizados? Quais acordos estão em andamento? Por que a demora na aplicação dos sistemas de logística reversa no país?”, justifica o deputado.

 

Convidados

 

Foram convidados para a audiência:

 

- o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro;

 

- a diretora do Departamento de Ambiente Urbano da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério de Meio Ambiente , Zilda Maria Faria Veloso;

 

- o diretor presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa da Silva Jr;

 

- o especialista em Políticas e Indústria da CNI, Wanderley Coelho Baptista;

 

- o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos;

 

- o presidente da CNM, Paulo Roberto Ziulkoski;

 

- o gerente de Projetos da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), Ana Paula Bernardes;

 

- o diretor do Departamento de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), José Carlos Redondo;

 

- o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Márcio Milan;

 

- a diretora de Inovação da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Maria José Delgado Fagundes; e

 

- o presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), Victor Bicca Neto.

 

Como debatedores:

 

- o presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), Aparecido Hojaij;

 

- o diretor Executivo da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFARMA), Renato Tamarozzi; e

 

- o diretor Executivo da Associação Brasileira de Atacado Farmacêutico (Abafarma), Jorge Froes de Aguilar.

 

FONTE: Agência Câmara

A Diretoria Colegiada da Anvisa faz, nesta terça-feira (1/12), sua 24ª Reunião Ordinária Pública de 2015 . Na pauta está a proposta de iniciativa regulatória que trata da Regulamentação da Proibição de Termômetros Clínicos e Esfigmomanômetros com Coluna de Mercúrio e Indicados para Uso em Diagnóstico em Saúde. A iniciativa regulatória é o primeiro passo para a proposição de norma pela Anvisa.

 

Também está em pauta a revisão da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 48/2009, que dispõe sobre mudanças pós-registro e cancelamento de registro de medicamentos.

 

Haverá análise de cinco propostas de Consultas Públicas, sobre inclusão de ingredientes ativos em agrotóxicos.

 

A reunião ocorre a partir das 14h, na sala de reuniões da Diretoria Colegiada da Agência, na sede da Anvisa em Brasília.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Em ação inédita no país, foi lançado hoje (1º) em São Paulo um novo serviço ao cidadão que permitirá a emissão do Cadastro de Pessoa Física (CPF) no momento em que é feito o registro da certidão de nascimento. Por meio de convênio entre a Receita Federal e a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), os cartórios vão informar os dados do recém-nascido ou da pessoa a ser registrada pelo sistema online e, imediatamente, o número do CPF será repassado e impresso na certidão sem nenhum custo.

 

De acordo com Marcelo Barreto, superintendente substituto da Receita Federal em São Paulo, a medida será estendida agora à tarde ao Rio de Janeiro e amanhã (2) a todo o país. Ele lembrou que, atualmente, para ter acesso ao CPF os interessados têm de procurar um dos postos da rede conveniada (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e agências dos Correios) e pagar a taxa de R$ 7,00. A partir de agora, o serviço passa a ser gratuito, “eliminando discrepâncias e facilitando a vida do cidadão”, disse Barreto.

 

A medida, conforme o superintendente, é uma demanda antiga da sociedade e, por meio dela, a Receita poderá fazer um cruzamento da base de dados de forma segura, evitando eventuais tentativas de fraudes. “Todos saem ganhando com isso”, afirmou Barreto. Ele informou que, anualmente, são expedidos em São Paulo em torno de 500 mil CPFs.

 

De acordo com ele, o governo pretende lançar no primeiro semestre do próximo ano a mesma sistemática para o caso de adolescentes que vão tirar o primeiro documento de identificação, o Registro Geral (RG), que é emitido pelas secretarias de Segurança Pública.

 

A diretora da Arpen, Monete Hipolito Serra, que é registradora civil do Distrito de Jaraguá, na zona noroeste de São Paulo, informou que o novo serviço não causará qualquer impacto na rotina dos 836 cartórios do estado e que os cidadãos continuarão a receber o documento na hora da solicitação.

 

“Essa medida vai agilizar a emissão para quem pretende, por exemplo, abrir um plano de previdência para o filho que acabou de nascer, em casos de doação de imóvel e inscrições em programas sociais ou ainda no acesso a remédios que são distribuídos de graça na área de saúde”, acrescentou.

 

Fonte: Agência Brasil, repórter Marli Moreira

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