“Saio daqui impressionada com a desvalorização que vi em relação ao nosso trabalho por parte dos patrões. Porque nossa função exige dedicação e muita responsabilidade com a vida das pessoas e merecemos um reconhecimento à altura”. Foi essa a reação da farmacêutica Raíssa Ferreira Almeida, que com cinco anos de formada participou pela primeira vez de uma mesa de negociação. A indignação era visível, também, na expressão de Ronan Cardoso, que após seis anos no mercado disse ter sentido na pele o quanto é importante a classe estar unida e acompanhar de perto o clima duro e difícil das negociações.
Os dois farmacêuticos e outros colegas de profissão se juntaram ao Sinfarmig na manhã dessa quarta, 20/04, para participar da terceira rodada de negociações com o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Minas Gerais - Sincofarma/MG. A entidade patronal surpreendeu a todos com uma proposta de redução salarial, retrocesso e perda de direitos, que assustou até mesmo os sindicalistas mais antigos em mesa de negociações da categoria.
A proposta deles previa reduzir o piso salarial para farmacêuticos que estão ingressando no mercado de trabalho e pagar a inflação do período de forma parcelada. A contraproposta foi veemente recusada e a diretoria do Sinfarmig apresentou outra que prevê a reposição das perdas inflacionárias do período de 1º de março 2015 a 28 de fevereiro de 2016 (11,07%) mais ganho real (1,43%) totalizando 12,5%.
Apesar do clima árido da reunião a categoria saiu com a expectativa de que a entidade patronal reavalie melhor essa contraproposta. “Esperamos que o Sincofarma/MG não venha nos oferecer mais perdas de direitos em reuniões futuras. Queremos reconhecimento para os farmacêuticos que atuam como verdadeiros gestores de suas empresas garantindo não só a assistência farmacêutica de qualidade, mas também o crescimento e faturamento das suas lojas´, declarou a diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis.
Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig


