Essa foi a consideração da senadora Vanessa Grazziotin, que defende as pautas dos farmacêuticos no Senado durante encontro com a categoria em Florianópolis no dia 27 de setembro. 

Diante de tantas medidas recentes que enfraquecem e retiram direitos trabalhistas, a senadora considerou prudente suspender a tramitação do PL nº 513/2015, que pretende fixar a jornada dos farmacêuticos em 30 horas semanais.

O PL 513/2015 foi apresentado pela senadora em agosto do ano passado a fim de reduzir a atual jornada de 44 horas semanais considerando o desgaste físico ou psicológico gerado pelo extenso período de trabalho. "Entre os trabalhadores que mais se expõem à fadiga estão os profissionais da área de saúde, que, dia a dia, se responsabilizam pela vida e pelo bem estar da população", argumenta o projeto.

O PL exemplifica ainda as jornadas reduzidas da categoria médica (no mínimo 2 horas e no máximo 4 horas diárias, conforme art. 8º,”a”, da Lei 3.999, de 15 de dezembro de 1961); auxiliares laboratorista e radiologista (4 horas diárias, conforme art. 8º,”b”, da Lei 3.999, de 1961); técnicos em radiologia (24 horas semanais de acordo com art. 14 da Lei 7.394, de 29 de outubro de 1985). Assim como os  fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais (30 horas semanais segundo art. 1º da Lei 8.856, de 1º de março de 1994); e assistentes sociais (30 horas semanais conforme artigo 2º da Lei nº 12317, de 26 de agosto de 2010). 

"Entre os poucos trabalhadores da saúde ainda não contemplados com a redução da jornada estão os farmacêuticos. Entendemos, assim, justa e necessária a concessão de jornada especial para esses profissionais, que, como os demais, são igualmente submetidos a estressantes condições de trabalho", justificou a senadora.

Após aguardar o tempo obrigatório para receber emendas, a matéria foi encaminhada para relatoria na Comissão de Assuntos Sociais, a primeira dentre aquelas em que precisa ser apreciada antes de ir a plenário. 

O senador Otto Alencar (PSD) foi designado relator e se manifestou contrário à matéria. Em seu relatório, o senador baiano afirmou que o fato de algumas categorias terem jornadas reduzidas "não significa necessariamente que esse direito deva ser estendido automaticamente a outros grupos de assalariados" . 

O parlamentar alegou ainda conhecer estudo científico que comprove a necessidade da redução da jornada para a categoria farmacêutica e o impacto financeiro para o empregador.

Procurando fazer com que a proposta fosse observada mais sob o ponto de vista humano do que financeiro, o senador Paulo Paim (PT) sugeriu que o PL também fosse analisado pela Comissão de Direitos Humanos. A última movimentação do PL sinaliza a retirada da tramitação. De acordo com Vanessa, o projeto está parado, pois as condições para sua aprovação não são favoráveis. .

Vanessa esteve na cidade para cumprir compromissos políticos. O encontro com a senadora foi promovido pelo SindFar e pela Fenafar em comemoração pelo Dia Internacional do Farmacêutico (25 de setembro).

Fonte: SindFar/SC

Publicado em 29/09/2016

 

 

 

Com o objetivo de debater a situação da Assistência Farmacêutica nos hospitais, o Fórum Estadual de Luta pela Valorização da Profissão realizará na próxima quinta-feira, 06/10, às 18h uma reunião no Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais.  

O Fórum vem se reunindo mensalmente desde o início deste ano para discutir assuntos de interesse, para levantar propostas e para definir ações que fortaleçam a categoria farmacêutica. Assim que foi retomado, o Fórum estabeleceu uma agenda de atividades como o trabalho de conscientização dos gestores municipais sobre a relevância do profissional na promoção da saúde pública. 

Outra importante ação é o movimento de repúdio ao processo de desmonte do Sistema Único de Saúde - SUS promovido pelo atual governo. 

As reuniões são realizadas sempre na segunda quinta-feira de cada mês, mas em outubro foi antecipada a pedido do Conselho Regional de Farmácia devido à relevância do tema.

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 29/09/16 

 

 

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu ontem (28), mais uma vez o julgamento da validade de decisões judiciais que determinam o fornecimento de medicamentos de alto custo sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Desta vez, a suspensão ocorreu depois de pedido de vista do ministro Teori Zavascki sem data para retomada do julgamento. No último dia 15, a análise havia sido suspensa por um pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso. Até agora, três ministros já votaram.

No início da sessão, o ministro Marco Aurélio, relator do caso no STF, reajustou voto proferido na sessão anterior e determinou que a entrega dos medicamentos fosse garantida pelo governo mesmo se o remédio não tiver registro na Anvisa. Anteriormente, o ministro havia entendido que o fornecimento dependia, entre outros fatores, do registro na agência.

“O Estado está obrigado a fornecer medicamento registrado na Anvisa, como também o passível de importação, sem similar nacional. Desde que comprovada a indispensabilidade para manutenção da saúde da pessoa, mediamente laudo médico e registro no país de origem”, disse o ministro ao revisar seu voto.

Judicialização

Em seguida, o ministro Luís Roberto Barroso abriu a divergência e votou contra a obrigação de fornecer medicamentos experimentais que não são registrados na Anvisa e ponderou que a solução para o caso não é “politicamente simples e moralmente barata”. Segundo o ministro, cada cidadão tem direito aos medicamentos e tratamentos médicos “sem discriminação ou privilégio”. No entanto, de acordo com Barroso, o Ministério da Saúde não pode ser obrigado a fornecer remédios que não têm registro na Anvisa.

Em seu voto, o ministro disse que é preciso retirar do Judiciário a discussão sobre políticas públicas para a saúde. A judicialização, segundo Barroso, traz conseqüências negativas e graves, como a desorganização administrativa do governo, ampla ineficiência da aplicação de recursos públicos e a seletividade no sistema de saúde.

“A verdade é que, como os recursos são limitados e precisam ser distribuídos entre fins alternativos, a ponderação termina sendo entre o direito e à vida de uns e o direito e à vida de outros. A vida e a saúde de quem tem condições de ir a juízo não tem mais valor dos muitos que são invisíveis para o sistema de Justiça”, disse Barroso.

O ministro Edson Fachin entendeu que o Judiciário pode determinar o fornecimento de medicamentos que não estão na lista do Sistema Único de Saúde, desde que alguns parâmetros sejam observados. Após o voto dele, Zavascki pediu vista.

O caso é julgado no STF em um recurso do estado do Rio Grande do Norte contra decisão judicial que determinou o fornecimento ininterrupto de remédio de alto custo a uma portadora de cardiopatia isquêmica e problemas pulmonares. Em outro recurso que chegou ao Supremo, uma paciente processou o estado de Minas Gerais para receber um medicamento que não é registrado na Anvisa.

Fonte: Agência Brasil

Publicado em 29/09/2016

 

 

 

No dia 30/09, a Gerência de Assistência Terapêutica – Gemed promoveu o II Seminário de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte. O evento foi voltado para os profissionais da rede municipal de Saúde e abordou temas considerados prioritários para a Assistência Farmacêutica. 

O cuidado farmacêutico, a importância do profissional nos espaços de controle e os indicadores adotados estão entre os assuntos que foram debatidos pelos profissionais de farmácia no Seminário. Entre os convidados Júnia Lélis, que é diretora do Sinfarmig e conselheira municipal de saúde. 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 28/09/16

 

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